Escolas serão monitoradas

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Dentro do plano geral de segurança para as escolas da rede estadual que o comando da pm deve apresentar está a instalação de vigilância eletrônica com monitoramento por câmeras 24 horas. Cristian Góes

A situação da segurança das escolas e unidades da rede estadual de ensino não é nada boa. Só no começo deste ano foram registrados, oficialmente, três casos de frutos. O atual sistema de vigilância é completamente obsoleto e até a próxima sexta-feira o major PM José Moura Neto, comandante da Companhia de Segurança Escola, deve apresentar ao secretário de Estado da Educação um completo plano de segurança para implantado em toda rede estadual de ensino, composta de 400 escolas.

Enquanto o plano não é apresentado, aprovado e posto em prática, as unidades escolares ficam sob a quase inexistente vigilância de pessoas despreparadas e que no segundo semestre do ano passado, em função das eleições, incharam a folha do Governo do Estado como vigilantes terceirizados. Esses “vigilantes” nunca fizeram qualquer curso de segurança, muitos possuem problemas de saúde e sequer foi pedido a eles um atestado de antecedentes criminais. O resultado é que se descobriu “vigilantes” com várias pendências judiciais. A sorte é que esses “vigilantes” trabalham desarmados.

Os problemas mais graves na segurança dos prédios ocorrem justamente nos finais de semana onde muitos “vigilantes” não aparecem ou abandonam as escolas. Foi o que aconteceu na Escola Estadual 24 de Outubro, no bairro 18 de Forte. O prédio já não vinha recebendo a devida atenção e num final de semana, assaltantes invadiram a escola e levaram e equipamentos como computadores, televisor, microfones e caixas de som, além da fiação elétrica. Documentos e pastas com os históricos escolares também foram destruídos. O vigilante não tinha ido trabalhar.

Na Escola Estadual 8 de Julho, no Ponto Novo, e no Colégio Estadual Governador João Alves Filho, no Salgado Filho, foram registrados mais furtos. “Não houve sinal de arrombamento. Estamos apurando para saber se houve conivência”, informou o comandante da Companhia Escolar. No Colégio João Alves Filho sumiu um aparelho de data-show. “Nos últimos anos houve um investimento significativo para dotar as escolas de muitos equipamentos, principalmente de computadores, mas ao mesmo tempo não se investiu na segurança dessas mesmas escolas”, completa o comandante.

A Secretaria de Estado da Educação tem um convênio com a Polícia Militar. A Seed oferece veículos e a PM entra com a Companhia de Segurança Escolar que tem 134 militares. Os militares não fazem a segurança interna das escolas – em função das armas. Na Companhia existem policiais que fazem policiamento fixo (a pé); motorizado e um em serviço velado (investigação). Uma ronda da Companhia nas escolas da grande Aracaju fiscaliza a freqüência dos “vigilantes”.

Dentro do plano geral de segurança para as escolas da rede estadual que o major PM Neto deve apresentar ao secretário da Educação existem duas ações que o Jornal do Dia antecipa. Uma é a instalação de vigilância eletrônica com monitoramento 24 horas, incluindo-se aí a instalação de câmeras, botões em urgência e sensores de presença. “Nós instalaríamos uma central de monitoramento na sede da Companhia de onde podemos acompanhar o que acontece em todas as 400 escolas, de Aracaju a Canindé”, defende o major.

Outra proposta que será apresentada na Seed é da contratação do serviço especializado de vigilância por empresa terceirizada para os feriados e finais de semana, onde ocorrem mais furtos. “É muito importante também que a Secretaria de Educação chame os vigilantes que passaram no último concurso e faça a substituição urgente dos atuais. Agora, é fundamental chamar os que já possuem algum tipo de curso e experiência com vigilância para que o processo de substituição seja mais rápido”, disse o comandante.

fonte: Central de Notícias

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