As greves no primeiro semestre

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De janeiro a junho foram realizadas 193 greves no país, representando 15 mil horas de paralisação. Os da-dos são do Balanço das Greves no Primeiro Semestre de 2006, divulgado pelo Dieese. A maioria das paralisa-ções (59%) foi promovida por funcionários públicos, o que representou 87% do tempo total de paralisação. O setor privado respondeu por 41% das greves, mas apenas por 13% das horas paradas. De janeiro a junho foram realizadas 193 greves no país, representando 15 mil horas de paralisação. Os da-dos são do Balanço das Greves no Primeiro Semestre de 2006, divulgado pelo Dieese. A maioria das paralisa-ções (59%) foi promovida por funcionários públicos, o que representou 87% do tempo total de paralisação. O setor privado respondeu por 41% das greves, mas apenas por 13% das horas paradas. O relatório mostra tam-bém que a maioria das greves do primeiro semestre (72%) teve como objetivo melhorias nas condições de trabalho ou remuneração. A conquista de reajuste salarial esteve presente entre as reivindicações em 60% das greves (116 paralisações). Em 48% das greves o motivo foi de defesa de negociações anteriores ou direitos trabalhistas. Em 16% dos casos, a greves foram deflagradas como ato de protesto. As somas das porcentagens superam os 100% porque, em muitos casos, as greves têm motivações múltiplas.

Dos 59% de greves correspondente aos funcionários públicos, 24% foram realizadas por servidores estadu-ais, 17% de servidores municipais e 12% de federais. Outros 5% dos casos ocorreram nas empresas estatais. No setor privado, a indústria ficou atrás do setor de serviços. Foram 35 paralisações na indústria e 43 no setor de serviços. Considerando apenas greves com informações sobre o número de trabalhadores envolvidos, che-ga-se a um total de 110 paralisações, envolvendo 902 mil pessoas. Nessa contagem, foi registrada média de 8.199 grevistas por paralisação, segundo o Dieese.

Taxa de desemprego estabilizou e renda cresceu
A taxa de desemprego ficou praticamente inalte-rada em outubro (9,8%) em relação a setembro (10%), mas chegou ao menor nível apurado pelo IBGE desde janeiro. Por outro lado, o rendimento real dos trabalhadores das seis principais regiões metropolitanas do País cresceu em todas as bases. O número de ocupados com carteira assinada aumentou 0,8% na comparação com setembro e 6,7% em relação a outubro do ano passado. Segundo técnicos do Instituto, o mercado de trabalho “nunca esteve tão formal como está agora” desde o início da série histórica da pesquisa, em março de 2002. E o aumento de 1,2% na renda dos trabalhadores ante setembro e 5,4% em relação a outubro do ano passado é conseqüência do processo de recuperação do poder de compra dos trabalhadores que vem ocorrendo há meses, que resulta do reajuste do salário mínimo, crescimento da formalidade e controle da inflação.

Aumentou o consumo dos mais pobres
Nos três anos e meio do mandato do Lula, o consumo das famílias com rendimento de até quatro salários mínimos (classes D e E) aumentou 11% e o gasto médio cres-ceu 35% com produtos dos segmentos de alimentos, bebidas, higiene pessoal e limpeza no período. É o que indica pesquisa da LatinPanel. De acordo com o estudo, as classes D e E passaram a consumir 27 categorias de produtos em agosto deste ano. No final de 2002, a cesta de compras dessa classe continha 21 categorias. A pesquisa mostrou que o consumo das classes D e E passou a contar com sucos em pó, massas instantâneas, caldos de tempero, esponjas sintéticas, extrato de tomate, salgadinhos, leite longa vida e maionese. Nas clas-ses C e A/B, o volume médio consumidor cresceu 8% e 5%, respectivamente. No conjunto, em todas as classes da população brasileira foi registrado aumento no consumo de não duráveis, como alimentos.

