Morte em trabalho diminui

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O número de mortes por acidente de trabalho em 2005 no país caiu 4,6% na comparação com 2004, entre-tanto, a quantidade de acidentes aumentou 4,8%. O número de mortes por acidente de trabalho em 2005 no país caiu 4,6% na comparação com 2004, entre-tanto, a quantidade de acidentes aumentou 4,8%. De acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social (AEPS 2005), entre os 528.134 acidentes ocorridos no Brasil no ano passado, 2.708 trabalhadores morreram. Em 2004, ocorreram 503.290 acidentes, que resultaram na morte de 2.839 pessoas.

O setor com o maior número de acidentes é o industrial, com 229.114 casos, seguido pelo de serviços (219.838) e agricultura (35.513). Do total de acidentes registrados no ano passado, 393.921 foram típicos (no local de trabalho), 67.456 de trajeto (durante o deslocamento), e 30.334 provocados por doenças do trabalho.

Na relação por grupo de idade, os acidentes de trabalho foram mais freqüentes na faixa entre 25 e 29 anos – 19,56% dos casos (96.197 ocorrências). Por categoria, os acidentes classificados como típico também foram mais comuns nessa faixa etária, correspondendo a 19,77% do total (77.881). Já os registros de acidentes de trajeto foram mais notificados pelas faixas de 20 a 24 anos, com 20,44% dos casos (13.793); de 25 a 29 anos, 20,23% (77.881); e de 30 a 34 anos, 15,66% (62.820). Na categoria doença de trabalho, os mais velhos são os mais afetados – a faixa de acima de 45 anos registrou 25,15% (7.632) dos casos, seguida pela faixa dos 35 a 39, 16,51% (5.009) e pelos trabalhadores com idade entre 40 e 44 anos, 15,85% (4.809).

Empregos terceirizados
A mão-de-obra terceirizada avança e já representa um terço das vagas cria-das nas empresas privadas do país. Dos 6,9 milhões de postos de trabalho abertos pelo setor privado de 1995 até 2005, 2,3 milhões foram ocupados por terceirizados. Os números constam do levantamento feito pelo Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho), da Unicamp. Em 1995, havia 1,8 milhão de terceiri-zados formais no país. No ano passado, eram 4,1 milhões –uma expansão de 127%.

Antes restrita às atividades de limpeza, vigilância, alimentação e segurança, a mão-de-obra terceirizada se expande para os mais diversos setores (telefonia, automobilístico, eletroeletrônico, supermercados) e áreas (como telemarketing). Até o departamento de RH, considerado o “coração” de uma empresa, está hoje nas mãos de terceirizados. A Philips, que chegou a ter cerca de 20 mil funcionários no final da década de 80, em-prega hoje 6.000 pessoas e contrata serviços de mais 5.000. A Fiat empregou 25 mil trabalhadores nos anos 80 e hoje tem 9.000 funcionários diretos e 7.000 indiretos em Betim (MG).

Empresas sob controle dos trabalhadores
Curiosamente, a notícia saiu em jornais da Europa: o Bra-sil avança no número de empresas sob controle dos trabalhadores! Dados do Ministério do Trabalho demons-tram que as empresas sob gestão dos trabalhadores já são quase 15.000, no país. Destas, 8.151 estão regis-tradas como associações e 1.604 estão registradas como cooperativas. As demais, por falta de uma definição melhor, estão registradas como “grupo informal”. Quase a metade dessas empresas estão no meio rural, mas constam também do relatório muitas indústrias e cooperativas de artesanatos e manufaturas.

Dúvidas sobre pesquisas de emprego
O anúncio dos últimos números do IBGE sobre o desemprego no país, indicando um crescimento no mês de julho, causou alguma polêmica. Luiz Marinho, ministro do Traba-lho, comparou com os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apurado pelo Ministério, e disse que estão muito diferentes. Um técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) tenta esclarecer dizendo que “a heterogeneidade do mercado de trabalho nas regiões metropolitanas e as dife-renças de características do emprego nas grandes cidades em relação ao interior tornam a pesquisa do IBGE insuficiente para análise do desemprego em nível nacional”.

