Professores de Tobias Barreto entram em greve

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Os professores da rede municipal de ensino de Tobias Barreto iniciaram ontem uma paralisação por tempo indeterminado. Eles reivindicam o cumprimento do Estatuto do Magistério e o Plano de Carreira. Rosângela Cruz – Os professores da rede municipal de ensino de Tobias Barreto iniciaram ontem uma paralisação por tempo indeterminado. Eles reivindicam o cumprimento do Estatuto do Magistério e o Plano de Carreira. Pela manhã, eles se concentraram na Praça do Cruzeiro e saíram em passeata pelas principais ruas da cidade.

A decisão de paralisar as atividades foi tomada na assembléia geral realizada na última terça-feira (21). Antes disso, os professores tinham realizado no dia 13 uma paralisação de advertência. “Há meses, tentamos uma negociação com a prefeitura para resolver estas questões, mas não estamos contando com a colaboração da prefeitura”, disse o professor e coordenador da sub-sede Centro-Sul do Sindicato, Franco Ramos Alves do Nascimento.

O Ramos informou que em decorrência do não cumprimento do Estatuto do Magistério, aprovado em 2005, alguns professores estão sem receber gratificação por titulação e sem mudança de nível automática, além da perda de outros direitos. Outro problema grave, segundo o professor, é que há educadores que solicitaram a mudança automática de nível desde o mês de junho e ainda não foram atendidos. Para receber a gratificação, o professor deve ter 160 horas de cursos, a cada cinco anos, para garantir 10% do salário-base.

Os professores denunciam que depois que o governo estadual suspendeu a mudança automática de nível, algumas prefeituras, como Tobias Barreto, resolveram seguir o exemplo e não realizam a progressão vertical automática na carreira.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Síntese), professor Joel Almeida, explicou que a ação é uma afronta aos direitos históricos conquistados pelos professores. “O educador conquistou o direito de ter uma gratificação por titulação. Se ele se capacita, faz cursos, é justo que seja recompensado por isso, afinal todo o processo de acúmulo de conhecimento feito pelo professor tem como conseqüência a melhoria do ensino”, esclareceu.

Reivindicações – Os professores cobram a prestação de contas dos recursos da Educação. De acordo com Franco Ramos, os documentos apresentados pela administração municipal não são claros sobre os gasto dos recursos, a revisão salarial de 2006, entre outros.

“Há várias questões não esclarecidas sobre o transporte escolar e também sobre a reforma das escolas. Só queremos saber como foi gasto o dinheiro. É um direito de todo cidadão”, afirmou.

Hoje pela manhã, os professores irão pedir apoio aos vereadores do município e na quarta-feira, virão até a Assembléia Legislativa apresentar as denúncias.

fonte: Central de Notícias