Classe média perdeu!

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Quanto maior o salário, pior foi a evolução da renda e do emprego no mercado de trabalho nos últimos seis anos. Entre 2001 e setembro de 2006 houve inversão nos desempenhos dos trabalhadores mais pobres e dos mais ricos no país. Quanto maior o salário, pior foi a evolução da renda e do emprego no mercado de trabalho nos últimos seis anos. Entre 2001 e setembro de 2006 houve inversão nos desempenhos dos trabalhadores mais pobres e dos mais ricos no país. Enquanto a massa de renda subiu 32,5%, e o emprego 28%, para quem ganha até um salá-rio mínimo (R$ 350), houve um declínio de 6,3% nos rendimentos e de 7,8% no saldo de empregos de quem recebe acima de cinco salários (R$ 1.750). Entre os mais pobres, o principal fator no aumento da renda foram os aumentos reais para o salário mínimo (acima de 32% reais só no governo Lula). No emprego, houve um crescimento da atividade principalmente nas regiões mais pobres e atendidas por programas sociais ou assis-tenciais da Previdência.

Segundo o “Atlas da Nova Estratificação Social do Brasil”, o Nordeste é a região com a menor classe média no país. São Paulo e Distrito Federal têm a maior concentração de classe média. Na média, 31,7% das famílias brasileiras ainda estão na classe média. Em números absolutos, são 15,4 milhões de famílias.

Considerando classe média quem ganha acima de três salários mínimos (mais de R$ 1.050), houve saldo negativo de quase 2 milhões de empregos formais nos últimos seis anos. A renda de quem conseguiu entrar no mercado recebendo mais de R$ 1.050 caiu 46% em termos reais (descontada a inflação) ante o que era pago aos que foram demitidos. Os trabalhadores com pior remuneração foram na outra direção. Houve um saldo positivo (admitidos menos demitidos) de quase 6 milhões de novas vagas para quem ganha entre um e três mínimos de 2001 a setembro de 2006. O aumento na renda foi de 48%.

Sindicato traça “Perfil das Escolas”
“Perfil das Escolas de Sergipe/2006” é o documento que pode ser consultado em http://www.sintese-se.com.br/perfil/perfil2006/index.php, feito pelo Sindicato dos Trabalha-dores em Educação do Estado de Sergipe. O documento destaca que “Bem distante de representar uma saída para as desigualdades sociais, a educação tem, historicamente, servido como instrumento de legitimação, re-produção e domínio dessa classe que alia incondicionalmente os poderes econômico e político. Neste sentido, a escola tem funcionado como importante aparelho ideológico do Estado na reafirmação da sociedade classis-ta/capitalista, apesar de suas contradições dialeticamente inerentes.” Mais adiante diz que “A precarização do ensino das escolas públicas brasileiras, em especial a sergipana, como aponta o presente relatório, não repre-senta somente um estado conjuntural momentâneo do sistema educacional, mas a própria e necessária condi-ção para a manutenção do status quo das elites dominantes. É, antes duma questão superficial, um legado estrutural da sociedade.”

Despejo violento no Paraná
Na madrugada de sexta-feira (08/11), cerca de 600 policiais despejaram 150 famílias Sem Terra acampadas na Fazenda Santo Antônio, no município de Paranapoema, região noroeste do Paraná.Antes do amanhecer, os policias isolaram área ocupada pelos Sem Terra, impedindo a saída dos tra-balhadores e trabalhadoras. No início da manhã, sob uma chuva intensa, a força policial invadiu o acampamen-to e prendeu 21 acampados. Os policiais não permitiram a retirada das lonas e destruíram o material. Nem a escola que funcionava no local foi poupada na ação da Polícia Militar, que impediu os trabalhadores de reunir os materiais pedagógicos utilizados.