Comitê mundial de trabalhadores da Gerdau
Nos dias 16, 17 e 18 de Novembro de 2006, reuniram-se em Porto Alegre os sindicatos que representam os trabalhadores do Grupo Gerdau em todos os países onde a empresa opera (Brasil, Uruguai, Argentina, Colômbia, Chile, Peru, Estados Unidos, Canadá e Espanha), para debater e deliberar sobre a ação sindical a nível global. Ao fim do debate, decidiram construir o Comitê Mundial da Gerdau e lutar pela negociação com a empresa por um Acordo Marco Internacional, que regule a relação da empresa com todos sindicatos, tendo por base os princípios fundamentais da OIT. Decidiram ainda enviar uma carta ao presidente Lula onde comentam notícia divulgada pela imprensa dizendo que o dono da empresa (Jor-ge Gerdau) estava sendo “cogitado” para um ministério. Dizem os trabalhadores, na carta: “Tendo a total com-preensão que a montagem do Ministério é de competência exclusiva do Presidente da República eleito democra-ticamente pelo povo brasileiro e sabedores de que a imprensa nem sempre noticia a realidade dos fatos, nos dirigimos a Vossa Excelência para expressar que a relação existente entre o Grupo Gerdau e os sindicatos que representam os seus trabalhadores é completamente antagônica à imagem de empresário moderno e compro-metido com a responsabilidade social”.

Apoio dos EUA ao golpe de 64
Estudo de documentos oficiais comprova o que já se sabia há muito tempo: o governo dos EUA já planejava a derrubada do governo João Goulart bem antes do golpe militar de 1964! O professor Carlos Fico, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, fazia uma pesquisa no Arquivo Nacio-nal no College Park, em Maryland, quando encontrou um documento de 7 páginas intitulado “A Contigency Plan for Brazil” (“Um plano de contingência para o Brasil”). Entre outros, chama a atenção um texto do então em-baixador americano Lincoln Gordon onde ele assinala o temor de um possível levante comunista no Brasil e como João Goulart poderia ser substituído pelo então presidente do Congresso. O documento foi datado em 6 de janeiro de 1964.

Generais defendem coronel Ustra
Mais de 200 oficiais da reserva das Forças Armadas, entre eles 70 generais, fizeram ato de apoio ao coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi, órgão de repressão da ditadura militar. O coronel, de 74 anos, responde a processo na 23ª Vara Civil de São Paulo, pela acusação de comandar ações de tortura durante o governo militar.

No Brasil, nunca um militar tinha sido processado por crimes do período da ditadura porque a Lei de Anistia (1979) anulou todos os crimes cometidos durante o período de ditadura (de 1964 a 1985), beneficiando os combatentes do regime e também militares que cometeram excessos nessa época. Agora, os militares já calcu-lam que o processo contra Ustra pode ser o primeiro passo para a revisão da Lei de Anistia, abrindo a possibili-dade para a condenação de oficiais brasileiros que atuaram na repressão, como já ocorreu no Chile, na Argenti-na e no Uruguai.

Passarinho defende Ustra
Ex-senador e ex-ministro da Justiça Jarbas Passarinho foi um dos que esti-veram presentes ao evento terça-feira e que saíram em defesa do coronel Brilhante Ustra. Já no começo de seu discurso, Passarinho, também coronel, declarou ter recebido com “honra” a missão de “saudar um patriota, que a mentira, a difamação e a calúnia, arma dos covardes, intenta retratar como um réprobo.” Na sua fala, o ex-senador criticou o fato de o processo ter sido aberto contra Ustra, “décadas depois da Lei de Anistia”. E recla-mou que agora “ousam tentar manchar a reputação de um soldado exemplar para servir ao ódio ideológico”.

