Professores de Tomar do Geru têm direitos negados

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No final do mês de setembro a prefeitura Iara Soares Costa conseguiu aprovar na Câmara de Vereadores um Plano de Carreira e Remuneração do Magistério (PCRM) que segundo os professores está cheio de incorreções. O novo plano prevê a retirada de vários direitos adquiridos pelos professores ao longo dos anos a exemplo de: licença prêmio, critérios de remoção, incorporação das 200 horas, redução da jornada de trabalho e a retirada da data base. No final do mês de setembro a prefeitura Iara Soares Costa conseguiu aprovar na Câmara de Vereadores um Plano de Carreira e Remuneração do Magistério (PCRM) que segundo os professores está cheio de incorreções. O novo plano prevê a retirada de vários direitos adquiridos pelos professores ao longo dos anos a exemplo de: licença prêmio, critérios de remoção, incorporação das 200 horas, redução da jornada de trabalho e a retirada da data base. Todos estes direitos estão previstos em todos os PCRM’s aprovados em diversos municípios e na rede estadual. “Não entendemos a atitude da administração municipal em modificar tão radicalmente o plano, mas vamos continuar lutando pelos nossos direitos”, disse a professora Josevânia Santos dos Reis, uma das representantes do SINTESE no município.

Desde o ano passado que os professores da rede municipal de Tomar do Geru tentam aprovar um plano que esteja de acordo com as conquistas dos educadores. O plano, contendo todos os direitos, foi elaborado na gestão anterior, mas foi retirado pela atual administração para ser “atualizado”. Antes de enviar o novo plano para o legislativo a prefeita convocou uma reunião com os educadores para apresentar a nova proposta. O que causou estranheza foi que os professores que fazem parte da comissão de negociação do SINTESE não foram convidados para o encontro. “A prefeita não nos chamou porque sabia que iríamos questionar essa nova proposta de plano de carreira, esse plano não atende os anseios dos professores”, disse Efigênia Lima Santos, delegada do SINTESE no município.

A transparência com os gastos dos recursos da Educação é outra reivindicação dos educadores que não foi atendida. Os conselhos municipais de Alimentação Escolas e do Fundef não funcionam, a conseqüência é que a prefeitura não apresentou prestação de contas e ninguém sabe como foi gasto os aproximadamente os R$3 milhões de reais que o município recebeu do Fundef e dos outros programas do governo federal.