Professores de São Cristóvão paralisam atividades por dois dias

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Os educadores da rede municipal de ensino de São Cristóvão vão paralisar as atividades nesta quinta e sexta-feira, dias 09 e 10, em protesto às irregularidades ocorridas na gestão educacional do prefeito José Correia Santos, o Zezinho da Everest. Os educadores da rede municipal de ensino de São Cristóvão vão paralisar as atividades nesta quinta e sexta-feira, dias 09 e 10, em protesto às irregularidades ocorridas na gestão educacional do prefeito José Correia Santos, o Zezinho da Everest. A gestão do prefeito de São Cristóvão não tem contribuído para a valorização do magistério do município. Os professores denunciam que o atraso no pagamento dos salários já chegou a 60 dias, causando diversos transtornos. Outro ponto de reivindicação são os vales transportes. Eles são descontados no dia do pagamento, mas a prefeitura só repassa aos educadores após 30 dias. Esta atitude já causou até a suspensão das aulas em algumas escolas, pois esses professores têm que arcar com a despesa do transporte.

Denúncias no MP

As dificuldades que os professores enfrentam na gestão da Educação do município são antigas. Na campanha salarial os educadores tiveram que realizar uma paralisação que durou vários dias para que o prefeito desse um reajuste digno aos salários. E ainda há várias questões que não foram resolvidas. A exemplo da transparência na aplicação dos recursos do Programa de Alimentação Escolar, do Fundef e do MDE. O SINTESE apresentou diversas denúncias ao Ministério Público para que o órgão intermedeie uma solução.

Até o mês de outubro o município recebeu de recursos do Fundef, dos programas nacionais de Transporte e Merenda Escolar, Educação de Jovens e Adultos, do salário educação e do MDE – Manutenção e Desenvolvimento da Educação algo em torno de R$8 milhões, mas não há como verificar como esse dinheiro foi gasto já que a prefeitura não apresenta de forma pública a prestação de contas.

Os alunos também sofrem com esta má gestão, em algumas escolas as verduras que chegam para merenda escolar estão estragadas, os salários dos professores do Programa de Educação de Jovens e Adultos também sofre constantes atrasos, causando muitas vezes a interrupção das aulas.

Segundo Morgan Prado de Menezes, professor da rede municipal e diretor do SINTESE, o sindicato apresentou ao MP também o caso de diretores que estão recebendo dedicação exclusiva e do abandono das escolas municipais “Tia Aidê”, “Carinho”, “Frei Fernando” e “Ilha Grade”.

Empréstimos

Outro problema é com relação aos empréstimos consignados. A prefeitura está fazendo o desconto dos professores, mas não está repassando a Caixa Econômica Federal. Os educadores estão sendo surpreendidos com a inclusão dos seus nomes no SPC e com o pagamento de juros. “Esta atitude não condiz com uma administração pública que deve ser transparente com relação ao dinheiro recolhido dos educadores. Para onde está indo este dinheiro?”, questiona Morgan Prado de Menezes, professor da rede municipal e diretor de Assuntos da Base Municipal, do SINTESE. Morgan disse também que se a situação continuar do jeito que está os professores podem vir a paralisar as atividades. A conseqüência é que o próximo ano letivo não vai começar no prazo previsto.