O trabalho “flexível” é bom para o patrão

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Todos já sabíamos disto, mas agora temos novas e mais confiáveis informações sobre o processo de explo-ração através do discurso de “modernidade”, “competência”, “participação”, etc. Todos já sabíamos disto, mas agora temos novas e mais confiáveis informações sobre o processo de explo-ração através do discurso de “modernidade”, “competência”, “participação”, etc. O contraste entre o discurso dos patrões e da grande imprensa, exaltando as belezas da flexibilização do trabalho, e a vida diária dos traba-lhadores em duas montadoras de automóveis que adotam o “toyotismo” foram objeto de estudo da psicóloga Márcia Hespanhol Bernardo em sua tese de doutorado no Instituto de Psicologia/USP, em setembro de 2006. A pesquisa demonstrou, sem dúvidas, que o modelo de organização adotado nas empresas têm como principais conseqüências o aumento do sofrimento mental e do adoecimento dos trabalhadores. Para ler a íntegra da pes-quisa: www.teses.usp.br, buscar pelo nome Márcia Hespanhol Bernardo.

Indústrias são as que mais desperdiçam energia
O setor industrial é o que mais consome e tam-bém o que mais desperdiça energia. A constatação é feita por meio dos dados divulgados recentemente pela Eletrobrás. A empresa de energia afirma que de 9,2 milhões de MW/h gastos por este setor, 31% poderiam ser economizados. Isto é, quase um terço do total consumido. O setor residencial, segundo a Eletrobrás também poderia economizar 20% do total de 7,5 milhões de MW/h consumidos. Mas para o professor Luiz Pinguelli, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-presidente da Eletrobrás, as residências acabam subsidian-do as indústrias. Segundo ele as empresas pagam aproximadamente R$ 50 reais o megawatt-hora, enquanto os consumidores residenciais chegam a pagar até R$400 reais pela mesma quantidade de energia elétrica.

Centrais divergem sobre uso do FGTS
A Força Sindical e A CGT querem aplicar dinheiro do trabalha-dor na bolsa de valores. A CUT reprova a idéia e pede financiamento exclusivo para infra-estrutura. A proposta do governo para que recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) sejam investidos em obras de infra-estrutura (construção de estradas e usinas geradoras de energia, por exemplo) dividiu as centrais sin-dicais. O governo federal deseja liberar a utilização de 10% das contas individuais para investimentos em infra-estrutura, superado o prazo de dois anos. A Força Sindical e a Central Geral dos Trabalhadores (CGT) querem que o governo também libere os trabalhadores para especular na bolsa de valores com outra parte (10%) dos recursos do FGTS. A CUT reprova a idéia e quer aproveitar a negociação com o governo para defender outra idéia: a obrigação de que os empreendimentos que venham a ser financiados pelo FGTS contratem apenas em-pregados com carteira assinada, respeitando direitos trabalhistas.

Dois anos depois
No dia 12 de fevereiro de 2005, a irmã Dorothy Stang, missionária americana natu-ralizada brasileira, foi assassinada com seis tiros no município da Anapu, no Pará. Dois anos depois, os man-dantes do assassinato continuam soltos. Amanhã, segunda-feira, uma celebração ecumênica está programada para as oito horas da manhã, na Praça Felipe Patroni, em frente ao Tribunal de Justiça do Pará, em Belém. Du-rante o ato, os participantes receberão doações voluntárias de brinquedos, roupas e materiais didáticos, que serão destinados ao acampamento Carlos Prestes, do MST, em Irituia, no estado do Pará. Também amanhã, às 17 horas, a governadora Ana Júlia Carepa receberá uma comissão dos movimentos sociais, que apresentará documento sobre a situação no campo após a morte de Dorothy. O bispo do Xingu, D. Erwin Krautler, que sofre ameaças de morte, participará da audiência. Outras informações: http://www.comitedorothy.cjb.net/

Agricultora se mata no RS
No dia 2 de fevereiro, sob ordem do juiz Marcelo Silva de Carvalho, a agri-cultora Eva da Silva teve toda sua produção de fumo tomada, para o pagamento de uma suposta dívida que teria com a empresa fumageira Aliance One. Desesperada, ela anunciou que iria se matar. Às 9h30 da manhã, ela morreu enforcada no fundo do galpão de sua propriedade no município gaúcho de Vale do Sol, na região do Vale do Rio Pardo. O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) está acompanhando o caso e deve encami-nhar denúncias contra a ação da empresa e do judiciário. O coordenador regional do MPA, Vilson Rabuske, rela-ta que a dívida não estava vencida. Ela vendia fumo para a empresa há mais de 25 anos. “A dívida não estava vencida, ela não estava negando a conta. Ela inclusive vendeu fumo no ano passado, em dezembro, e a empre-sa pagou 100% para ela, porque ela estava em dia. E no fazer o arresto, ela se desesperou, uma situação constrangedora, o oficial de justiça, mais seis brigadianos (policiais), dez pessoas para carregar o fumo. Arrom-baram o galpão, ela tentou argumentar que não estava devendo, não adiantou, o oficial disse que estava cum-prindo ordens. Ela disse que ia se matar, não deram bola, e ela foi para o fundo do galpão e se enforcou”.

