Professores de Tobias Barreto paralisam por tempo indeterminado

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A partir desta segunda-feira, 27, os educadores da rede municipal de Tobias Barreto paralisam as aulas por tempo indeterminado. Eles reivindicam que a prefeitura cumpra o Estatuto do Magistério e o Plano de Carreira. A partir desta segunda-feira, 27, os educadores da rede municipal de Tobias Barreto paralisam as aulas por tempo indeterminado. Eles reivindicam que a prefeitura cumpra o Estatuto do Magistério e o Plano de Carreira.

Para protestar contra a política de negação de direitos implantada pela administração municipal os educadores montaram uma extensa programação. Na segunda fazem passeata pela cidade a partir das 8h30 da manhã saindo da Praça do Cruzeiro, na terça eles visitam a Câmara de Vereadores, e na quarta-feira será a Assembléia Legislativa que receberá os professores.

A decisão de paralisar as atividades foi tomada em assembléia geral realizada dia 21. Antes disso os professores tinham realizado no dia 13 uma paralisação de advertência. “Há meses tentamos uma negociação com a prefeitura para resolver estas questões, mas não estamos contando com a colaboração da prefeitura”, disse Franco Ramos Alves do Nascimento, um dos coordenadores da sub-sede Centro-Sul do SINTESE e professor de Tobias Barreto.

Com o descumprimento do Estatuto do Magistério, que foi aprovado em 2005, alguns professores não estão recebendo gratificação por titulação e também sem mudança de nível automática, entre outros. Há professores que solicitaram a mudança automática de nível, desde o mês de junho e ainda não foram atendidos. Para receber a gratificação o professor deve ter 160 horas de cursos, a cada cinco anos, para garantir 10% do salário-base.

Depois que o atual governo estadual suspendeu a mudança automática de nível, algumas prefeituras, como Tobias Barreto, resolveram seguir o exemplo e não realizam a progressão vertical automática na carreira. Para o SINTESE essa ação é uma afronta aos direitos históricos conquistados pelos professores. “O educador conquistou o direito de ter uma gratificação por titulação. Se ele se capacita, faz cursos é justo que seja recompensado por isso, afinal todo o processo de acúmulo de conhecimento feito pelo professor tem como conseqüência a melhoria do ensino”, explicou o presidente do SINTESE, Joel Almeida.

Outro ponto da pauta de reivindicação dos professores é com relação a prestação de contas dos recursos da Educação. De acordo com Franco os documentos apresentados pela administração municipal não são claros sobre o gasto dos recursos.”Há várias questões não esclarecidas sobre o transporte escolar e também sobre a reforma das escolas. Só queremos saber como foi gasto esse dinheiro é um direito de todo cidadão”, reafirma o coordenador. Além disso, os educadores também estão sem a revisão salarial de 2006.

Calendário de Luta

27/11/2006 – Segunda
8h30 – Passeata em Defesa da Educação Pública de Qualidade Social – Concentração Praça do Cruzeiro – Tobias Barreto

28/11/2006 – Terça
8h30 – Vista a Câmara de Vereadores – Tobias Barreto

29/11/2006 – Quarta
8h30 – Visita a Assembléia Legislativa – Aracaju