Professores de Boquim realizam passeata pelas ruas da cidade

32

Os professores da rede municipal de Boquim fizeram nesta quinta-feira (31) uma passeata pelas ruas da cidade para reivindicar um índice de reajuste salarial ao prefeito Pedro Barbosa. Os professores da rede municipal de Boquim fizeram nesta quinta-feira (31) uma passeata pelas ruas da cidade para reivindicar um índice de reajuste salarial ao prefeito Pedro Barbosa. Com apoio dos alunos e da população os professores percorram as principais ruas do centro da cidade e terminaram o ato público em frente ao prédio da prefeitura. A caminhada faz parte das atividades dos dois dias de paralisação dos educadores. Nesta sexta os professores voltam às ruas para fazer panfletagem.

Na última audiência de negociação, realizada terça-feira (29), a comissão de negociação do SINTESE apresentou proposta de 5%, mas o prefeito anunciou que não tem condições de dar reajuste salarial aos educadores. O que causa estranheza aos professores é que a prefeitura está em negociação com o sindicato dos servidores municipais e está oferecendo um índice de 5% e nega aos professores a possibilidade de aumento salarial, oferecendo um percentual de 0%. “O que os professores de Boquim estão reivindicando é tão somente as perdas acumuladas na inflação durante o último ano”, disse o professor e vereador Anderson.

O SINTESE denuncia que além de não apresentar um índice de reajuste aos salários dos professores a prefeitura tem sinalizado, através de documentos enviados ao sindicato, a retirada de direitos conquistados a exemplo da mudança de nível automática.

Há sérios problemas nos salários dos professores em Boquim. A prefeitura equiparou ao salário mínimo o salário dos professores do Ensino Médio (que era de R$267,50), enquanto o restante da categoria não teve reajuste salarial. Isso fere o princípio da igualdade, previsto na Constituição para a administração pública.

A comissão de negociação do SINTESE fez análises das folhas de pagamento e constatou várias irregularidades: professores com desvio de função, além distorções no pagamento de salário com os recursos do Fundef. “Se esses erros forem corrigidos há possibilidade dos professores receberem reajuste salarial sim”, disse Maria Barroso, diretora do departamento de Base Municipal do SINTESE. Outra irregularidade é que alguns educadores estão com jornada de trabalho dobrada, mas estão recebendo somente 60% a mais na sua remuneração. Isso é um desrespeito ao Plano de Cargos e Salário que diz que jornada dobrada é equivalente a 100% a mais no salário.

“Quem está em atividade-meio está recebendo salários maiores que os educadores da atividade fim, isso não é justo. Outro problema em nosso município é a cultura que privilegia altos salários para poucas pessoas. Acredito que se os recursos para pagamento de salários forem bem distribuídos há possibilidade de aumento salarial para os professores”, afirmou o professor Anderson. Outra reivindicação dos educadores de Boquim é a implantação da gestão democrática nas escolas.