O Brasil está mudando?

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O segundo turno das eleições presidenciais já foi uma surpresa para muitos. O movimento social e as enti-dades sindicais, que muitos diziam estar “mortas” depois de anos de neoliberalismo, mostraram uma nova for-ça e foram para as ruas lutar e dizer um não às ameaças de um retorno das privatizações. por Ernesto Germano

O segundo turno das eleições presidenciais já foi uma surpresa para muitos. O movimento social e as enti-dades sindicais, que muitos diziam estar “mortas” depois de anos de neoliberalismo, mostraram uma nova for-ça e foram para as ruas lutar e dizer um não às ameaças de um retorno das privatizações. Nenhum analista sério poderá negar que o tema das privatizações e o retorno do movimento popular ao cenário político foi uma grata e inesperada ação.

Agora estamos vendo uma nova forma de reação, com capacidade de mobilização e articulação em vários níveis da sociedade, inclusive com o uso correto e certeiro dos meios eletrônicos e internet. Estamos falando da lamentável ação movida contra o sociólogo Emir Sader pelo senador Jorge Bornhausen (PFL) e da sentença do juiz que condenou o professor Sader a um ano de prisão e perda do seu cargo na UERJ. Mas estamos também falando da imediata reação popular.

Em menos de uma semana, a reação nacional foi imensa e inesperada. Uma lista de solidariedade ao profes-sor Emir Sader começou imediatamente a circular na internet e, até sexta-feira (10) já contava com mais de 11 mil assinaturas. Em diversas instâncias, outros protesto contra a medida judicial estão tomando forma.

Mas há uma outra novidade a ser analisada: o poder das grandes empresas de informação começou a ser fi-nalmente questionado. Segundo noticiado em várias fontes, durante o discurso de Lula, depois de anunciado o resultado final do segundo turno, o repórter da Globo não conseguiu colocar sua matéria no ar pois, ao lado do carro da emissora, centenas de pessoas não paravam de gritar “o povo não é bobo, fora rede Globo”. E isto não é tudo. A crise de credibilidade da Globo é grande e até empresários resolveram protestar contra distorções de notícias.

É, o Brasil está mudando. E precisamos trabalhar para que isto não seja algo passageiro.

I. Deputados de Santa Catarina aprovam apoio a Sader. A Assembléia Legislativa de Santa Catarina aprovou moção de repúdio ao resultado da ação de Jorge Bornhausen, presidente do PFL, movida na Justiça contra Emir Sader. A moção foi aprovada na terça-feira e será encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). De acordo com seu conteúdo, Emir Sader é um intelectual “reconhecido nacional e interna-cionalmente na luta que empreende na defesa dos direitos humanos e na construção de uma sociedade justa e igualitária”. Em outro trecho, a nota afirma que a decisão tomada pelo juiz da 22ª Vara Criminal de São Paulo ocasiona “sérios e irreparáveis prejuízos à academia científica brasileira”. Por fim, o texto manifesta sua “indig-nação perante a exagerada e desproporcional decisão tomada pelo juiz, a qual constitui uma afronta ao princí-pio da liberdade de expressão”.

II. No Rio de Janeiro. Na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, a deputada Inês Pandeló (PT) repudiou a decisão do juiz Rodrigo César Muller Valente, que condenou o professor Emir Sader a um ano de detenção, em regime aberto. E tomamos também conhecimento de que o deputado Gilberto Palmares (PT) está indicando o professor Emir Sader para receber a Medalha Pedro Ernesto, a principal condecoração do estado. Gilberto Palmares pede que todos os movimentos sociais se organizem para “lotar” a Assembléia.

