SINTESE denuncia Secretaria de Estado da Educação no MPF

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O SINTESE – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe protocolou na última quinta-feira no Ministério Público Federal uma solicitação para que o MPF investigue indícios de irregularidade na compra de 123 toneladas de carne tipo bife e músculo efetuadas no governo anterior. O SINTESE – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe protocolou na última quinta-feira no Ministério Público Federal uma solicitação para que o MPF investigue indícios de irregularidade na compra de 123 toneladas de carne tipo bife e músculo efetuadas no governo anterior.

A suspeita partiu do Conselho Estadual de Alimentação Escolar ao constatar que as escolas não receberam a carne. Outro fato que causou estranheza ao conselho e também ao SINTESE foi que nas últimas reuniões do Conselho Estadual de Alimentação Escolar – CAE, a SEED apresentou documentos atestando o recebimento do produto.

Um dos casos que chamaram atenção do CAE e também do SINTESE é o do CAIC do bairro Industrial. A merendeira que trabalha na escola é a representante dos pais no CAE e ficou surpresa ao constatar que havia nos documentos apresentados, uma guia atestando o recebimento de carne na escola onde ela trabalha.

Outro caso grave é do Colégio Estadual Gonçalo Rollemberg Leite, localizado no Jardins. O CAE tem várias guias assinadas pelo diretor Antônio Martins atestando de que recebeu o produto, mas o detalhe interessante é que a escola não dispõe de cozinha para preparar alimentos. Segundo a coordenadora pedagógica Arlene Teixeira o diretor deve explicar o ocorrido, pois a carne nunca chegou na escola. “Não é de conhecimento da coordenação da escola o recebimento de carne, até porque nossa cozinha não é adequada para o preparo de alimentos”, frisou. Ela disse ainda que a alimentação que os alunos recebem já vem pronta.

Além dos Ministérios Públicos Federal e Estadual o SINTESE também levará a denúncia ao Ministério da Educação, Tribunal de Contas da União, Controladoria Geral da União, além da Polícia Federal solicitando desses órgãos uma auditoria.

A preocupação do sindicato é válida, pois comprovada as irregularidades Sergipe ficará de fora do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. “Esperamos uma apuração rápida pois o PNAE é muito rígido com relação a isso e os alunos da rede pública estadual podem ficar sem merenda por um bom tempo”, concluiu Joel Almeida, presidente do SINTESE.

A denúncia feita pelo SINTESE foi destaque nas emissoras de tv em nosso estado, confira no link abaixo uma das matérias.


fonte: TV Sergipe