Justiça não vai reabrir caso de Jean Charles
O Tribunal Superior de Londres rejeitou o pedido da família do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto por policiais, para que se revise a decisão da Promotoria de não processar nenhum agente. Em outubro, a Promotoria decidiu não apresentar acusações contra os polici-ais e só acusou, de forma genérica, a Polícia Metropolitana de Londres por crimes contra a lei de Segurança e Higiene no trabalho. Jean Charles de Menezes, que tinha 27 anos e trabalhava como eletricista, foi morto por agentes da brigada antiterrorista da Scotland Yard em 22 de julho de 2005, quando entrava na estação de me-trô de Stockwell, no sul de Londres.

Fiesp quer flexibilizar (mais) as leis trabalhistas
Não contente com as “flexibilizações” da era FHC, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) vai promover um fórum sobre tributação e legisla-ção trabalhista das indústrias. A idéia é apresentar ao governo uma proposta de “simples trabalhista”. Entre as propostas de flexibilização, o diretor citou a redução da alíquota do FGTS, parcelamento das férias e do 13º salário.

Vem aí a privatização dos aeroportos!
As companhias aéreas sugeriram ao governo a privatização gradual dos aeroportos brasileiros. Em reunião no Comando da Aeronáutica, que também teve a presença de três senadores e de diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as empresas argumentaram que a capacidade de investimentos da Infraero não acompanhará o aumento do volume de passageiros nos próximos anos e defenderam a transferência à iniciativa privada da administração dos principais aeroportos. Esse modelo já foi adotado em aeroportos americanos e europeus.

Indígenas desocupam porto
Na terça-feira (12/12), 300 indígenas Tupinikim e Guarani ocuparam o porto da empresa Aracruz Celulose para reivindicar a demarcação de 11.009 hectares de suas terras. Na quin-ta-feira, depois de uma reunião com representantes da Funai em que ficou acertado um encontro com o minis-tro da Justiça, os manifestantes deixaram o local. Durante a ocupação, várias pessoas foram agredidas por cerca de mil trabalhadores terceirizados da Aracruz, incentivados pela empresa a retirar os indígenas à força.

Nasce o Parlamento do Mercosul
O Parlamento do Mercosul foi criado nesta quinta-feira, em Brasília. A cerimônia aconteceu no Senado Federal e teve a presença de Lula e dos cinco chanceleres dos países do Mer-cosul: Jorge Taiana (Argentina); Celso Amorim (Brasil); Emilio Giménez (Paraguai); Reinaldo Gargano (Uru-guai) e Nicolás Maduro (Venezuela). A sede da nova instituição será em Montevidéu e o Parlamento vai se reu-nir uma vez por mês, integrado por 90 deputados (18 de cada país). A função do Parlamento será de consulta, ainda que suas ações possam pesar nas decisões do Conselho do Mercosul, formado pelos ministros de Rela-ções Exteriores.

“Ninguém fala mais em Alca”
Lula participou da instalação do Parlamento do Mercosul, no Senado Federal. Para ele, a criação do Parlamento reforça a tese de que o Mercosul não está “morto”, como querem alguns. Segundo ele, hoje a situação é diferente e agora, fora alguns saudosistas, ninguém fala mais em Alca, a Área de Livre Comércio das Américas. Ele disse que a intenção é reforçar as relações do Mercosul com outros mercados, principalmente os europeus. “O Mercosul tem que se abrir para o mundo”, disse.

Com cantoria e “buzinaço”, comemorações pela morte do ex-ditador
Milhares de chilenos saíram às ruas de Santiago para comemorar a morte de Augusto Pinochet. Na Plaza Central, que costuma ser usada nas comemorações de futebol, manifestantes cantavam e dançavam. Carros cruzavam ruas e avenidas buzi-nando. “Vou comemorar com a minha família a morte do tirano”, disse o advogado Santiago Cavieres, de 75 anos. “Eu estava no Estádio Nacional e de lá eles me mandaram para o campo de concentração de Chacabuco, onde fiquei por oito meses. Todo mundo lá era torturado”. Alguns manifestantes chegaram a se enfrentar com a polícia próximo ao palácio presidencial.