Em julho, para uma taxa média de desemprego de 10,7% nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, o IBGE apurou taxas mensais completamente diferentes em Recife (15,3%, a maior entre as regiões) e Porto Alegre (8,7%, a menor taxa). Além disso, o rendimento médio real dos trabalhadores, que na média das seis regiões caiu 0,7% em julho ante junho, só apresentou realmente queda em duas regiões: São Paulo e Recife.

Metalúrgicos da Volks continuarão a greve
Os trabalhadores da Volkswagen de São Bernardo do Campo decidiram, em assembléia realizada na sexta-feira, continuar em greve pelo menos até a próxima se-gunda-feira, quando haverá nova assembléia. A greve começou terça-feira passada. As informações são do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC que informa que o objetivo da mobilização é reverter os cortes de pessoal anunciados pela empresa. A fábrica já começou a enviar cartas de dispensa a 1.800 funcionários. A partir de 21 de novembro, quando se encerra o acordo de estabilidade no emprego entre metalúrgicos e empresa, começa o desligamento de funcionários. A greve já começou a afetar a produção nas unidades de Taubaté (SP) e de São José dos Pinhais, no Paraná. A fábrica deu folga para os trabalhadores de Taubaté nos dias 1 e 6 de setembro por falta de câmbios (produzidos em São Bernardo). Em São José dos Pinhais, a folga será sexta-feira e sába-do, também por falta de peças estampadas que são feitas na fábrica do ABC.

Libertado o líder do MST em Pernambuco
O dirigente nacional do MST e maior liderança em Pernam-buco, Jaime Amorim, foi libertado na tarde de segunda-feira por decisão do ministro do STJ que considerou ilegal a sua prisão temporária. Em entrevista, logo após ser libertado, Amorim puxou para o MST e movimentos sociais a solução para o sistema prisional do País. “Agora se fala em segurança máxima, mas isso não vai re-solver o problema porque os presídios nesse País são uma fábrica de produzir mais delinqüência. Creio que a sociedade brasileira organizada tem que assumir a tarefa de resolver esses problemas”. Para ele, na prisão não se prepara ninguém para viver em sociedade. “Só se empurra as pessoas para a vida no submundo”.

Contra liberalização do comércio e privatizações
Em 10 de setembro de 2003, o líder camponês co-reano Lee Kyung Hae se imolou durante um protesto contra a OMC em Cancún, no México. Enquanto morria, ele ergueu uma bandeira que dizia: “A OMC mata os camponeses!”. A Via Campesina sempre celebra essa data como o dia internacional de luta contra a OMC e o neoliberalismo. Uma série de protestos e mobilizações estão sendo preparadas contra as reuniões do Banco Mundial e do FMI que acontecerão em Singapura (11 e 20 de setembro). Para a Via Campesina, o Banco Mundial e o FMI também impõem políticas neoliberais como privati-zações e a liberalização do comércio.

“Grito” pedirá anulação da venda da Vale
Sob o lema “Brasil: na força da indignação, sementes da transformação” acontecerá, em 7 de setembro, a 12a edição do Grito dos Excluídos. A jornada tem como eixo o repúdio da sociedade à exclusão social, à política econômica vigente e à corrupção, além da defesa da demo-cracia direta. Outra bandeira é a anulação da privatização da Companhia Vale do Rio Doce. Em janeiro, a 5ª Turma do TRF (Tribunal Regional Federal) de Brasília decidiu que será revista na Justiça a privatizações da mai-or mineradora do mundo. O processo da venda vai ter de passar por uma perícia técnica.

Libertados mais 118 trabalhadores escravos
Uma operação realizada por fiscais da Delegacia Regio-nal do Trabalho libertou ontem 118 trabalhadores mantidos em condições similares à de escravidão em fazen-das no município de Ulianópolis, no Sudeste do Pará. Os trabalhadores foram resgatados das fazendas “Águia”, “São Marcos”, “Espírito Santo” e “São Romualdo”, no município de Ulianópolis. Todas elas pertencem ao mesmo dono, o empresário Davi Rezende, que ainda não foi encontrado. A maioria dos resgatados é do Maranhão.

