SINTESE reprova política educacional do governo João Alves Filho

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Com o mote “A política educacional de João Alves foi reprovada. Isso não queremos no governo Déda” o SINTESE realizou o último ato público do ano no calçadão da João Pessoa. Como em todas as suas manifestações a cultura e a irreverência estiveram presentes. A Cia. de Artes Mafuá também fez sua participação no ato público realizado pelo sindicato.

Centro foi palco para o Ato

Com o mote “A política educacional de João Alves foi reprovada. Isso não queremos no governo Déda” o SINTESE realizou o último ato público do ano no calçadão da João Pessoa. Como em todas as suas manifestações a cultura e a irreverência estiveram presentes. A Cia. de Artes Mafuá também fez sua participação no ato público realizado pelo sindicato. “Nosso objetivo em trazer o Mafuá é dialogar com a sociedade através da cultura. O trabalho realizado pela companhia faz parte de nossa proposta de levar a cultura para as escolas”, esclareceu Roberto Silva, diretor de Imprensa e Divulgação do SINTESE.

Um casal de bruxos convidava quem passava pelo calçadão da João Pessoa a “pescar” as políticas educacionais ruins aplicadas nas escolas e uma cigana ajudava a pescar as alternativas para uma educação pública de qualidade. A representação foi uma forma do sindicato conscientizar as pessoas sobre a ‘Educação que queremos e a que não queremos’.

“Com esse ato mostramos para a sociedade sergipana todos os meios que o governo utilizou para prejudicar a educação pública em nosso estado. E também fazemos um alerta ao próximo governador de que a atual gestão da educação em nosso estado precisa mudar radicalmente”, disse Joel Almeida, presidente do SINTESE. Uma grande caixa também fez parte do ato. Lá o SINTESE colocou todos os “entulhos da Secretaria de Educação”. As pessoas que passaram no calçadão durante o ato também responderam a enquete “O governador Déda deve escolher a educação como prioridade do seu governo?”.

Grupo Mafuá deu um colorido especial
Painéis definiram o modelo de educação

A política educacional proposta pelo SINTESE tem como premissas: gestão democrática; qualidade de ensino; valorização do professor; pagamento dos passivos trabalhistas; garantia dos direitos aos professores; formação continuada; realização de auditoria ns contas das SEED e das escolas; reestruturação do IPES Saúde; suspensão dos pacotes educacionais; escolas com boas condições de funcionamento e merenda escolar de qualidade. “Vimos neste último governo um marketing maciço de que os problemas educacionais em Sergipe estavam resolvidos, mas sabemos que a realidade é bem outra”, sentenciou.


Merenda Escolar

Nas últimas reuniões do Conselho Estadual de Alimentação Escolar – CAE os conselheiros representantes do Magistério, Carlos Sérgio Lobão e Ivonete Alves da Cruz, também diretores do SINTESE, notaram que no segundo semestre foi feita uma compra de aproximadamente R$1 milhão em carne bovina dos tipos bife e músculo. Com esse dado o SINTESE fez uma pesquisa em diversas escolas estaduais tanto na capital quanto no interior e constatou que nenhuma escola recebeu esse item. Esse valor equivale a 1/5 de todo recurso recebido pelo estado de Sergipe para merenda escolar vindo do FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

As escolas São José em Malhador, Felisbelo Freire em Itaporanga, Armindo Guaraná em São Cristóvão e a Marialva Alves em Nossa Senhora do Socorro foram algumas das escolas pesquisas e foi comprovado que no segundo semestre nenhuma destas escolas recebeu o item comprado.

O mais grave é que na última reunião do CAE, acontecida no dia 27, o departamento de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação apresentou as guias de entrega da carne em algumas escolas. Mas os documentos que comprovavam a entrega estavam assinados, mas sem data de recebimento. “Como saber se essa carne foi entregue. Alunos e professores nos disseram que nunca tiveram esse tipo de carne na merenda. Essas guias preenchidas incorretamente também são suspeitas”, questiona Carlos Sérgio.

O Conselho Estadual de Alimentação Escolar vai encaminhar denúncia ao Ministério Público Federal e Estadual para que esses órgãos de fiscalização investiguem o caso. O SINTESE também vai acionar também o Ministério da Educação e o FNDE.

Durante os últimos anos o SINTESE fez várias denúncias com relação a falta de planejamento na gestão da merenda escolar na rede estadual. Superfaturamento de preços, má distribuição e pouca variedade, além de que em muitas escolas não ter local adequado para a preparação da merenda. A conseqüência disso é que quase metade dos alunos (46%) da rede estadual ficou sem merenda até 3 dias, 16% de 15 dias a 1 mês, 27% de 1 mês a 2 meses e 11% acima de 2 meses. Cerca de 1/3 das escolas não têm local adequado para o preparo da merenda. E em 1/4 das escolas pesquisadas foram verificados problemas nos cardápios como pouca variedade e excessiva repetência de alimentos.

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