Simpatizantes lembram ação contra marxismo
Diante do Hospital Militar de Santiago, mais de mil simpatizantes de Pinochet lamentaram e choraram sua morte, entoando algumas vezes o hino nacional. Apesar da trajetória do general de violação dos direitos humanos, muitos chilenos o admiravam, dizendo que ele sal-vou o país de um governo marxista e que colocou a nação na rota do desenvolvimento.

Exército expulsa neto de Pinochet
O exército do Chile expulsou o neto do Pinochet, o capitão Augus-to Pinochet Molina, por ter defendido o golpe de Estado de 1973 no discurso que fez durante o funeral do avô, na terça-feira. O comandante-em-chefe, o general Oscar Izurieta, pediu à presidente, Michelle Bachelet, a tra-mitação da baixa. Molina interveio de forma inesperada na cerimônia fúnebre. Justificou a atuação do avô ao derrubar pela força o governo do socialista Salvador Allende e criticou a Justiça que o processou por violações aos direitos humanos.

“Ele simbolizou era sombria”, diz Lula
Lula aproveitou a ocasião da morte do ex-ditador Augusto Pi-nochet para defender a manutenção da democracia na América do Sul. “O General Augusto Pinochet simbolizou um período sombrio na História da América do Sul. Foi uma longa noite em que as luzes da democracia desapa-receram, apagadas por golpes autoritários”, disse. O assessor internacional de Lula e presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia afirmou, em entrevista à rádio CBN, que a morte de Pinochet deixou a Humanidade com um tirano a menos.

Criada a “Coordenadora de Centrais Sindicais Andinas”
A “Coordenadora de Centrais Sindicais An-dinas” foi fundada em Lima, Peru, No dia 27 de novembro. Sua fundação contou com a participação de delega-ções da CGTP, CUT e CTP do Peru, CTV da Venezuela, CUT e CTC da Colômbia, CEOSL, CTE e CEDOCUT do Equador.

Além dos representantes das centrais nacionais, participaram da fundação membros da OIT, de entidades laborais (Plades, CCLA, ILA), representantes de organizações sindicais espanholas (CC.OO. e UGT) e do secre-tário geral da ORIT. Na reunião, os líderes presentes fizeram análise da situação na sub-região andina e dos “tratados de livre comércio” que o governo dos EUA quer impor. A CCSA pretende se relacionar também com as demais coordenadoras do Cone Sul e da América Central e Caribe.

Uma nova América do Sul!
A assembléia final da Cúpula Social pela Integração dos Povos – que teve a inesperada visita do recém-eleito presidente do Equador, Rafael Correa – referendou as propostas saídas das reuniões temáticas. Veja alguns pontos aprovados: a) DIREITOS SOCIAIS – construção de uma Carta Social Sul-Americana, que garanta o acesso universal à Reforma Agrária, à alfabetização, à água – unificação de cam-panhas contra a fome, já que a miséria do continente não é produto da escassez, mas da má distribuição; b) ENERGIA – fortalecer as empresas estatais de energia; nacionalizar as reservas energéticas dos países da Amé-rica do Sul; aplicar o dinheiro excedente proveniente do comércio de recursos fósseis não-renováveis em novas matrizes de energia renovável; acesso pleno a todos ao abastecimento energético; não aceitar financiamentos do Banco Mundial, por exemplo, para não continuarmos hipotecando nossas riquezas; a energia deve ser enca-rada como parte de um direito humano ampliado; c) ÁGUA – água como um direito humano e um bem cultural dos povos; excluir a água de qualquer acordo comercial; estabelecer um diálogo regional entre governos e mo-vimentos sociais para a criação de uma Convenção Sul-Americana de Água; mapear todas as reservas hídricas do continente para providenciar a sua proteção; que sejam proibidas as mineradoras e petrolíferas em zonas de recarga de água; d) AGRICULTURA/TERRA/TERRITÓRIO – considerar as sementes como bens públicos da hu-manidade; reconhecer o papel histórico das mulheres no processo de melhoramento das sementes ao longo da história; e) INFRAESTRUTURA – que a integração física do continente proposta pela Comunidade Sul-Americana de Nações não seja implementada no intuito de criar corredores de exportação, que virão a se tornar corredo-res de miséria se o objetivo principal não for a integração dos povos; repensar os modelos de transporte, dando preferência à construção de ferrovias para o transporte de pessoas, no lugar de estradas; reconstruir a rede ferroviária e reaparelhar as empresas estatais; garantir à Bolívia uma saída para o mar como um direito; cria-ção de uma marinha mercante sul-americana estatal; criação de um Banco Sul-Americano de fomento, que rompa os paradigmas clássicos destes tipos de instituição.