Presidente da Feraesp é preso em Araraquara
O presidente da Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp), Élio Neves, foi preso nesta sexta-feira (9) sob acusações de formação de quadrilha, em Araraquara, interior de São Paulo. Além dele, nove integrantes da entidade estão presos desde a semana passada. A defesa alega que a prisão tem motivação política por causa da luta histórica da entidade contra a superexploração de trabalhadores rurais no corte de cana-de-açúcar. A federação faz uma campanha para denunciar em âmbito nacional e internacional as mortes de lavradores nos canaviais. De 2004 a 2005, a Pastoral do Migrante registrou a morte de 13 trabalhadores rurais em função do desgaste excessivo da força de trabalho na corte da cana. “O estado de condição dos trabalhadores leva a uma situação desumana, onde há um grande risco de continuar morrendo gente", alertou Neves.

Campanha pela demarcação das terras indígenas no Espírito Santo
Os movimentos que integram a Via Campesina estão também na luta para recolher assinaturas em um abaixo-assinado pela demarcação das terras indígenas Tupinikim e Guarani que estão sob posse da empresa Aracruz Celulose no Espírito Santo. A meta do MST é recolher 100 mil assinaturas de toda parte do Brasil para pressionar o Ministério da Justiça a fazer a medição e a devolução imediata das terras aos povos indígenas. Ao todo, 11 mil hectares ainda estão nas mãos da transnacional da celulose, que não tem medido esforços para criminalizar os indígenas e os movi-mentos sociais. Para obter o formulário envie um e-mail para semterra@mst.org.br

Regularização das terras de comunidades quilombolas
Fortalecer ações para regularizar terras de comunidades remanescentes de quilombos está entre os projetos prioritários da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) para os próximos quatro anos. E foi um dos temas da reunião do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que discutiu ontem, dia 8, as principais políticas de gover-no para o período de 2007 a 2010. De acordo com a ministra Matilde Ribeiro, a intensificação de políticas públi-cas para as comunidades quilombolas é fundamental . “Temos que aumentar as ações. Há cerca de 400 proje-tos de regularização em curso. Na gestão passada, alguns tiveram finalização, mas a maior parte deles vai en-trar nessa próxima gestão”, disse. Outros projetos defendidos pela ministra estão na área de educação e segu-rança pública – setores que considera estratégicos para a inclusão social.

Estudantes retomam antigo terreno da UNE
Depois de um longo período de batalhas judiciais estu-dantes conseguiram recuperar o terreno pertencente à União Nacional dos Estudantes (UNE). O local abrigava o antigo prédio da entidade que foi incendiado e demolido pela Ditadura Militar em 1964. Desde a última quinta, 1° de fevereiro, a UNE está de volta ao seu antigo endereço. Estudantes de diversas partes do país que esta-vam reunidos no Rio de Janeiro por conta da 5ª Bienal de Arte e Cultura fizeram uma manifestação histórica pelas ruas da cidade e ocuparam o terreno que tinha se transformado em estacionamento irregular. Derruba-ram os portões “no braço” e entraram no terreno onde cravaram as bandeiras e cantaram o Hino Nacional e o Hino da Une.

EUA querem acordo mas manterão protecionismo
O subsecretário de Estado americano para As-suntos Políticos, Nicholas Burns, esteve no Brasil. Veio confirmar o interesse estadunidense pelos biocombustíveis brasileiros, em especial o etanol. Porém, disse que não tinha autorização para tratar de qualquer assunto referente ao protecionismo dos EUA. Em 2006, o Brasil exportou para todo o mundo 3,4 bilhões de litros de etanol – os EUA foram o destino de 1,7 bilhão. Porém, cada galão do combustível produzido pelo Brasil é tributado em US$ 0,54 para entrar em território estadunidense. Quando perguntaram sobre isto, Burns saiu pela tangente, dizendo que quem poderia tratar a respeito dessa questão é o Congresso de seu país.

Bloqueio econômico contra Cuba completa 45 anos
O bloqueio econômico do governo dos EUA contra Cuba completou 45 anos de vida neste sábado. Neste período, já causou um prejuízo superior a US$ 82 bilhões para a Ilha, segundo estimativa feita pelo Relatório Anual (2005). Em cada reunião anual, a Assembléia Geral das Nações Unidas rejeita o bloqueio, mas o governo estadunidense não toma conhecimento. Em 1999, na Conferência Naval de Londres, ficou definido como princípio do Direito Internacional que o bloqueio é um ato de guerra e o seu emprego só é admissível entre países beligerantes. O bloqueio total do comércio entre EUA e Cuba foi decretado formalmente mediante uma ordem executiva de Kennedy, no dia 3 de fevereiro de 1962. No entanto, as medidas punitivas contra a ilha começaram poucas semanas depois o triunfo da Revolução Cubana, em 1° de janeiro de 1959. No dia 12 de fevereiro daquele ano, o governo dos EUA negou a concessão de um pequeno crédito solicitado por Cuba para manter a estabilidade da moeda nacional. Posteriormente, foram sen-do aplicadas outras medidas como a restrição do fornecimento de combustível pelas empresas estadunidenses.

