Sintese fala o que quer para a educação em 2007

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O que queremos e o que não queremos para a educação sergipana? Essa foi a principal pergunta da última manifestação do Sindicato dos trabalhadores da Educação do Estado de Sergipe (Sintese) em 2006 realizada na manhã de hoje, 28. Os professores armaram duas barracas, e com a colaboração da companhia de teatro Mafuá interagiram com o público que passava pelo calçadão essa manhã. Numa pescaria de conscientização as pessoas lançavam as iscas para fisgar o que queriam ou não para a educação de Sergipe em 2007. O que queremos e o que não queremos para a educação sergipana? Essa foi a principal pergunta da última manifestação do Sindicato dos trabalhadores da Educação do Estado de Sergipe (Sintese) em 2006 realizada na manhã de hoje, 28. Os professores armaram duas barracas, e com a colaboração da companhia de teatro Mafuá interagiram com o público que passava pelo calçadão essa manhã.

Numa pescaria de conscientização as pessoas lançavam as iscas para fisgar o que queriam ou não para a educação de Sergipe em 2007. Um jovem estudante foi participar da brincadeira e retirou das pretensões para a educação uma maior ‘autonomia nas escolas’. A deputada estadual reeleita Ana Lúcia ajudou o aluno a entender o que significa essa expressão que é uma das bandeiras levantadas pelo Sintese.

Balanço de 2006

O recém-eleito deputado federal Prof. Iran também estava na manifestação, considerada uma tradição do sindicato. “O evento já virou um marco no calendário de eventos do Sintese. A intenção é trazer uma mensagem das lutas atuais e fazer um balanço das atividades dos anos anteriores”, disse o deputado.

Iran Barbosa comentou que seu mandado começa já com uma grande discussão, a criação por medida provisória do Fundo Nacional da Escola Básica (FUNDEB). “A visão de atendimento á educação deve ser mais amplas e não somente com programas de assistências. O desafio é estabelecer políticas mais duradouras para a educação pública do país”, ressaltou.

O presidente do Sintese, Joel Almeida percebe o ano de 2006 como um ano de conquistas do sindicato, mas de descaso por parte do estado. “Foi um ano de organização e avanços, como, por exemplo, na questão salarial. Mas a política de educação do governo João Alves não deixou de ser clientelista e exclusivista”, declarou.

Denúncia

Dentro da manifestação os professores ainda fizeram uma denúncia. O governo do estado teria comprado R$1 milhão em carne para a merenda escolar, mas as escolas não teriam recebido esse alimento. Esse valor corresponde a 1/5 da verba destinada a merenda escolar para todo o estado.

Segundo o Sintese algumas das escolas pesquisadas e que não receberam são: Escola São José – Malhador; Felisbelo Freire – Itaporanga; Arnindo Guaraná – São Cristóvão; Marinalva Alvges – Socorro. “O mais perigoso é que as escolas não receberam, mas há as guias de recebimento assinadas, porém sem data de recebimento”, disse Roberto Silva, diretor de comunicação do Sintese.

O sindicato comunicou que irá entrar com uma ação no Ministério Público federal e Estadual para esclarecimentos sobre a situação.

fonte: Infonet