Congresso sobre o Aqüífero Guarani
Terminou na sexta-feira o I Congresso Aqüífero Guarani, em Campo Grande (Mato Grosso). O Aqüífero Guarani é uma das maiores reservas subterrâneas de água do plane-ta, estendendo-se por quatro países (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e pelo subsolo de sete estados bra-sileiros estão sobre o aqüífero (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Gros-so e Mato Grosso do Sul). Abastece, total ou parcialmente, 500 cidades brasileiras. O volume do manancial do Aqüífero Guarani chega a 37 mil km³ e sua extensão se aproxima de 1,2 milhões de km². O Congresso serviu para atualizar os conhecimentos sobre esta reserva e foi dirigido a usuários, representantes de organismos de bacias, de universidades, da sociedade civil, de órgãos gestores de recursos hídricos e do meio ambiente, e especialistas no assunto.

Bolívia quer status de membro pleno
O presidente da Bolívia, Evo Morales, quer que seu país se in-tegre ao Mercosul em 2007 como membro pleno. Evo manifestou essa intenção ao vice-presidente argentino, Daniel Scioli, que representava o presidente Néstor Kirchner, durante a 2ª Cúpula Sul-Americana de Nações, em Cochabamba, no último final de semana.

Direita pretende dividir a Bolívia
Na noite do último domingo, quatro governadores comprometidos com a direita boliviana e alguns empresários se reuniram para criar a “Junta Autonômica Democrática da Bolí-via” (JADB) com o propósito de dividir o país entre ricos e pobres. Rubén Costas (Santa Cruz), Mario Cossio (Tarija), Ernesto Suárez (Beni) e Leopoldo Fernández (Pando), governadores dos quatro departamentos (esta-dos) mais ricos do país passaram a defender a autonomia da região, chamada de “Meia-Lua”. Santa Cruz e Tarija têm sob sua jurisdição grande parte das jazidas de hidrocarbonetos (gás e petróleo) da Bolívia – recursos cuja operação foi totalmente nacionalizada por decreto de Evo em 1º de maio.

O presidente Evo Morales qualificou de “ilegal” a formação de uma “junta autonômica” e conclamou as For-ças Armadas a defender a unidade do país, dizendo que pode mobilizar as tropas para impedir que as reivindi-cações de autonomia derivem para um movimento separatista. “Dividir a pátria é uma traição ao povo bolivia-no", declarou Evo. "Na pátria não se toca e as Forças Armadas a defenderão”.

Milhares resistem em Oaxaca
Domingo, dia 10, milhares de mexicanos caminharam juntos, envoltos por uma corda que se estendia do começou ao fim da Oitava Megamarcha convocada pela Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO). A marcha foi organizada como demonstração de força do movimento diante da política de “guerra suja” do presidente mexicano, Felipe Calderón. As pessoas gritavam pela dissolução dos poderes do governador de Oaxaca, Ulises Ruiz Ortiz. “Não deixes de lutar, por um governo operário, camponês e popular” – repetiam, em coro, as 15 mil pessoas da marcha. Desta vez, os rostos estavam descobertos: nin-guém cobria mais a cara para impedir a presença de infiltrados disfarçados.