Aracruz invadiu área indígena
Está nas mãos do presidente da FUNAI um parecer sobre a disputa por 11 mil hectares entre a empresa Aracruz e dois mil indígenas das etnias Tupiniquim e Guarani, no Espírito San-to. A Aracruz Celulose contestou judicialmente a demarcação das terras. Dos 18 mil hectares concedidos origi-nalmente aos índios, a empresa diz ter direito a 11 mil. O documento afirma que as terras foram expropriadas pelo governo do Espírito Santo nas décadas de 50 e 60, expulsando os indígenas. A área foi repassada à Ara-cruz, que começou a plantar eucaliptos, e a outros proprietários que depois venderam à empresa.

Steinbruch denunciado por crime ambiental
O empresário Benjamin Steinbruch e a CSN, da qual ele é presidente, foram denunciados pelo Ministério Público (MP) à Justiça Federal por crimes ambientais. Relató-rios da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) acusam a empresa de lançar grandes quantidades de benzo-a-pireno no Rio Paraíba do Sul, entre 1990 e 2000, e de benzeno no ar de Volta Redon-da. Absorvido pelo sangue, o benzeno pode causar leucemia. Acusado por quatro crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais e na Lei de Política Ambiental, Steinbruch pode ser condenado ao pagamento de multas e a até 15 anos de prisão.

Censura
Uma juíza de Minas Gerais mandou apreender a revista do Observatório Social. A ação movida pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais questiona a autenticidade de uma reportagem sobre o traba-lho infantil e alega que as fotos foram forjadas. A reportagem de capa da revista, intitulada “A Idade da Pedra”, mostra que empresas mineradoras da região de Ouro Preto usam mão-de-obra de crianças na coleta de rochas de talco. Após ser beneficiado, o talco é vendido para empresas multinacionais. A juíza também determinou a retirada, do site na Internet do Observatório Social, de todas as imagens onde aparecem crianças trabalhando.

“Brincando” de bombardear Chávez
O programa Google Earth, já conhecido pela beleza dos mapas eletrônicos criados através de imagens de satélite, está fazendo uma campanha contra Hugo Chávez. A atual versão do programa permite visualizar com muitos detalhes a cidade de Caracas e vários pontos podem ser identificados com precisão. Mas, quando se localiza o Palácio Miraflores (sede do governo venezuelano) aparece uma mensagem deixada por um usuário do programa onde se pode ler: “bombardear aqui”.

Venezuela vai duplicar a ajuda aos EUA
Hugo Chávez anunciou que a Venezuela vai duplicar a quan-tidade de combustível subvencionado para calefação de residências pobres nos EUA, este ano. A empresa vene-zuelana Citgo Petroleum Corp., que atua nos EUA, vendeu no inverno passado 40 milhões de galões de com-bustível para calefação a preços abaixo do mercado para 181.000 residências e centenas de albergues para pobres nos EUA (Massachusetts, Nova Iorque, Maine, Rhode Island, Vermont, Connecticut, Delaware e Filadél-fia). Chávez disse a uma rádio de Pequim que gostaria de ampliar o programa e fornecer combustível também para as áreas mais pobres da Europa, durante o inverno.

Rosales é o candidato dos EUA
Manuel Rosales, governador de Zulia e candidato de oposição à Presi-dência da Venezuela, disse que revisará todos os contratos do setor de petróleo e os programas de ajuda eco-nômica assinados pelo presidente Chávez, caso seja eleito em dezembro. Para Rosales, é necessário avaliar se os acordos e contratos são de interesse da Venezuela ou apenas benevolência de Chávez, a quem acusou de trocar “petróleo por favores”.

