Professores de São Cristóvão querem respeito com o Magistério

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A gestão do prefeito Zezinho da Everest em São Cristóvão não tem contribuído para a valorização do magistério do município. A gestão do prefeito Zezinho da Everest em São Cristóvão não tem contribuído para a valorização do magistério do município. No início da gestão, o prefeito não queria pagar o salário de dezembro de 2004, deixado pelo ex-prefeito, somente com muita luta os educadores conseguiram receber os salários. Desde então a prefeitura vem negando direitos conquistados pelos educadores: como a licença prêmio, a mudança de letra quando se completar 18 anos de serviço, a mudança de nível, entre outros.

Além disso, está atrasando constantemente o pagamento dos salários. O atraso já chegou a 60 dias, causando diversos transtornos. Outro ponto de reivindicação são os vales transportes. Eles são descontados no dia do pagamento, mas a prefeitura só repassa aos educadores após 30 dias. Esta atitude já causou até a suspensão das aulas em algumas escolas, pois esses professores têm que arcar com a despesa do transporte.

Outro problema é com relação aos empréstimos consignados. A prefeitura está fazendo o desconto dos professores, mas não está repassando a Caixa Econômica Federal. Os educadores estão sendo surpreendidos com a inclusão dos seus nomes no SPC e com o pagamento de juros. “Esta atitude não condiz com uma administração pública que deve ser transparente com relação ao dinheiro recolhido dos educadores. Para onde está indo este dinheiro?”, questiona Morgan Prado de Menezes, professor da rede municipal e diretor de Assuntos da Base Municipal, do SINTESE. Morgan disse também que se a situação continuar do jeito que está os professores podem vir a paralisar as atividades. A conseqüência é que o próximo ano letivo não vai começar no prazo previsto.