Educadores de Carmópolis paralisam as aulas dia 22

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Nesta sexta-feira, 22, os professores da rede municipal de Carmópolis paralisam as atividades. O motivo da paralisação é o desrespeito com que os professores estão sendo tratados pela administração do prefeito Volney Leite Alves. Nesta sexta-feira, 22, os professores da rede municipal de Carmópolis paralisam as atividades. O motivo da paralisação é o desrespeito com que os professores estão sendo tratados pela administração do prefeito Volney Leite Alves. Vários direitos dos educadores, que são garantidos por lei, estão sendo negados pela administração municipal e o prefeito Volney Leite Alves se recusa a receber os professores para negociar, o SINTESE já enviou vários ofícios para a prefeitura solicitando uma reunião, mas até agora não obteve resposta.

Os professores de Carmópolis enfrentam diversos problemas que vão desde questões salariais até de descumprimento do Estatuto do Magistério e do Plano de Carreira e Remuneração. Todos os servidores de uma mesma categoria têm direito a ter seus salários reajustados pelo mesmo índice. Mas em Carmópolis não é assim, os professores tiveram aumentos salariais diferentes, ou seja, a prefeitura tratou de modo diferente uma mesma classe de trabalhadores. Todos os servidores públicos devem ser tratados igualmente está previsto na Constituição.

No último dia 18 de setembro o Conselho do Fundef se reuniu para analisar pela primeira vez os documentos emitidos pela prefeitura do ano de 2005. Segundo a professora Elizabeth Soares Souza, representante do SINTESE no conselho, em 2005 o município de Carmópolis recebeu do Fundef em 2005 uma média mensal de aproximadamente R$160 mil. A lei do Fundef é bastante clara, no mínimo 60% dos recursos devem ser utilizados para o pagamento de salário dos professores do Ensino Fundamental, mas o conselho constatou que professores do EJA, do EJAEM e também da Educação Infantil estão sendo pago com os recursos do Fundef. “Há um dinheiro específico para o pagamento destes professores não é necessário que o recurso do Fundef os pague. Se essas irregularidades forem corrigidas haverá uma sobra de aproximadamente R$85 mil mensais na folha de pagamento, conseqüentemente há possibilidade da prefeitura conceder um reajuste maior aos educadores”, argumenta Elizabeth.

Os servidores públicos têm assegurado o direito de licença prêmio e também as férias, mas os educadores de Carmópolis que saindo de licença estão tendo as férias cortadas pela administração municipal. A prefeitura não está reconhecendo o tempo de trabalho dos professores que estavam na rede municipal antes da aprovação do Estatuto, a conseqüência disso é que servidores estão perdendo até 10 anos de serviços prestados, o que com certeza acarretará prejuízos na aposentadoria, obrigando assim aos professores a trabalhar muito mais para se aposentar.