Terceirizados são 16% dos trabalhadores

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O emprego terceirizado sofreu rápida expansão no país nos últimos dez anos. Entre 1995 e 2005, de cada três novas vagas de trabalho criadas no setor privado uma foi pela terceirização. O emprego terceirizado sofreu rápida expansão no país nos últimos dez anos. Entre 1995 e 2005, de cada três novas vagas de trabalho criadas no setor privado uma foi pela terceirização. O ritmo médio de expansão anual desta modalidade de contrato foi quase quatro vezes maior do que o conjunto dos postos formais de tra-balho. Os dados fazem parte do estudo “Terceirização e Diversificação nos Regimes de Contratação de Mão-de-Obra”, do economista Marcio Pochmann. Em 2005, os terceirizados somavam 4,1 milhões de pessoas, quase 16% do total dos trabalhadores do setor privado (26,4 milhões de pessoas). Dez anos antes, eram 9,2% do total (1,8 milhões).

A contratação terceirizada é usada principalmente em atividades como segurança, limpeza, conservação e transporte, representando uma economia de cerca de 7% nos gastos com folha de pagamento e encargos soci-ais. Na Alemanha e na Itália, por exemplo, a legislação prevê que o salário do terceirizado não pode ser menor do que o que era pago para o funcionário na mesma função.

Emprego aumenta, mas informalidade ainda é alta
O governo Lula conseguiu avanços na geração de empregos com carteira assinada, mas os índices de informalidade do mercado de trabalho variaram pouco nos últimos anos. Isto pode ser explicado pelas demissões em massa que ocorreram nos anos 90 e pelo cres-cimento do setor de serviços, que absorveu os demitidos, mas não necessariamente contratando com carteira assinada.

100 mil no Grito dos Excluídos
Segundo o IBGE, cerca de 10 milhões de habitações são considera-das impróprias para a sobrevivência humana. Destes, 2 milhões não têm luz elétrica. Esse é apenas um exem-plo da exclusão social no Brasil. A 12ª edição do Grito dos Excluídos serviu para demonstrar a indignação da sociedade com esta situação.

As manifestações do Grito dos Excluídos em São Paulo bateram recorde de participantes. Na capital paulis-ta, o movimento reuniu cerca de 10 mil pessoas na caminhada da Praça da Sé até o Museu do Ipiranga, onde os protestos seguiram durante a tarde. Em Aparecida do Norte foram 87 mil pessoas, segundo os organizado-res. No Rio de Janeiro, depois de resistir à tentativa de dispersão pela PM, cerca de 1.500 manifestantes cami-nharam pela Av. Presidente Vargas, no centro. Em Curitiba, os manifestantes entraram no desfile oficial e con-seguiram dar o Grito em favor do emprego, moradia, saúde e melhores condições de vida. Em Brasília, o desfile com 2 mil pessoas organizado pelos movimentos chamou tanta atenção que o público da parada oficial parou para assisti-lo. No Ceará, o Grito dos Excluídos levou mais de 10 mil pessoas às ruas para protestar. Em Porto Alegre e mais nove cidades do Rio Grande do Sul, outras 10 mil pessoas marcaram as manifestações.

Volks suspende demissões
Os trabalhadores da fábrica Anchieta da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, decidiram interromper a greve por uma semana após a decisão da empresa de suspender as 1,8 mil demissões feitas por meio de carta enviada aos funcionários. A decisão foi tomada depois de uma reunião entre o Sindicato e a empresa. A Volkswagen do Brasil diz que espera que uma solução para o impasse nas negocia-ções, mas reiterou que as demissões anunciadas estão suspensas somente até que o processo de negociação seja encerrado e que cortar funcionários é uma decisão já tomada.

Na Alemanha, 3.500 aderiram ao PDV
Não é só no Brasil que a Volks está reduzindo quadros. A queda nas exportações foi o principal motivo apontado para a crise, e a empresa estima perder 40% das ven-das externas nos próximos dois anos. A companhia passa por um plano de reestruturação mundial e anunciou ontem que 3.500 empregados na Alemanha já assinaram propostas de demissão voluntária. A montadora as-sumiu que até 20 mil empregos da marca na Alemanha poderão ser comprometidos pelo programa.

Encontro metalúrgico na China
Trabalhadores metalúrgicos brasileiros, alemães e suecos estarão se encontrando com os chineses na próxima terça-feira, em Xangai. O encontro faz parte de um programa de a-proximar sindicalistas para uma ação coordenada diante da globalização neoliberal e do poder das grandes mul-tinacionais. Está ganhando força uma proposta de aproximar sindicalistas e trabalhadores de uma mesma em-presa que atue em vários países. Os metalúrgicos brasileiros já participam de 15 comissões internacionais, como a da Volks que, criada em 1999, reúne-se duas vezes por ano. Um outro exemplo é o dos metalúrgicos da Gerdau (Brasil, Canadá e EUA) que já estabeleceram programas comuns e visitas de sindicalistas às instala-ções no Brasil.

