Centrais avaliam a mobilização

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O presidente da CUT, Artur Henrique, comunicou nesta semana que a assinatura do acordo que define a política de reajuste do salário mínimo não vai acabar com as marcha que as centrais sindicais fazem todos os anos. O presidente da CUT, Artur Henrique, comunicou nesta semana que a assinatura do acordo que define a política de reajuste do salário mínimo não vai acabar com as marcha que as centrais sindicais fazem todos os anos. Segundo ele, nas futuras marchas as centrais vão incluir outros importantes pontos na pauta para os trabalhadores que recebem um salário mínimo. Como exemplo, ele citou a redução da jornada de trabalho, o acesso à educação e a qualificação profissional. “Não é que a marcha acabou. Temos outras bandeiras impor-tantes”, disse. Ele acrescentou que a assinatura do acordo era uma bandeira que a CUT defendia há muito tempo. O presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), José Calixto Ramos, afirmou que esse acordo não é o ideal “mas foi o possível” uma vez que permite um reajuste automático a cada ano, e que o trabalhador não precisa mais “ficar com o pires não mão todos os anos”.

O presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Fernandes dos Santos Neto, também elogiou o acordo e disse que a elite dizia que o aumento do salário mínimo era um aumento para a inflação. “Agora está a prova de que não é”, disse. Segundo ele, o aumento do salário mínimo ajuda o cresci-mento da economia com inclusão social e afirmou que outras reivindicações importantes devem ser debatidas, como uma taxa de juro real mais baixa da economia. O presidente da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), Antonio Carlos dos Reis, enfatizou a importância do acordo e disse que “foi neste governo que os trabalhadores conseguiram um debate sério e maduro”.

Morre uma das fundadoras das “Mães da Praça de Maio”
Nelva Falcone, uma das primeiras inte-grantes do grupo humanitário argentino Mães da Praça de Maio, morreu, aos 76 anos, no domingo, vítima de infecção pulmonar. Seus restos mortais foram incinerados. Com o desaparecimento de sua filha María Claudia, que foi seqüestrada junto com outros sete estudantes em setembro de 1976, Nelva Falcone organizou em sua casa as primeiras reuniões das Mães da Praça de Maio na cidade de La Plata, a 50 quilômetros de Buenos Aires. O caso dos jovens entre 14 e 16 anos seqüestrados por forças militares durante a última ditadura (1976-1983), ex-militantes da União Estudantil Secundária (UES) em La Plata, ficou conhecido como La noche de los lápices. Por desejo de Nelva Falcone, suas cinzas foram espalhadas na Plaza San Martín de La Plata, ou Praça de Maio, local onde protestou por sua filha e demais desaparecidos durante a ditadura.

Cuba destina 22,6% do PIB para educação e saúde
O governo cubano anunciou seu orçamento para 2007 e destina 22,6% do PIB para os setores de educação e saúde pública, conforme ressaltado durante a votação na Assembléia Nacional do Poder Popular, órgão máximo da Ilha. Este orçamento é quatro vezes supe-rior à média dos gastos dos demais países latino-americanos para estes serviços. Somados, os segmentos de educação, saúde, cultura, desportes, segurança e assistência social recebem 69% de todos os gastos do país. A organização não governamental WWF (World Wild Fund) declarou que Cuba é o único país no mundo que com-bina um alto índice de desenvolvimento humano, reconhecido pela ONU, com uma elevada preocupação com as questões ambientais.

Terra para os indígenas
Evo Morales anunciou durante a semana que seu governo já está comple-tando o levantamento das terras e que destinará cerca de 10 milhões de hectares para distribuir entre comuni-dades indígenas, a partir de 2007. O diretor do Instituto Nacional de Reforma Agrária (INRA) esclareceu que a regularização das terras já está em andamento e que a maior parte é ociosa e está nas mãos de grandes lati-fundiários e especuladores.

Sete mulheres no ministério
O presidente eleito do Equador, Rafael Correa, anunciou oficialmente os nomes para o primeiro escalão de seu governo e um fato sem precedentes: dos 17 ministérios existentes, sete serão ocupados por mulheres, inclusive o de Defesa Nacional.

Bispo deixa a Igreja e confirma candidatura
O bispo Fernando Lugo será mesmo candidato à Presi-dência do Paraguai nas eleições de maio de 2008. Conforme o compromisso assumido, ele anunciou oficialmen-te sua decisão no dia do Natal. “Pediram-me que eu me colocasse à frente de um projeto político, e hoje ofici-almente tomo a determinação de colocar-me a serviço do povo paraguaio, por meio da política”. Ele deve ser candidato único por uma coalizão de partidos de oposição. Na quinta-feira, Lugo encaminhou ao Núncio Apostó-lico do Vaticano no Paraguai o pedido de exoneração de sua condição de sacerdote e bispo.

Cinco países latinos crescem mais de 7% em 2006
As economias de Argentina, Cuba, Peru, Uru-guai e Venezuela cresceram este ano acima dos 7%, segundo o informe “Visão e Perspectivas da Economia Internacional e Regional”, da Associação Latino-americana de Integração (Aladi). O estudo foi publicado pelo jornal uruguaio El Observador e indicou que o PIB dos outros países cresceu, em média, entre 4% e 6%.

China é o terceiro maior produtor de veículos
A China tornou-se a terceira fabricante mundial de veículos, atrás dos EUA e do Japão. De acordo com os dados divulgados, a indústria automobilística chinesa superou a Alemanha ao produzir sete milhões de unidades em 2006.

Euro ultrapassa o dólar como moeda em circulação
O euro, que completa cinco anos no próximo dia 1 de Janeiro, está muito perto de destronar o dólar como principal moeda em circulação no mundo. De a-cordo com o “Financial Times”, o valor das notas e moedas de euros em circulação deverá ultrapassar o valor dos dólares, este mês. Nos cálculos do jornal britânico, considerando a cotação atual, o valor das moedas e notas européias em circulação ronda os 610 bilhões de euros (cerca de 800 bilhões de dólares), que já ultra-passa os cerca de 759 bilhões de dólares em moeda estadunidense.

Tiro pela culatra?
Uma contagem dos soldados mortos no Iraque, divulgada nesta semana, mostra que o governo Bush deu “um tiro no próprio pé”. A guerra para “combater o terrorismo” já fez mais vítimas entre os soldados estadunidenses do que entre os atingidos pelos atentados de 11 de setembro. Os acontecimentos de 2001, em Nova Iorque, Washington e Pensilvânia deixaram 2.973 mortos, enquanto a guerra do Iraque já ma-tou 2.982 soldados (dados na última quarta-feira).

Um “incentivo” para matar Fidel Castro
A congressista estadunidense Ileana Ros-Lehtinen, durante entrevista a um jornalista inglês, “conclamou” a que matassem Fidel Castro. Logo depois da divulgação da ma-téria, ela tentou desmentir e disse que o entrevistador havia deturpado suas declarações. Depois, quando a fita foi divulgada, ela admitiu que havia feito a declaração. Na fita, ela diz que “receberia com festas qualquer pes-soa que pudesse assassinar Fidel Castro”. Parte do filme em http://www.rebelion.org/noticia.php?id=43744

Aos companheiros e amigos do Informativo.
Durante o ano que se encerra, não foi possível noticiar
apenas vitórias dos trabalhadores, como gostaríamos.
Mas pudemos testemunhar alguns avanços,
principalmente na Nossa América.

Desejamos a todos um Feliz 2007
e que possamos continuar acompanhando
e participando de novas vitórias!