III. Suplicy lê manifesto a Emir Sader, no Senado. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) fez um apelo à Justiça brasileira pela revisão da sentença que condenou o professor Emir Sader em processo por injúria movi-do pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC). Além de ler em Plenário o “Manifesto em Solidariedade a Sader”, Suplicy registrou seu apoio ao documento. As adesões ao manifesto podem ser feitas pelo seguinte endereço eletrônico: www.petitiononline.com/emir/petition.html

IV. Promotor de Justiça pede anulação da sentença. Recurso do promotor de Justiça Renato Eugênio de Freitas Peres, do Ministério Público de São Paulo, diz que o processo movido pelo senador Bornhausen con-tra o professor Emir Sader sequer deveria ter sido acolhido em tribunal. O promotor do Ministério Público do Estado de São Paulo, Renato Eugênio de Freitas Peres, entrou com recurso junto ao juiz de Direito da 22ª Vara Criminal de São Paulo pedindo anulação da sentença. O promotor afirma que há incongruência, inadequação e inconsistência na decisão. Começa dizendo que a sentença contra o réu destoa completamente de outras sen-tenças, praticadas inclusive na 22ª Vara, em face de acusações muito mais graves.

Secretário do Paraná aponta erros na cobertura da Globo
O secretário de Imprensa do Governo do Paraná, Benedito Pires Trindade, enviou na quarta-feira (8) uma carta aos jornalistas Ali Kamel, Carlos Eduardo Schroder, Willian Bonner, Elaine Camilo, Roberto Machado, Wilson Serra e Caio Barsotti, todos da Rede Globo, protestando por “uma série de erros na cobertura da emissora sobre o funcionamento do porto público de Pa-ranaguá”. Segundo ele, pela segunda vez, em menos de três meses, a Rede Globo erra sobre o Porto de Para-naguá e apresenta notícias mentirosas e distorcidas sobre os serviços. Na nota, o secretário diz claramente que a Globo tem interesses na privatização do porto e deturpa as notícias para dizer que os serviços são ruins. Veja algumas mentiras da Globo desmascaradas:

a) na matéria divulgada, o jornal da Globo disse que de janeiro a março de 2004, por causa de tantos gargalos, o Porto de Paranaguá havia exportado apenas 293 milhões de toneladas de soja, contra 669 milhões de toneladas exportadas no mesmo período do ano anterior, mas o se-cretário lembra que “o mundo não produz 293 milhões de toneladas de soja, muito menos 669 milhões” (a atual safra mundial está perto de 224 milhões de toneladas!);

b) a jornalista Miriam Leitão afirmou que o porto era mal administrado e que 50 navios estavam aguardando embarque nos cais de Paranaguá, ao que o secretá-rio diz que é “Impossível, pois somados os berços públicos e privados, 23 navios podem atracar de uma só vez”. Um grupo de empresários que utilizam o porto de Paranaguá enviou carta de solidariedade ao governo do estado e protestos pela matéria divulgada pela Globo.
A matéria completa está na página da Revista Eletrônica Carta Maior e os autores entraram em contato com a Central Globo de Jornalismo que respondeu apenas: “Estamos analisando o que aconteceu. Se estivermos errados, vamos admitir isso e explicar por que erramos”.

Especialização em economia do trabalho e sindicalismo
Estão abertas as inscrições para o processo de seleção do Curso de Especialização em Economia do Trabalho e Sindicalismo, que começa em 6 de março de 2007. O prazo é 24 de novembro e o curso é promovido pelo Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, vinculado ao Instituto de Economia da Unicamp. É gratuito, incluindo o material didático. Seu objetivo é formar profissionais para assessoria ou direção de órgãos públicos e privados no campo da economia e rela-ções de trabalho. E-mail: posgrad@eco.unicamp.br

Trabalho nos canaviais é violação dos direitos humanos
As condições degradantes de trabalho im-postas pelos proprietários de usinas de álcool e cana-de-açúcar fazem com que os trabalhadores rurais tenham uma rotina sofrida de trabalho e que resulta em problemas de saúde como tontura, náusea, desmaio podendo causar até a morte. Em Pernambuco, eles denunciam além das condições precárias de trabalho nas plantações, o desrespeito de usineiros que contratam trabalhadores de outros estados, explorando o desemprego na região.

