Educadores de Ribeirópolis exigem transparência com o gasto dos recursos da Educação

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Os professores da rede municipal de Ribeirópolis fazem nesta segunda-feira, 18, a partir das 9h da manhã protesto pelos baixos salários e a precariedade da educação no município. Os professores da rede municipal de Ribeirópolis fazem nesta segunda-feira, 18, a partir das 9h da manhã protesto pelos baixos salários e a precariedade da educação no município. Os educadores reivindicam também transparência no gasto dos recursos vinculados a Educação e aprovação do plano de carreira. Os educadores vão usar da criatividade e da irreverência para mostrar a comunidade local o verdadeiro panorama da Educação no município.

Os professores do município de Ribeirópolis estão já cinco anos sem ter reajuste salarial e sem vários direitos, pois o atual plano de carreira está defasado. Além disso, o SINTESE encontrou várias irregularidades na folha de pagamento do Magistério. Uma grande quantidade de educadores está fora da sala de aula, outros estão cedidos para a rede estadual sem que exista nenhum ato administrativo, ou seja, a cessão dos educadores é feita verbalmente, o que é proibido por lei. Além do mais segundo a legislação toda vez que um professor é cedido quem deve pagar o seu salário é o sistema onde ele está trabalhando. Mas em Ribeirópolis não acontece dessa forma, o professor que for cedido para a rede estadual continua recebendo seu salário pelo município.

A falta de transparência no gasto dos recursos da Educação também preocupam os professores. Durante várias administrações o número de matrículas no ensino fundamental informadas pela Secretaria Municipal de Educação ao Ministério da Educação era sempre muito superior aos alunos que efetivamente estavam estudava. Essa prática ilegal tinha como objetivo de aumentar os repasses do Fundef e do Programa Nacional de Merenda Escolar. “A Secretaria Municipal de Educação burlava o censo educacional e atual gestão tem conhecimento desse problema de improbidade administrativa. Mas até agora não tomou nenhuma providência para solucionar a questão”, comentou Carlos Sérgio Lobão, vice-presidente do SINTESE.

Segundo Maria Enivalda Leite, da sub-sede Agreste do SINTESE, há grandes irregularidades na folha de pagamento do Fundef. Professores da educação infantil e funcionários administrativos recebem pela folha do Fundef e ainda há pessoas que nem trabalham na Secretaria de Educação que recebem seus salários com recursos do fundo. “A situação dos educadores não pode ficar assim. É preciso que o poder executivo se comprometa em corrigir os erros, pois com certeza haverá condição de se melhorar os salários dos professores e as condições das escolas, o resultado disso será uma educação melhor para a população de Ribeiorópolis”, argumentou.