Campanha sobre violência contra mulher é lançada na Câmara
O Brasil aderiu, nesta semana, à campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, junto a 129 países. A campanha é promovida no Brasil pela ONG Agende – Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento, e pretende mostrar as violências sofridas por mulheres. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que a cada 15 segundos uma mulher sofre algum tipo de agressão e que, geralmente, o agressor é uma pessoa bem próxima, como o companheiro ou parente. Uma teleconferência com transmissão via satélite para todo o Brasil e participação de duas ministras marcou, na quinta-feira, o início das ações da campanha mundial pelo fim da violência contra mulheres. O programa foi transmitido ao vivo e participaram as ministras Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, e Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial. A Federação e o Sindicato dos Trabalhadores Químicos e Farmacêuticos do Rio de Janeiro realizaram seminário sobre o tema ontem (25).

Um estupro a cada 12 segundos!
A cada 12 segundos uma mulher é violentada no Brasil. Em 7 de agosto deste ano, Lula sancionou a Lei Maria da Penha (Lei 11340/06), que prevê punições mais rigorosas para crimes de violência contra as mulheres e garante proteção à vítima sem afastá-la de suas atividades cotidianas. A pena de detenção para crimes de violência doméstica triplicou: era de, no máximo, um ano e agora pode chegar a três. A Justiça tem 48 horas, a partir da queixa, para afastar o agressor da vítima.

Brasil tem primeira usina integrada de biodiesel e álcool do mundo
Foi inaugurada, durante a semana, a usina de biodiesel Barracool, em Barra do Bugre (Mato Grosso). É a primeira usina do mundo a pro-duzir biodiesel, açúcar e álcool de forma integrada. A produção do biodiesel na usina segue as diretrizes do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, e nesse sentido, dentre as matérias-primas que serão utili-zadas, serão priorizadas a soja e o girassol, oleaginosas produzidas na região do Mato Grosso. Parte desta ma-téria-prima será adquirida de agricultores familiares da região, que serão apoiados com assistência técnica e terão sua produção previamente contratada.

Trabalhadores urbanos defendem Reforma Agrária
Entidades de trabalhadores urbanos realizaram nesta sexta-feira, em Porto Alegre, uma série de atividades em apoio à Reforma Agrária no Rio Grande do Sul. As manifestações são organizadas pela CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais). Uma das reivindicações é a desapropriação da Fazenda Guerra, uma área de nove mil hectares localizada no município de Coqueiros do Sul. Para o presidente estadual da CUT, a Reforma Agrária é assunto de interesse dos trabalhadores urbanos.

Mais de 20 mil Sem Terra já alfabetizados
Saber ler e escrever é direito de todos e não privilégio de poucos. Foi tentando garantir esse direito aos trabalhadores do campo, que desde o início da sua luta o MST desenvolveu a EJA (Educação de Jovens, Adultos e Idosos). A EJA trabalha a alfabetização dos Sem Terra, com conteúdos relacionados à existência e ao trabalho dos sujeitos do campo. O ensino é baseado na convicção de que todas as pessoas têm direito de aprender, independente de idade ou classe social. O principal objetivo do MST com o projeto é superar a exclusão do conhecimento, tornando os acampamentos e assentamentos terri-tórios livres do analfabetismo, além de lutar por políticas públicas desde a alfabetização ao ensino superior.

Aracruz compra área destinada à Reforma Agrária
A Aracruz Celulose pretende comprar parte da Fazenda Southall, área reivindicada desde 2003 pelo MST para o assentamento de famílias Sem Terra no Rio Grande do Sul. Na terça-feira (21/11), a imprensa gaúcha divulgou a declaração do gerente regional da empre-sa dizendo que pretendem adquirir 1,2 mil hectares da fazenda, localizada no município de São Gabriel (RS), para plantar florestas exóticas. A compra da área é festejada pelas entidades ruralistas e pelos latifundiários da região. Para Tarso Teixeira, presidente do Sindicato Rural de São Gabriel, a aquisição do terreno para plantio de pinus e eucalipto é garantia de recuperação de investimentos e de geração de empregos em uma região que enfrenta grave crise.

Assassino continua em liberdade
Em 29 de novembro de 2005, Jaelson Melquíades, integrante da direção estadual do MST, foi assassinado com cinco tiros por dois pistoleiros, no município de Atalaia (AL). O crime foi encomendado por um fazendeiro da região, Pedro Batista, que teve prisão preventiva decretada em maio de 2006. Ele foi preso em agosto, mas foi libertado um mês depois e voltou para a região, onde tem ame-açado as famílias Sem Terra.