Crianças são principais vítimas da falta de água
O mundo enfrenta uma grave crise humanitária devido à escassez de água, que provoca a morte de aproximadamente dois milhões de crianças por ano, se-gundo o último relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O número assustador é semelhante ao de falecimentos provocados pela AIDS no planeta: 2,5 milhões de pessoas. Apenas 2% da água do planeta é potável. Dessa porcentagem, 87% é concentrada nas calotas polares em forma de gelo; do resto, uma grande parte encontra-se em lençóis sob a superfície terrestre. Os recursos hídricos globais são escassos e distribuídos de forma desigual. A má gestão deles e as mudanças ambientais fazem com que 1,1 bilhão de habitantes do planeta não tenham acesso regular a água potável, e que 2,4 bilhões não disponham de serviços sanitários básicos, apontou o relatório da ONU.

Mulheres ainda em desvantagem
Para cada 100 meninos fora da escola, no mundo, há 115 meninas. As mulheres representam dois terços das pessoas analfabetas. Apesar das dificuldades e preconceitos, as mu-lheres hoje já representam 40% da população mundial economicamente ativa. Na América Latina, são 50%. Já a representação parlamentar no mundo ainda é quase insignificante para um grupo que representa a metade da população mundial. Apenas 17% dos parlamentares em todo o mundo são mulheres. A preocupação do Uni-cef, um fundo destinado a infância, com o poder feminino tem uma razão central: quando as mulheres ganham mais dinheiro, elas investem mais do que os homens em seus filhos. Quando as mulheres têm mais poder, elas tendem a trabalhar mais pelas crianças. De acordo com o relatório “Situação Mundial da Infância” (Unicef), mais de meio milhão de mulheres morrem por ano em conseqüência de complicações no parto. E a probabilida-de de morte de uma criança órfã de mãe é 10 vezes maior do que a de uma criança com mãe viva.

Drogas levam à prostituição, na Inglaterra
Um dia depois da localização dos cinco corpos de prosti-tutas que eram dadas como “desaparecidas”, a pequena comunidade de Ipswich (Inglaterra) começou um le-vantamento de suas biografias. O caso ilustra o destino de milhões de jovens inglesas que se prostituem para conseguir dinheiro para comprar drogas. Gemma Adams, 25 anos, a primeira vítima, trabalhava como funcio-nária de uma empresa de seguros. No entanto, há dois anos perdeu o emprego por causa da dependência de crack e heroína, e passou a viver da prostituição. Todos os outros casos são muito semelhantes e estão sempre ligados ao consumo de drogas.

Telefone celular envenena trabalhador
Estudo de uma organização holandesa – Somo – em quatro países asiáticos revela envenenamento e graves violações de direitos dos trabalhadores em fábricas de celula-res da Nokia, Motorola, Samsung, Sony Ericsson e LG. Os telefones celulares e seus componentes são produzi-dos sob condições precárias de trabalho, mostra o estudo da organização holandesa Somo (Centro de Pesquisa em Corporações Multinacionais) e revela abusos em fábricas chinesas, tailandesas, filipinas e indianas das cinco maiores empresas de telefonia móvel: Nokia, Motorola, Samsung, Sony Ericsson e LG.

Em fábricas que produzem componentes para a Nokia e a Motorola, os trabalhadores não dispõem de pro-teção apropriada e são expostos a produtos químicos que provocam doenças crônicas e sérios danos físicos. O estudo, coordenado por Wilde e pela pesquisadora Esther de Haan, mostra que a remuneração é geralmente inferior ao salário mínimo e as férias e licenças de saúde não são pagas. Os empregados freqüentemente traba-lham entre duas e cinco horas extras por dia, seis ou sete dias por semana sem compensação apropriada. Não há proteção suficiente contra produtos químicos danosos nem os trabalhadores recebem qualquer treinamento para lidar com substâncias tóxicas perigosas. A íntegra do relatório “O alto custo de telefonar: temas críticos na indústria de telefonia celular” está em http://www.somo.nl/index_esp.php