Direitos humanos em debate
Os países do Mercosul querem maior participação dos movimentos po-pulares nas decisões do bloco. Um seminário realizado recentemente em Brasília foi o começo desta articula-ção, reunindo representantes da sociedade civil e do governo do Brasil, Uruguai e Argentina. Verificou-se um crescente interesse dos movimentos sociais pelas questões internacionais de uma maneira geral. O Mercosul tem mais de 250 foros de negociação. Somente três órgãos do Mercosul têm poder decisório. A matéria com-pleta e a entrevista com a professora Deizy Ventura, da Universidade Federal de Santa Maria (RS), podem ser encontradas em www.noticiasdoplanalto.net

Alckmin dará prioridade a relação com países ricos
O Brasil daria maior prioridade na política ex-terna aos países desenvolvidos, reabriria a delicada discussão sobre medidas de salvaguardas no comércio com a Argentina e poderia até fechar algumas das embaixadas abertas recentemente em países africanos, caso o candidato da coligação PSDB-PFL ganhe as eleições presidenciais. Segundo colocado nas pesquisas de opinião, Geraldo Alckmin acusa a política externa atual de ter uma “visão equivocada de mundo”, e de ser “ideológica e partidária na sua execução, além de politizada nas negociações comerciais”. Estas idéias estão no programa do candidato.

Ação devastadora do papel
De acordo com a entidade ambientalista Greenpeace, a crescente de-manda de papel no mundo desenvolvido exerce uma pressão devastadora sobre os recursos naturais de países sul-americanos. O consumo mundial de papel passou de 300 milhões para 366 milhões entre 2000 e 2005. Prevê-se que a demanda chegará a 566 milhões em 2020. Segundo a organização, nas próximas décadas deve ocorrer muita pressão para ampliar as zonas de plantação de eucalipto e pinus e para a instalação de fábricas de polpa de celulose em países como Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

O estudo estima que uma fábrica que produz 300 mil toneladas de pasta de celulose necessita de cinqüen-ta mil hectares de monocultivos de árvores. No entanto, os atuais projetos para a região prevêem volumes de um milhão ou mais de toneladas ao ano.

Reuniões durante Cúpula dos Não Alinhados
A Cúpula dos Países Não Alinhados estará reunida a partir de amanhã, em Havana (Cuba). O Movimento dos Países Não Alinhados surgiu durante a ruptura do sis-tema colonial e das lutas de emancipação dos povos da África, Ásia e América Latina, durante a Guerra Fria (EUA x URSS). Em seu 14° Encontro, agora em Cuba, o Movimento espera avançar em alguns acordos e medi-das importantes. Paralelo à Cúpula, alguns outros importantes encontros devem ocorrer na quinta-feira, para tratar de assuntos específicos.

Mineiros do Chile avançam ainda mais
Depois da vitória alcançada com a grande greve de 25 dias, os trabalhadores chilenos da mina “La Escondida” partem para novas lutas. Agora estão anunciando um grande plebiscito para angariar apoio em uma campanha pela renacionalização da mina de cobre. “La Escondida” per-tence à anglo-australiana BHP Billiton.

Preocupações na Casa Branca
Daniel Ortega, líder da Frente Sandinista de Libertação Nacional, con-tinua na frente em todas as pesquisas para as eleições nicaragüenses de 5 de novembro. A administração Bush está se esforçando para desgastar a candidatura de Ortega, usando os escritórios da Câmara de Comércio Americana – Nicaragüense e financiando os candidatos da direita.

Ortega manteve algumas conversas com Hugo Chávez e já conseguiu um acordo para importar 10 milhões de barris de petróleo anuais, a preço preferencial, para superar a crise de energia do país. John Negroponte, diretor do Serviço de Inteligência dos EUA para a América Latina, declarou que “em certos países da região surgem personalidades populistas e radicais que defendem políticas econômicas independentes e demonstram pouco respeito pelas instituições democráticas, fazendo discursos contra os EUA”.

De olho na Tríplice Fronteira
O governo Bush continua aproveitando todas as oportunidades para pressionar os países da América do Sul no sentido de assinarem um “Acordo de Segurança Continental” para a luta contra o terrorismo e o contrabando. Usando um discurso muito parecido com o que fez nas décadas de 1960 e 1970, alegando a luta contra o comunismo e a subversão, o governo Bush está gastando muitos dólares para conquistar o apoio de alguns dirigentes em um novo acordo que permita um maior controle dos EUA na região. Neste momento, a maior preocupação estadunidense está voltada para a região da Tríplice Fronteira, onde diz haver “células adormecidas da Al Qaeda” e outros grupos terroristas.