Governo de MG rejeita indenização das famílias
A chacina de Felisburgo (MG), que completou dois anos nesta segunda-feira (20), assassinou brutalmente cinco integrantes do MST e até agora nenhum dos réus foi julgado e as famílias sobreviventes ainda não receberam as indenizações prometidas pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Nesta segunda-feira, foi realizada uma missa em homenagem aos mortos em Felisburgo. Participaram da cerimônia 200 trabalhadores sem-terra acampados na cidade e 100 pessoas da sociedade civil mineira e de entidades como Cáritas, CPT (Comissão Pastoral da Terra) e da Igreja Dominicana.

Jornalista da Telesur continua preso na Colômbia
O jornalista colombiano Freddy Muñoz Altami-randa foi preso na noite de domingo (19) ao desembarcar no aeroporto El Dorado, de Bogotá, Colômbia. Ele é correspondente da Telesur no país e a prisão foi feita pelo Departamento Administrativo de Segurança (DAS) do governo colombiano. A Telesur é uma emissora de televisão latino-americana criada pelos governos da Venezu-ela, Cuba e Argentina. A mídia brasileira noticiou o fato, mas não foram realizadas manifestações de protesto. Para aderir ao Manifesto em solidariedade: libertadparafredy@gmail.com

Venezuela sai do G3
Coerente com seus discursos de apoio a uma integração latino-americana e con-firmando sua intenção de fortalecer o Mercosul, Hugo Chávez anunciou oficialmente que a Venezuela se retirou do chamado G3, grupo que havia sido formado em 1989 com o México e Colômbia para fortalecer os interesses estadunidenses na região. México e Colômbia são tradicionais aliados dos EUA e seus governos de direita são apoiados por Bush.

Direita tenta impedir Reforma Agrária boliviana
Os parlamentares da direita boliviana, depois de perderem as votações sobre o projeto de Reforma Agrária, resolveram boicotar os trabalhos e esvaziar o plená-rio para impedir a sua tramitação. Entendendo que seriam derrotados, os parlamentares dos dois principais partidos de direita, Poder Democrático Social (Podemos) e Unidade Nacional (UN), retiraram-se do Senado para não permitir o quorum legal de votação.

López Obrador assume como “presidente legítimo” do México
O movimento social mexicano re-solveu enfrentar as fraudes e o poder da direita. Na terça-feira (21), o candidato de oposição à presidência, Andrés López Obrador, foi proclamado de forma simbólica como “presidente legítimo” do México em um ato que reuniu milhares de pessoas na principal praça da capital mexicana. “Prometo cumprir e fazer cumprir a Consti-tuição Geral da República… e se assim não o fizer, que a Nação me demita”, declarou Obrador após receber uma faixa presidencial de representantes da Convenção Nacional Democrática, um movimento que defende a legitimidade de sua vitória nas eleições presidenciais. Os partidários de Obrador consideram Calderón um “u-surpador” da presidência, pois teria sido eleito e proclamado presidente através de um processo fraudulento.

Halliburton no México
A empresa do vice-presidente estadunidense, Dick Cheney, não se contenta com a fortuna que está ganhando na guerra do Iraque e volta seus olhos para o norte, cobiçando a riqueza petrolífera mexicana. A Halliburton, com sede em Houston, tornou-se a maior distribuidora de produtos petrolí-feros do planeta e tem uma subsidiária no México. Desde a fraudulenta eleição do direitista Felipe Calderón, em julho passado, a empresa vem pressionando autoridades e parlamentares do país para forçar uma nova tentati-va de privatização da Pemex (Petróleos do México, a Petrobrás de lá)!

