Para onde foram as 123 toneladas de carnes compradas?

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“Não chegou carne para merenda escolar nesse semestre, nem na capital nem no interior”, essa foi a denúncia feita por Joel Almeida, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese). “Não chegou carne para merenda escolar nesse semestre, nem na capital nem no interior”, essa foi a denúncia feita por Joel Almeida, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese). O sindicato irá hoje, 04, aos Ministérios Públicos federal e estadual para que apurem a compra de 123 toneladas de carne que não chegaram nas escolas.

As carnes, do tipo bife e músculo, custaram cerca de R$ 1 milhão. Segundo Joel, mesmo sem ter recebido a carne, alguns diretores assinaram um documento alegando ter recebido o produto. Se comprovado a irregularidade, eles podem ser punidos e Sergipe poderá ficar sem o recurso do Programa Nacional de Alimentação Escolar.

O Conselho de Alimentação Escolar (CAE) vai pedir aos órgãos que seja investigado o preço dos itens adquiridos, pois existem suspeitas de superfaturamento. “Os preços pagos estão muito acima dos encontrados no mercado. Não estamos querendo culpar ninguém. Só estou afirmando que a carne não chegou. E se chegou, as crianças não comeram”, afirmou Iara Viana de Assis, presidente do CAE.

Em algumas escolas, o Sintese já comprovou que, neste semestre, não chegou carne para os alunos. São elas: São José, em Malhador, Armindo Guaraná, em São Cristóvão, Felisbelo Freire, em Itaporanga e Marialva Alves, em Nossa Senhora da Glória.

fonte: Portal Lig TV