O Comando Sul do Exército dos EUA já usa uma base no Paraguai e pretende ampliar a presença no cha-mado Cone Sul do continente. Em contrapartida, de 21 a 23 de julho aconteceu o II Fórum Social da Tríplice Fronteira onde organizações camponesas e sindicais denunciaram que os marines estadunidenses e grupos paramilitares são responsáveis por mortes e desaparecimentos de lideranças populares no Paraguai.

Violência sexual
A Wayne State University, revista especializada em medicina nos EUA, divulga um trabalho assustador: em 22 meses, 32 mil mulheres foram estupradas no Haiti. Os dados da revista mostram ainda que 14% dos casos estudados ocorreu com menores de 10 anos. Na maioria dos registros, os integrantes das forças de segurança presentes no país são apontados como os agressores. Mas o documento não identifica a origem dos agressores, não revela se são ou não das missões enviadas ao país.

No mesmo período de 22 meses, foram contabilizadas 8 mil homicídios. Os dados da pesquisa só ressaltam a preocupação de vários organismos de direitos humanos que questionam a presença das tropas militares no país e dos movimentos que pedem a retirada do contingente armado.

Golpe em andamento?
As organizações de direita na Bolívia já começam a se mover para criar uma situação difícil para o presidente Evo Morales e justificar um possível golpe. Na sexta-feira, um atentado com bombas atingiu a emissora de TV estatal e vários grupos realizaram manifestações durante a madrugada criti-cando o governo eleito. Como fizeram na Venezuela, os patrões e militantes da direita incentivaram uma greve de 24 horas contra as medidas do governo e começam a falar em uma separação no país.

Apoiados por uma “oposição” financiada pelo governo Bush, os empresários começam a falar em um pro-cesso de separação e uma possível independência das províncias mais ricas, com Santa Cruz à frente. O prefei-to de Santa Cruz, Rubén Costas, segue a cartilha de Washington em seu discurso e diz que “existem dois paí-ses, uma Bolívia democrática e produtiva – na zona oriental – e outra – o Altiplano onde vivem as comunidades indígenas – que é totalitária e radical.” E devemos lembrar que a Bolívia passou também por recentes eleições para a Assembléia Constituinte e o partido de Evo (MAS – Movimento Al Socialismo) teve maioria absoluta.

Novos passos na integração latino-americana
Há duas semanas, o governo Kirchner anunciou seu plano para retomar o uso de energia nuclear e terminar a construção da central de Atucha II. Em maio passa-do, o Brasil inaugurou sua primeira usina de enriquecimento de urânio, em Resende, e agora anuncia a reto-mada das obras de Angra III. Vale lembrar que o Brasil tem a sexta maior reserva de urânio do mundo e, de-senvolvendo o processo de enriquecimento, não precisará mais exportar o minério para ser processado no ex-terior, o que significa uma poupança de alguns milhões de dólares. Na última semana, os dois países assinaram um acordo de cooperação na área nuclear.

No dia 1 de setembro, em uma reunião de ministros de Economia do Mercosul, realizado no Rio de Janeiro, foi iniciado um estudo para um projeto de desdolarizar o intercâmbio comercial entre os dois países. O projeto visa estender o acordo ao Paraguai e Venezuela.

Pressão popular suspende exercícios militares
O Ministério de Defesa da Rússia anunciou oficial-mente que suspendeu os exercícios militares “Torgau-2006” que seriam realizados em comum com o exército dos EUA. As manobras militares foram alvos de vários movimentos de protestos coordenados por organizações da sociedade civil, sindicatos e agrupamentos políticos que consideram ilegal a entrada de efetivos estaduni-denses em território russo. O líder do Partido Comunista, Ziuganov, declarou que a realização das manobras carecem de base legal e disse que jamais permitirão que militares dos EUA entrem com armas em território russo. Ele citou a atuação estadunidense nos Balcãs, Afeganistão, Oriente Médio e Iraque para dizer que o povo não aceita que entrem na Rússia.

Olimpíadas da corrupção
Está causando muita polêmica na Europa o relatório apresentado pela tra-dicional entidade Tax Justice Network durante o encontro anual da Royal Geographical Society. O relatório inti-tulado “O Lado Obscuro da Globalização” é um levantamento sobre os grandes mecanismos ilegais e criminosos que sustentam a globalização financeira. Estados Unidos, Grã Bretanha e Suíça aparecem no topo da lista de “países mais corruptos do mundo” por oferecerem refúgio ao dinheiro sujo e sustentarem paraísos fiscais.

Bird recomenda fim de direitos trabalhistas
O Banco Mundial – Bird – divulgou seu mais recente trabalho voltado para os grandes investidores e para os países membros. Com o título “Fazendo Negócios – 2007”, o documento recomenda que os países eliminem regulamentações do mercado de trabalho e que redu-zam as leis de proteção aos trabalhadores como meio para atrair investimentos das grandes empresas. O rela-tório elogia muito os países que não fazem parte da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e que, assim, não cumprem as muitas Convenções Trabalhistas.

