SEED obriga professores a fraudarem diários de classe

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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe – SINTESE vem a público denunciar que os professores que dão aula de 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental estão sendo obrigados a fraudarem os diários de classe. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe – SINTESE vem a público denunciar que os professores que dão aula de 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental estão sendo obrigados a fraudarem os diários de classe. Sob pena de corte de salário, perda de licença prêmio, entre outros.

Denúncias chegaram ao SINTESE dando conta de que a Secretaria de Estado da Educação – SEED está pressionando os educadores a assinarem nos diários escolares as aulas de Educação Física das turmas da1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental da rede estadual de ensino.

Essa “obrigação” dos professores do polivalente surgiu a partir de uma portaria, de junho deste ano. A partir daquela data todos os professores de Educação Física da Educação Infantil e das primeiras séries do Ensino Fundamental sejam removidos para “atender as quatro últimas séries do Ensino Fundamental, Ensino Médio bem como modalidade presencial a Educação de Jovens e Adultos”. E as aulas ficaram a cargo de professores “com formação em nível médio, na modalidade normal e superior pedagógico”.

A decisão tomou de surpresa tanto os profissionais de Educação Física quanto de Pedagogia. Os primeiros por terem seus direitos preteridos. Em consulta a assessoria jurídica foi comprovado que não há base legal para a remoção dos professores. A decisão da SEED em remover os educadores foi meramente política.

A SEED com o ato de retirar os profissionais de Educação Física e de obrigar os professores a assinarem os diários de classe com aulas que não são de sua competência profissional demonstra um total desrespeito não só com os educadores, que são aqueles que constroem a educação no chão das salas de aula, mas também com toda a população sergipana, demonstrando a face autoritária do governo João Alves Filho.

O SINTESE alerta aos professores que ao assinarem os diários de classe os pedagogos podem ser acusado de estarem cometendo crime de exercício ilegal da profissão. O sindicato espera que a SEED assuma a responsabilidade dos educadores que já se submeteram a esta forma tacanha de autoritarismo.

A luta do magistério nos últimos anos não foi fácil e em 2006 não foi diferente. A política de desmonte da educação pública implementada e aprofundada no governo João Alves foi uma das mais perversas que, inclusive, tinha em curso o objetivo de enfraquecer a nossa entidade que organiza e faz a resistência do magistério estadual. Os pacotes (Se Liga, Acelera, Alfa e Beto), que consumiram enormes recursos da educação gastos com consultorias para sua implantação, bem como a desestruturação da grade curricular de História e Geografia, o ataque à Educação Física, a avaliação de desempenho implementada apenas na educação são exemplos de como foi difícil a luta no ano corrente.

Dessa forma, o SINTESE que informar aos companheiros e companheiras que atuam nesta área que somos veementemente contra a truculência demonstrada pela atual gestão e, que estaremos prontos agir se caso algum direito conquistado com muito suor, nas ruas, nas vigílias, nas praças, nos jejuns e greves de fome forem atacados por aqueles que usufruem, mas não sabem como foram conquistados.