Jovens pobres são principais vítimas da violência na América Central
Homens jovens, entre 13 e 29 anos, de poucos recursos econômicos, desempregados e sem formação escolar formam o perfil das vítimas da violência na América Central. Isto é o que consta do relatório da Fundação Árias para a Paz em um estudo divulgado durante a semana na Costa Rica. A pesquisa considerou os registros de violência entre 2000 e 2004 na Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Panamá.

VI Fórum Global da Infância
Começou na sexta-feira (1/9) o VI Fórum Global da Infância, no Para-guai. Estão reunidas entidades e pessoas que trabalham com os problemas de meninos, meninas e adolescen-tes. O tema deste ano é uma reflexão sobre os problemas da migração e os graves problemas sociais, em par-ticular os problemas que atingem aos menores que crescem desprotegidos e vulneráveis.

Bispo pode ser candidato a presidente no Paraguai
A oposição no Paraguai firmou aliança para ten-tar desbancar da Presidência o Partido Colorado, que governa o país desde 1947. O favorito à candidatura opo-sicionista é um bispo da Igreja Católica, monsenhor Fernando Lugo Méndez. Ele lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2008 e é bispo emérito de San Pedro, cidade ao norte da capital e uma das regiões mais pobres do país. Ele lidera o movimento Resistência Cidadã, que acusa o presidente Duar-te Frutos de corrupção. Além disso, ele é próximo do movimento dos sem terra no Paraguai.

Exercícios militares no Panamá
Os exercícios chamados “Força Multinacional 2006” tiveram início du-rante a semana na região do Canal do Panamá. Participam 18 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Repú-blica Dominicana, Equador, El Salvador, França, Guatemala, Honduras, México, Nicaragua, Paraguai, Uruguai, Peru, Grã Bretanha, EUA e Panamá. A justificativa é de que são exercícios para a possibilidade de qualquer “agressão” ou “ameaça à segurança” na área do Canal.

Escola de assassinos ainda funciona
A famosa “Escola das Américas”, que funcionava no Panamá e formou muitos dos militares e torturadores das ditaduras militares na América Latina, mudou de nome e de endereço, mas ainda está em pleno funcionamento. Com seu novo nome de Instituto para Cooperação e Segu-rança do Hemisfério Ocidental, tem sede em Forte Benning, Georgia, e continua treinando militares latino-americanos. Conhecida como “Escola de Assassinos”, recebeu este ano 122 militares chilenos que estão estu-dando lá. Mas, o mais estranho é que “oficialmente” a Escola só admite que tem 13 “alunos” do Chile!

Mineiros da “Escondida” conseguem um acordo
Depois de 25 dias de greve, os trabalhadores da mina chilena “Escondida”, a maior mina de cobre do mundo, alcançaram um acordo com a direção da empresa. A mina é controlada pela multinacional BHP Billiton e os trabalhadores tiveram importantes conquistas: 8% de reajuste de salários, vantagens em planos de saúde e salário educação, além de iniciar a discussão do Contrato Coletivo de Trabalho, a principal reivindicação. A “Escondida” produz 8% de todo o cobre do mundo e seu lucro, no primeiro semestre de 2006, foi de 2 bilhões e 918 milhões de dólares.

América Latina: depósito de arroz transgênico
Está estourando mais um grande escândalo de con-taminação genética. Dessa vez, se trata do arroz de origem estadunidense que foi contaminado com uma vari-edade transgênica proibida nos EUA. A contaminação foi encontrada no estado de Arkansas e a semente trans-gênica que gerou o problema foi desenvolvida pela empresa alemã Bayer CropSciense. A contaminação foi de-tectada em janeiro deste ano, mas é possível que ela já existisse antes.

Como conseqüência, a União Européia e o Japão decidiram suspender as importações de arroz procedentes dos EUA. Com o bloqueio, a carga veio parar na América Latina. Richard Bell, secretário de Agricultura do esta-do de Arkansas, reconheceu que os países latinos não questionaram a importação de arroz. “Eu não conheço nenhuma objeção feita pelo México ou Haiti, que são importantes importadores de arroz. Também não conheço nenhuma queixa da América Central”, disse em entrevista concedida a Farm Press. Ele acrescentou ainda que todas as variedades de arroz já estão contaminadas. O México é o principal importador: são cerca de 750 mil toneladas por ano. Devido aos altos subsídios agrícolas, o arroz estadunidense é mais barato.