No relatório, o Bird elogia muito as Ilhas Marshall como o país que tem “melhor rendimento” do mundo pois não possui qualquer regulamentação trabalhista. Outra nação muito citada é Palau, no Pacífico, que não possui legislação trabalhista e não faz parte da OIT. Ilhas Marshall e Palau não têm limite para a jornada diária de trabalho, que pode até ser de 24 horas, não têm férias remuneradas e nem aviso prévio em caso de demis-são!

Pobreza e racismo
Mais de 46 milhões de pessoas estão sem cobertura assistencial nos EUA, segundo informes do Instituto Cato. Os mais afetados são os negros e os latinos (25% e 22%, respectivamente). A quantidade de pobres passou de 14,3% para 15,6%. São 37 milhões de estadunidenses vivendo abaixo da linha de pobreza.

Maioria de descontentes
76% dos estadunidenses estão descontentes com a administração Bush e devem votar em candidatos alternativos nas eleições parlamentares. 54% dos entrevistados disseram que “as coisas vão mal” e 29% acreditam que “vão muito mal”! O mais curioso da pesquisa é que, apesar do descon-tentamento, 48% dos entrevistados afirmaram que “mesmo se a maioria dos membros do Congresso fosse mudada, não se notaria diferença”!

72.000 vítimas da guerra contra o terror
A denúncia foi feita pelo jornal The Independent e tem como base um estudo realizado pelo “Memorial Institut for the Prevention of Terrorism”, um organismo dos EUA. Segundo o informe, a maioria das vítimas são registradas durante a ocupação militar do Iraque, onde morreram 40.000 pessoas. As demais (32.000) morreram em outras campanhas dos EUA em diferentes países depois do 11 de setembro.

Faltando menos de dois meses para as eleições legislativas em que os republicanos podem perder a maio-ria no Congresso, Bush retoma o discurso do combate ao terrorismo e tenta justificar suas ações. Em seus re-centes discursos, diz que a “ameaça terrorista” permanece e até conseguiu novos adeptos. Diz que o Irã está financiando as milícias do Hezbollah para combater os EUA e Israel.

Produção de ópio dobrou
A “guerra contra o terrorismo”, inventada por Bush, está trazendo bons lu-cros ao traficantes internacionais de drogas. No caso do Afeganistão, depois da invasão estadunidense sob a desculpa de “democratizar” o país e caçar Bin Laden, a produção de ópio se tornou o negócio mais lucrativo e a ONU já fala de um colapso iminente. Em 2006, a produção já alcançou a fantástica cifra de 6.100 toneladas de ópio, um recorde absoluto! O relator especial da ONU para combate às drogas, Antonio María Costa, disse que “o cultivo de ópio no Afeganistão está fora de controle” e já representa 92% da produção mundial.

Quem diz a verdade?
Um estudo recente mostrou que durante a recente guerra no Líbano, os israe-lenses acreditavam muito mais nas informações vindas do Hezbollah do que nas notícias das autoridades de Israel. A pesquisa foi feita por um Instituto vinculado à Universidade Beer Sheava, em Israel, e apontou os muitos problemas de comunicação entre autoridades do país e o povo. Os entrevistados confirmaram que pre-feriam ver e ouvir os noticiários e entrevistas de relações públicas do Hezbollah do que ouvir o porta-voz oficial do governo israelense.

Os organizadores da pesquisa alertam que existe uma grave crise de confiança e dizem que, numa próxi-ma guerra, as autoridades terão muitas dificuldades para manter a liderança. Desde meados de agosto, quando Israel suspendeu os ataques diretos, o público passou a criticar fortemente o governo e as instituições milita-res, acusando de erros de cálculos e muito derramamento de sangue.

Exército dos EUA quer redesenhar mapa do Oriente Médio
Em um artigo pouco notado, publicado em agosto pela revista “Armed Forces Journal”, publicação para oficiais dos EUA, o major reformado Ralph Pe-ters expõe as idéias mais recentes no atual pensamento estratégico americano. O major Peters esboça aberta-mente como o mapa do Oriente Médio deveria ser redesenhado para “corrigir erros passados”.
Entre outras coisas, ele diz que os EUA perderam uma grande oportunidade para “fraturar” o Iraque, divi-dindo-o em três estados menores. A Jordânia, uma “amiga dos EUA e Israel na região”, ficaria com seu atual território e cresceria para o sul tomando terras dos sauditas. A Arábia Saudita sofreria um desmantelamento tão grande quanto o Paquistão e o Irã perderia uma grande parte do território para o Azerbaijão Unificado.