Ervas daninhas já são resistentes ao glifosato
Pelo menos quatro plantas daninhas já se mostram resistentes ao herbicida glifosato, utilizado sobre a soja transgênica Roundup Ready, ambas produzidas pela multinacional Monsanto. Em nota técnica enviada aos produtores da região Norte do Rio Grande do Sul e publi-cada na imprensa, especialistas afirmam que as ervas daninhas corriola, buva, poaia-branca e trapoeraba já são tolerantes ao glifosato e requerem a utilização de herbicidas específicos. A nota é assinada pelo pesquisa-dor da Embrapa Trigo, Leandro Vargas, pelo pesquisador da Fundacep, Mario Bianchi, e pelo professor da Uni-versidade de Passo Fundo, Mauro Rizzardi.

Trabalho escravo e indústria automobilística
Reportagem da Bloomberg News aponta que escravidão em carvoarias brasileiras alimenta de aço a indústria dos EUA. A matéria, publicada na internet, denuncia que o aço utilizado na indústria automobilística e em outras indústrias estadunidenses é feito com trabalho escravo de brasileiros. O caso está provocando grande repercussão, pois envolve uma cadeia produtiva complexa e estra-tégica. A Nucor Corporation, segunda maior empresa de aço dos Estados Unidos, compra ferro gusa provenien-te de trabalho escravo, afirma a reportagem da Bloomberg, reforçando a denúncia feita há dois anos pelo Ob-servatório Social. Na época a empresa afirmou aos repórteres do IOS que desconhecia o fato.

Três empresas – Ford, General Motors e Kohler – afirmaram não saber que o aço que estavam usando era feito de material produzido por escravos. Ford e Kohler têm comprado ferro gusa do importador National Mate-rial Trading. Este é abastecido por carvoarias que usam escravos. Segundo a reportagem, a Ford – terceira maior fabricante de automóveis do mundo – e a Kohler, de Wisconsin, pararam de comprar ferro gusa da Natio-nal Material Trading imediatamente após terem sido informadas pelo Bloomberg News sobre a denúncia.

Participação feminina no mercado do Mercosul é pequena
A ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, disse que o maior problema para as mulheres no Mercosul ainda é a pouca participação no mercado de trabalho dos países que compõem o bloco. Ela disse que o cenário melhorou nos últimos anos, mas destacou que o problema da inserção da mulher no mercado ainda é grave.

Ato em solidariedade ao povo cubano
Movimentos sociais e organizações sociais fizeram protesto contra o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba e em solidariedade aos cinco heróis cubanos presos injustamente na quinta-feira (09/11), na Universidade de Brasília. Os participantes do ato exigiram a imediata libertação dos cinco heróis cubanos presos há oito anos nos EUA. Participaram, entre outros: NESCUBA (Núcleo de Estudos Cubanos na UnB); Via Campesina; CUT (Central Única dos Trabalhadores); MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra); UNE (União Nacional dos Estudantes); UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaris-tas); CMP (Central de Movimentos Populares).

ONU condena embargo a Cuba
A Assembléia Geral da ONU aprovou nesta semana uma condenação ao embargo dos EUA a Cuba. A moção foi aprovada por 183 votos a favor, quatro contrários e uma abstenção. É a 15ª ocasião em que a Assembléia Geral da ONU aprova uma moção similar. O Brasil votou contra o embargo.

Fidel manda mensagem para a Nicarágua
O presidente Fidel Castro saudou o candidato sandinista Daniel Ortega por sua vitória nas eleições presidenciais da Nicarágua no domingo passado. “A grandiosa vitória sandinista enche de alegria o nosso povo ao mesmo tempo em que desonra o governo terrorista e genocida dos Estados Unidos. Por isso, tanto o senhor (Ortega), como o heróico povo da Nicarágua merecem a mais calorosa felicitação”.