150 mulheres vítimas de violência doméstica, em 2006
A violência doméstica provocou a morte de cento e cinqüenta mulheres desde o início deste ano na República Dominicana, segundo nota proveniente da capital do país e citando dados oficiais divulgados hoje. Entre janeiro e outubro deste ano ocorreram 12.804 casos de violência doméstica no país, afirmou o Ministério da Mulher em seminário na Capital, Santo Domingo.

Mortes por falta de água potável
A falta de água potável é a principal causa de doenças e leva à morte milhares de crianças no mundo, segundo a ONU. A cada 24 horas morrem 5 mil crianças em consequên-cia direta da diarréia e outras doenças causadas pela água suja e saneamento insuficiente. A diarréia, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, “é o segundo assassino das crianças. Mata cinco vezes mais que o paludismo e a tuberculose juntos, ou que qualquer ato terrorista”.

Pobreza mata mais de 30.000 crianças por dia
Mais de 30 mil crianças, menores de cinco anos, morrem todos os dias devido a pobreza! O anúncio foi feito no início da semana por um grupo de ONGs espa-nholas. A Organização “Mãos Unidas”, responsável pelo anúncio do informe, destacou que morrem 11 milhões de crianças por ano, entre as quais 7 milhões morrem antes de completar um ano de vida. Ainda de acordo com o informe, 130 milhões de crianças não freqüentam escolas e 82 milhões perdem a infância em função de matrimônio precoce. 246 milhões de crianças trabalham e, dessas, 72 milhões são menores de 10 anos.

Volks vai reestruturar fábrica na Bélgica
A Volkswagen descartou o fechamento de sua fábrica na Bélgica, mas anunciou negociações com os sindicatos para sua reestruturação. Na terça-feira (21), através de comunicado à imprensa local, anunciou que deixará de produzir o modelo Golf no país como parte de seu plano de diminuir a fabricação de veículos na Europa ocidental. A montadora não informou quantos trabalhadores serão afetados pela medida, mas a imprensa alemã fala na supressão de 2,5 mil a 3 mil empregos, ou pelo menos 50% dos funcionários da planta belga, formada por 5 mil pessoas. A empresa reconheceu que o grupo enfrenta uma crise: “O mercado automobilístico na Europa ocidental está estagnado e sofre de excesso de ca-pacidade". A Volks acrescenta que suas operações alemãs passarão por uma “reorganização profunda” e, para enfrentar as dificuldades econômicas, pretende suprimir nos três próximos anos 20 mil postos de trabalho na Alemanha, em função de um amplo plano de reestruturação que também inclui as usinas do grupo no exterior.

Demanda mundial por energia subirá 50% até 2030
As autoridades econômicas do G-20 prevêem que a demanda global por energia subirá 25% até 2015 e 50% até 2030. Metade deste aumento será concen-trado em petróleo e gás. O documento final do G20 Finanças pede reformas e investimentos no mercado ener-gético para reduzir as flutuações de preços e garantir o atendimento da demanda crescente.

Iraque é um caos!
“Um país mergulhado no caos e uma população aterrorizada vivendo em cidades di-vididas por linhas sectárias ou fugindo para países vizinhos na tentativa de escapar da violência”. Este é o ce-nário atual do Iraque revelado pela ONU em um relatório divulgado. De acordo com o documento, 3.709 civis morreram apenas em outubro. Outro dado que demonstra a tragédia humanitária em que o Iraque se encontra é o fato de 100 mil pessoas fugirem do país por mês. Síria e Jordânia são os principais destinos. O ONU calcu-lou que 2 milhões de iraquianos – ou 8% da população – já deixaram o país desde 2003.

O que a paranóia estadunidense está fazendo?
O terror implantado no país por Bush beira ao absurdo e permite atos de total barbárie. Nesta semana, um estudante da Universidade da Califórnia (UCLA) foi detido pelos guardas da biblioteca e, como estava sem seu documento de identidade, foi golpeado com descar-gas elétricas da “taser” – uma pistola que está sendo usada pelos policiais. Um vídeo feito por outro estudante mostrando todo o incidente chegou a ser divulgado pela internet, mas foi “bloqueado” pelos serviços do gover-no dos EUA e retirado.