Professores cumprem exaustiva carga de trabalho

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Em decorrência dos baixíssimos salários praticados na rede pública de Sergipe, os professores, para garantirem sua sobrevivência, têm se submetido a uma exaustiva carga horária. Em decorrência dos baixíssimos salários praticados na rede pública de Sergipe, os professores, para garantirem sua sobrevivência, têm se submetido a uma exaustiva carga horária. A maioria trabalha durante os três turnos, preenchendo os horários, normalmente, em mais de uma escola. Após as aulas, durante o período de intervalo, muitos professores não têm direito nem mesmo a um ambiente onde possa descansar alguns minutos, reordenar seus materiais ou mesmo trocar idéias e planejar atividades com seus colegas. Muitas escolas não possuem uma sala específica para esses Profissionais: a sala dos professores. A pesquisa prova que 97,7% das escolas municipais e 78,1% das estaduais não possuem sala dos professores.

O reflexo da precariedade, tanto das condições de trabalho interna como externamente à sala de aula, pode ser percebido pela constatação de inúmeros motivos de afastamento da atividade docente. Dentre os 10 principais 25,8% estão vinculados a problemas no sistema nervoso: depressão, estresse etc., 15% dos afastamentos foram por problemas de garganta, 7,5% foram por conta de hipertensão, 6,6% por problemas ortopédicos, 6,4% problemas respiratórios, 4,3% foram licença maternidade, 3,7% por cirurgias, 3,5% visão, 3% ginecológicos e 2,7% das licenças foram por LER. “O índice de adoecimento entre os professores da rede pública vem crescendo cada vez mais. As estatísticas de professores que são obrigados a se afastarem por esgotamento físico e mental, por problemas de coluna, alergias e por hipertensão compõem um quadro desolador”, disse Joel Almeida, presidente do Sintese.

A pesquisa completa, com todos os dados, e que se transformou um raio-x da educação em Sergipe foi entregue a todos os candidatos que disputavam o Governo do Estado. “Não interessa ao Sintese mostrar somente o diagnóstico da Educação sergipana, mas sim participar ativamente do processo de reconstrução do ensino da rede oficial, apresentando propostas e soluções”, finalizou Joel. (José Cristian Góes)

fonte:Central de Notícias