Sandinistas dedicam vitória a Fidel
Através da sua página oficial (www.lavozdelsandinismo.com), a Frente Sandinista de Libertação Nacional dedicou a vitória de Daniel Ortega ao presidente de Cuba, como pre-sente pelos seus 80 anos. Fidel nasceu no dia 13 de Agosto de 1926 mas, como estava convalescendo de uma cirurgia, a comemoração foi transferida para o dia 2 de Dezembro, cinqüentenário de fundação das Forças Ar-madas Revolucionárias de Cuba. Na mensagem, Daniel Ortega pede também para transmitir as saudações e solidariedade dos sandinistas aos cinco heróis cubanos – Fernando, René, Antonio, Gerardo e Ramón.

Presos de Oaxaca estão incomunicáveis
Mais de 80 pessoas foram presas durante as manifestações em Oaxaca, desde 29 de outubro. Muitos são menores, mas as autoridades não divulgam listas de nomes e não permite visitas da Anistia Internacional. As organizações de direitos humanos de Oaxaca tentaram obter infor-mações, mas começam a ficar preocupadas com a possibilidade de estarem sofrendo maus-tratos e violações. Muitos lembram que as mulheres presas em Atenco sofreram violência sexual. A Anistia Internacional pede às autoridades para publicar nomes das pessoas detidas e garantir que estas pessoas tenham acesso a familiares, atendimento médico, representação jurídica e que sejam apresentadas diante de um juiz. Pelo menos 17 mor-tes foram registradas desde o início do conflito, há cinco meses.

Chávez ameaça EUA
Faltando pouco menos de um mês para as eleições na Venezuela e apontado pelas pesquisas como tendo mais de 60% de preferência do eleitorado, Hugo Chávez denunciu que tem informações sobre um plano estadunidense para interferir ou prejudicar o processo eleitoral no país. Discursando em uma imensa assembléia de trabalhadores petroleiros, ele disse que “se o Império tentar alguma manobra para sabotar as eleições ou arquitetar um novo golpe contra nosso país ficará sem uma só gota de petróleo”.

Lula está hoje na Venezuela e encontra-se com Chávez
Hugo Chávez recebe Lula, hoje, para inau-guração de ponte no sul do país. A ponte sobre o rio Orinoco foi construída com tecnologia e financiamento do Brasil e é parte de um projeto de saída para produtos brasileiros para o mar do Caribe. Durante o encontro, Lula e Chávez aproveitarão para acertar outros detalhes da refinaria que a PDVSA está construindo em Per-nambuco.

Melhora a economia da União Européia
Depois de seis anos lutando para deixar uma situação de es-tagnação, a União Européia comemora em 2006 seu melhor desempenho econômico da década e revê para cima suas perspectivas de crescimento para 2007. Dados publicados ontem por Bruxelas apontam ainda uma queda da inflação prevista para o próximo ano diante da manutenção do preço do petróleo abaixo de US$ 70 e de políticas fiscais austeras. Entre as principais economias da região, os destaques são o crescimento em 2006 de 2,2% na Alemanha, 3,5% na Espanha, 2,3% na França e, fora da zona do euro, de 2,7% no Reino Unido.

Pobreza cresceu na Espanha
O Instituto Nacional de Estatísticas, da Espanha, revelou que um em ca-da cinco espanhóis (20% da população) vive hoje abaixo do limite de pobreza. A pobreza afeta mais violenta-mente as crianças (cerca de 25%) e os maiores de 65 anos (cerca de 30%).

Apagões na Europa
Uma falha no fornecimento de eletricidade na Alemanha desencadeou blecautes por toda a Europa. Trens ficaram parados, pessoas presas em elevadores e milhões de casas ficaram sem energia. Alemanha e França foram gravemente afetadas. Áustria, Bélgica, Itália e Espanha também sofreram. A empre-sa Generator E.On AG afirmou que as dificuldades tiveram início no Noroeste da Alemanha, onde a rede sofreu sobrecarga. Na França, cerca de 5 milhões de pessoas ficaram sem eletricidade, incluindo muitas em Paris. Cerca de 15 regiões francesas foram afetadas.