Imigrantes morreram de frio, fome e sede
Não é só da fronteira entre México e EUA que nos che-gam notícias de problemas com imigrantes. Cidadãos africanos que tentam atravessar o Mediterrâneo em busca de uma vida melhor na Europa também passam por muitas dificuldades e, em alguns casos, encontram a mor-te. Nesta semana, uma embarcação encalhou na praia de Yoff (próximo de Dakar, Senegal) e sabe-se que, pelo menos, 22 pessoas morreram de frio, fome e sede. Os imigrantes foram impedidos de entrar na Europa pela Guarda Costeira e, não conseguindo burlar a vigilância, resolveram retornar. Mas o barco, já com falta de ali-mentos e água, foi surpreendido por uma tempestade e muitos foram lançados à água. Alguns sobreviventes, esgotados e muito debilitados, conseguiram alcançar a praia de Yoff e estão sendo medicados.

Quase 70% lamentam fim da URSS!
68% dos russos, 59% dos ucranianos e 52% dos bielo-russos lamentam a dissolução da URSS. Este é o resultado de uma pesquisa sociológica feita por uma agência interna-cional (Monitor Euro-asiático) no final de novembro. A pesquisa recolheu opiniões de cerca de 2.000 pessoas, em cada um dos três países.

Frases “famosas” de Bush
Rodrigue Tremblay é professor emérito de economia na Universidade de Montreal e colaborador do “Global Research”. Tem uma página (www.thenewamericanempire.com/blog) na internet e recolheu as bobagens ditas por Bush em entrevistas e discursos oficiais. Eis alguns poucos exemplos das “pérolas” bushianas: 1) “Se não tivermos êxito, corremos o risco de fracassar”; 2) “Já é hora da raça hu-mana chegar ao sistema solar”; 3) “A maior parte das nossas importações vêm de fora do país”; 4) “Estamos prontos para qualquer eventualidade imprevista que possa ou não acontecer”; 5) … a melhor de todas… “Eu não tenho nenhuma idéia sobre o que eu penso de nossa política internacional voltada para o exterior”. Coisa de gênio!!!!! Para ler mais, visite a página do Tremblay.

EUA – crescimento em queda
O motor econômico dos EUA diminuiu o ritmo em 2006, devido à redu-ção na capacidade de seus setores imobiliário e automobilístico. O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu apenas 1,6% ao ano no terceiro trimestre. A Casa Branca reduziu a sua previsão de crescimento deste ano para 3,1% e o maior peso morto da economia está no setor dos bens imobiliários. Após uma era de ouro que durou até 2005, agora o mercado se ressente de uma estagnação dos preços na área residencial. Em setembro, o setor perdeu 26 mil empregos. As vendas de automóveis são outra área de fraqueza da economia. Em outubro, a produção de veículos caiu 3,9%. Os fabricantes tentam desencalhar os seus grandes estoques. A economia dos EUA representa um terço do PIB mundial.

DaimlerChrysler pode demitir 4.000 em fábrica de caminhões
A DaimlerChrysler deve cortar até 4.000 empregos em sua divisão norte-americana de caminhões, a Freightliner, disse nesta segunda-feira o diretor da empresa Andreas Renschler. Os cortes da DaimlerChrysler nos EUA são o mais recente anúncio de demissões no setor automobilístico no país. Em setembro, a Ford Motor revelou detalhes da revisão em seu programa de reestruturação conhecido como “Way Forward” e anunciou que deve cortar 14 mil funcionários (antes havia anunciado que seriam 4.000). Em janeiro, a Ford também anunciou o fechamento, até 2008, de 14 de suas linhas de montagem na América do Norte e que pretende acelerar o plano de reduzir em cerca de 30 mil funcionários a sua força de trabalho em linhas de produção.