Educadores de São Domingos têm direitos desrespeitados

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Desde o início da gestão do prefeito Hélio Mecenas que os educadores de São Domingos tentam dialogar para fazer reformas no Plano de Cargos e Remuneração do Magistério (PCRM), mas até agora não houve abertura para negociação. Desde o início da gestão do prefeito Hélio Mecenas que os educadores de São Domingos tentam dialogar para fazer reformas no Plano de Cargos e Remuneração do Magistério (PCRM), mas até agora não houve abertura para negociação. O salário base dos professores é de R$240 e a regência em 30%. A última vez que os educadores conseguiram conversar com a administração municipal foi na administração anterior em 2003. Nesta reunião ficou estabelecido que os educadores teriam com salário base o valor de R$300 e a regência de classe passaria para 35% e a carga horária dos professores das quatro primeiras séries do ensino fundamenta seriam de 160. Três anos se passaram e nada foi cumprido.

Somente em junho deste ano é que o projeto de lei que faz as mudanças no PCRM foi enviado para Câmara de Vereadores, mas para surpresa dos educadores as mudanças que foram negociadas em 2003 não constavam da nova proposta do plano e ainda mais a carga horária dos professores das primeiras séries do ensino fundamental foi reduzida de 160 horas para 126 horas, a diminuição tem como conseqüência redução do salário do educador.

A prestação de contas de como foram gastos os recursos destinados a Educação é outra reivindicação dos educadores. Os professores tiveram acesso a folha de pagamento somente no ano de 2004 e não estava completa, desde então solicitam a prefeitura que disponibilize os documentos, mas não obtêm resposta.

O Conselho do Fundef, órgão que fiscaliza os gastos das prefeituras com relação ao fundo também não funciona. A população não sabe como a prefeitura gastou os aproximadamente R$2,2 milhões que recebeu do Fundef em 2005. Este ano o valor já está em cerca de R$1,6 milhões, mas o Conselho do Fundef não disponibiliza a informação aos representantes dos professores. O Conselho da Merenda também não funciona, os representantes foram escolhidos sem o conhecimento do sindicato e, segundo os representantes dos professores no município, todos são ligados diretamente ao prefeito.