Bill Gates vai investir em energia
A Cascade Investment LLC, do bilionário Bill Gates, vai anunciar sua intenção de investir no setor de energia, segundo o jornal americano “The Wall Street Journal”. O diário afirma que o fundador da Microsoft e atual homem mais rico do mundo vai se associar a uma empresa do setor de energia, a PNM Resources, para, com essa nova companhia, fazer investimentos na distribuição, geração e co-mercialização de energia.

Cruz Vermelha exige fim do uso de bombas de fragmentação
A Cruz Vermelha Internacional, depo-sitária das Convenções de Genebra, exigiu o fim imediato do uso das chamadas bombas de fragmentação por causa de suas “terríveis conseqüências” em lugares como o Sul do Líbano. Israel despejou cerca de 4 milhões de bombas de fragmentação sobre o Sul do Líbano durante a guerra de 34 dias travada entre julho e agosto deste ano contra o grupo guerrilheiro pró-iraniano Hizbollah. As bombas de fragmentação são armazenadas em cápsulas de artilharia ou bombas despejadas de aviões. Um desses artefatos pode conter entre 200 e 600 bom-bas de fragmentação. A cápsula que contém essas bombas explode no ar e espalha os artefatos por uma área de tamanho equivalente a um campo de futebol. Normalmente, de 10% a 15% das bombas de fragmentação não explodem no momento em que atingem o solo e podem ser detonadas mais tarde ao menor impacto, di-zem especialistas. Pelo aspecto atraente (muitas dessas bombas são coloridas), são comuns os casos de explo-são de artefatos de fragmentação nas mãos de crianças.

Israel mata 18 civis em Gaza
Dezoito palestinos de uma mesma família foram mortos por disparos de um tanque israelense em Beit Hanoun, na Faixa de Gaza. Entre os mortos, estão oito crianças que dormiam na hora do ataque. Cerca de 60 pessoas ficaram feridas. Líderes palestinos classificaram o episódio de “carnificina” e um dos líderes do Hamas exortou a retomada dos ataques contra Israel. O governo israelense abriu uma in-vestigação para apurar responsabilidades.

Urnas eletrônicas deram pane nos EUA
As urnas eletrônicas causaram vários problemas durante a votação nos EUA. Eleitores de seções dos Estados de Indiana e Ohio e algumas na Flórida tiveram que votar com cédulas de papel. Muitos eleitores encararam a “novidade” das urnas eletrônicas sem saber direito como votar de maneira correta. Além do problema, várias entidades e organismos internacionais criticaram a facilidade para fraudar as urnas eletrônicas. Um técnico em eletrônica, fazendo um teste, introduziu um vírus e alterou todos os votos de uma urna, em apenas três minutos.

Gastos com eleições
Alguns jornais estadunidenses e europeus informaram sobre os gastos dos candi-datos nas recentes eleições nos EUA. Segundo os números informados pelos partidos e pelos candidatos, foram gastos na recente campanha mais de 2,5 bilhões de dólares!

Rumsfeld renuncia
Após seis anos conturbados à frente do Pentágono, o secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, pediu sua renúncia. Um dos principais arquitetos da impopular guerra do Iraque, o secretário teve sua saída confirmada na primeira coletiva de imprensa concedida por Bush após as eleições para o Con-gresso. O Partido Republicano – de Bush e Rumsfeld – perdeu feio, em grande parte devido à oposição da opini-ão pública às políticas para a guerra do Iraque. Questionado se a renúncia implicaria mudança de direção em uma guerra que já tirou a vida de mais de 2.800 soldados estadunidenses, Bush foi evasivo: “Bem, certamente temos uma nova liderança no Pentágono”.

CIA quer impor silêncio
O governo Bush está tentando impedir que prisioneiros dos cárceres secretos da CIA possam revelar detalhes sobre os métodos de interrogatório que são empregados contra eles. O Depar-tamento de Justiça apresentou várias alegações a um juiz federal alegando que os “métodos” devem ser enten-didos como segredo de segurança nacional. A CIA alega que, se os métodos forem conhecidos, os “terroristas” podem desenvolver técnicas contra os interrogatórios e iludir as autoridades.