“Não há provas”, diz agência da ONU
A Agência Internacional de Energia Atômica, organismo da O-NU, concluiu seu relatório sobre o programa nuclear do Irã dentro do prazo e apresentou-o ao Conselho de Segurança da entidade nesta sexta-feira. Ao contrário do que vem dizendo Bush, o relatório da Agência afirma que “não há provas concretas de que o programa nuclear do Irã tenha fins militares”.

Bush defende sua política
Preocupado com as últimas pesquisas de opinião sobre seu governo e ten-tando ajudar seu partido (Republicano) nas eleições legislativas de novembro, Bush discursou nesta semana em Salt Lake City. Tentou justificar suas ações militaristas e defendeu sua política dizendo que se trata de “uma guerra épica e divina entre a liberdade e a tirania”. Disse também que: “A guerra que travamos hoje é mais que um conflito militar; é a luta ideológica decisiva do século XXI. De um lado estão aqueles que acreditam nos valores da liberdade… do outro estão aqueles movidos pelo extremismo. São os sucessores dos fascistas, dos nazistas, dos comunistas e outros totalitários do século XX”.

A maior desigualdade do mundo desenvolvido!
O jornal New York Times trouxe, nesta semana, o re-sultado de uma nova pesquisa sobre distribuição de rendas nos EUA. Os dados são impressionantes e mostram que a renda real dos trabalhadores está abaixo da média de 1973! Os salários compõem agora a menor parcela do PIB estadunidense, enquanto os lucros e ganhos das empresas alcançaram a maior fatia desde os anos 1960. Para uma visão do quadro atual: do total de rendas no país, os 20% mais ricos ficam com pouco mais da metade (50,4%) enquanto os 20% mais pobres ficam com um mínimo da renda nacional (3,4%). Os EUA estão agora em primeiro lugar em desigualdade de renda, comparando com os 19 países desenvolvidos da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

A central sindical AFL-CIO anunciou que, em 2005, a renda real para um trabalhador típico, em tempo inte-gral, foi menor do que em 1979. Comparando os números de 2005 com os de 2000, há mais cinco milhões de pobres nos EUA, incluindo um milhão de crianças.

Novo tipo de Napalm
Na região de Baalbek, reduto do Hezbollah no vale do Bekaa, dezenas de civis morreram durante os conflito com Israel e pelo menos quatro cadáveres com sinais de terem sido atingidos por bombas de fósforo branco chegaram a um hospital, informaram fontes médicas e da Cruz Vermelha. Um repre-sentante da entidade afirmou que o estado desses cadáveres – sem nenhum ferimento externo, totalmente contraídos e com a pele esverdeada – mostrava todas as características de um ataque com esta substância ou outra arma química desconhecida. O médico disse que os cadáveres procediam do povoado de Brital e que não eram de combatentes do Hezbollah.

Todas as pontes e viadutos que comunicavam Beirute com o Bekaa foram destruídos pelas bombas. Dezenas de casas em Baalbek e no vale ficaram reduzidas a escombros. Os helicópteros Apache e os aviões F-16 israe-lenses sobrevoavam constantemente Baalbek, que fica a 15 quilômetros da fronteira com a Síria.

ONU acusa Israel de ter usado bombas ilegais
Bombas de fragmentação lançadas por Israel no sul do Líbano continuam a ameaçar civis, disse o enviado da ONU à região que acusou Israel de ser “completamen-te imoral” por usar esse tipo de artefato em áreas residenciais. Segundo ele, algumas das bombas lançadas nos últimos dias do conflito foram fabricadas nos EUA. “É um ultraje que tenhamos 100 mil bombas não detonadas entre crianças, mulheres e civis – e elas serão pisadas por alguém.” Leis internacionais proíbem bombas de fragmentação, mas Israel nega ter usado armamentos ilegais.