Enem 2006 mostra desvalorização da escola pública em SE

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Nos últimos governos a política educacional voltada para o Ensino Médio foi centrada na criação de cursos pré-vestibulares e na institucionalização dos centros de excelência. Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem 2006 divulgados pelo Ministério da Educação na última semana mostram como o Ensino Médio na rede pública em Sergipe está passando por graves problemas. A média geral dos estudantes das escolas públicas na prova objetiva ficou em 32,17 e na redação em 48,05. Na rede privada as médias foram 49,11 e 60,42 respectivamente. Para o SINTESE o desempenho dos alunos da rede pública no Enem é o reflexo da falta de uma política educacional de valorização do ensino médio. “Nos últimos anos o governo estadual abandonou o ensino médio, faltaram investimentos sólidos e uma política de valorização tanto dos alunos quanto dos professores”, apontou Roberto Silva, diretor de Imprensa e Divulgação do SINTESE.

Nos últimos governos a política educacional voltada para o Ensino Médio foi centrada na criação de cursos pré-vestibulares e na institucionalização dos centros de excelência. Essa “política” deixou os alunos das últimas séries da educação básica sem apoio pedagógico da Secretaria de Estado da Educação, sem material didático, entre outros. Além disso, desvalorizou os professores, pois não há uma política de formação continuada, nem o estado nem as prefeituras oferecem cursos de “capacitação” aos educadores visando melhorias no ensino e os baixos salários da rede estadual obrigaram muitos educadores a buscarem alternativas para compor a renda, o que reflete na qualidade de ensino.

Centro de Excelência
O Enem 2006 mostrou mais uma vez que criação dos centros não trouxe nenhum benefício para a rede estadual sergipana. Repetindo o desempenho de 2005 os alunos dos centros de excelência, Colégio Atheneu Sergipense e Escola Estadual Marco Maciel tiveram média geral menor que outras escolas. No Atheneu a média foi 41.03 e no Marco Maciel 37.12. Escolas como Tobias Barreto e Sen. Walter Franco em Estância tiveram médias de 41.44 e 41.42 respectivamente.

O mais grave é que nenhum aluno da Escola Estadual Manuel Messias Feitosa fez a prova do Enem em 2006. A escola localizada em Nossa Senhora da Glória foi “alçada” a categoria de Centro de Excelência em 2005. No mesmo ano os alunos fizeram a prova e também obtiveram médias inferiores a de escolas do mesmo porte localizadas em outros municípios sergipanos.

Os resultados do Enem de 2005 e 2006 mostram o fracasso do projeto. Desde a sua implantação que o SINTESE apontou que os centros de excelência era uma das formas do governo anterior mascarar as dificuldades da Educação Básica e também de criar novos problemas. “Os centros de excelência na verdade são centros de exclusão, pois diferencia alunos dentro da mesma escola e fecha oportunidades”, comentou Joel Almeida.

Quadro de Médias

Aracaju
Colégio Atheneu Sergipense
Média Prova Objetiva – 31.88
Redação e Prova Objetiva – 41.03
Escola Estadual Marco Maciel
Média Prova Objetiva – 32.12
Redação e Prova Objetiva – 37.18
Colégio Estadual Tobias Barreto
Média Prova Objetiva – 33.06
Redação e Prova Objetiva – 41.44
 
Estância
Colégio Estadual Sen. Walter Franco
Média Prova Objetiva – 32.62
Redação e Prova Objetiva – 41.42
 
Nossa Senhora da Glória
Escola Estadual Manuel Messias Feitosa
Nenhum aluno fez o Enem


 

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