Perigo transgênico
O jornal uruguaio Brecha traz, nesta semana, uma interessante matéria com de-núncia sobre a expansão do cultivo de soja transgênica no Mercosul. O artigo retoma a história do plantio desde 1990, quando o presidente argentino Carlos Ménem autorizou a entrada da semente Roundup Ready (RR), da Monsanto. A matéria afirma que a Argentina produz atualmente mais de 40 milhões de toneladas de soja transgênica exportada como forragens, azeites e farinhas. A área de plantio na Argentina passou de 5 milhões de hectares (1990) a 16 milhões, em apenas dez anos. Os cultivos em outros países do Mercosul são em menor escala, porém com a mesma rapidez de expansão e capacidade de destruição. No Brasil, onde a área cultivada de soja RR alcança 8 milhões de hectares, o modelo de grãos transgênicos é “o principal vetor da devastação da Amazônia”, assim como “de conflitos pela terra e de assassinatos de trabalhadores rurais”. Os sojicultores dos estados do sul do Brasil não se contentaram com suas próprias fronteiras. Conseguiram se expandir até o Paraguai, arrasando com camponeses, montes e campos pecuários. O semanário Brecha se baseia na análise do sociólogo paraguaio Tomás Palau para descrever a tripla perda de soberania que sofreu o seu país: “Depen-de das exportações de um só produto (soja) cujas sementes são providas por uma só empresa (Monsanto); perde soberania territorial, uma vez que grandes extensões de terra são adquiridas por estrangeiros, em parti-cular brasileiros, os chamados ‘brasiguaios’; e também uma perda de soberania alimentar, porque o monoculti-vo substitui a diversidade de cultivos de subsistência das famílias camponesas”.

Venezuela: o Estado compra 82,14% da empresa elétrica de Caracas
No Brasil, a imprensa está deturpando a notícia e lançando acusações contra Hugo Chávez. O fato real é que, em comunicado oficial divul-gado pela imprensa venezuelana, o governo comprou 82,14% das ações do Consórcio AES (estadunidense) que controla a empresa de energia elétrica da capital do país. A partir de agora, a empresa passará a ser controlada pela estatal Pdvsa (petroleira). Para entender melhor: é como se a Petrobrás comprasse a maior parte das a-ções da Light ou da Eletropaulo… Isto é, Chávez está cumprindo com o que prometeu durante a campanha eleitoral: colocar a grande estatal de petróleo a serviço da população e investir em direitos sociais.

Colômbia: nova onda de ameaças
Vinte organizações não governamentais (ONG) colombianas que trabalham em defesa dos direitos humanos, denunciaram na quarta-feira que as ameaças contra seus integran-tes aumentaram depois da troca de acusações entre o presidente nacional Álvaro Uribe e opositores de esquer-da. Entre os denunciantes destacam-se a Comissão Colombiana de Juristas, a Assembléia Permanente da Soci-edade Civil pela Paz e a Consultoria para os Direitos Humanos e o Deslocamento. Também aderiu à denúncia a Organização Nacional Indígena da Colômbia (ONIC). O Movimento Nacional de Vítimas de Crimes de Estado, organizações sociais, de direitos humanos, sindicais, políticas, universitárias e mídias alternativas, receberam “uma nova ameaça assinada por supostas frentes paramilitares, que se denominam Nova geração Águias Ne-gras”, explicam as ONGs numa declaração mencionada pela agência EFE.

Indústria eletrônica contamina rios e águas subterrâneas na Ásia e no México
O Greenpeace lançou no dia 8 um estudo que mostra como a fabricação de componentes para a indústria eletrônica está con-taminando os rios e as águas subterrâneas em áreas industriais na China, no México, nas Filipinas e na Tailân-dia. O relatório “Contaminação de ponta: um estudo da contaminação ambiental pela fabricação de produtos eletrônicos” revela que está ocorrendo a liberação de substâncias químicas perigosas na fabricação de compo-nentes eletrônicos como microprocessadores, placas de circuito integrado e componentes para circuitos eletrô-nicos. Esses componentes serão depois utilizados em aparelhos de marcas como a IBM, HP, Sony e Sanyo, entre outras. Na maioria dos locais investigados, as amostras comprovam a contaminação da água por éteres difenil-polibrominados, um grupo de substâncias químicas brominadas altamente tóxicas usadas como retar-dante de chamas, e ftalatos, substâncias químicas usadas numa grande variedade de processos e como plastifi-cantes e metais pesados. A versão on line do relatório está no site do Greenpeace. As amostras analisada no relatório foram retiradas de: IBM, HP, Intel, Sony e Sanyo, Fortune, Compeq, Elec&Eltek, CKL Electronics, KCE, PCTT, On Semicon (também conhecida como On Semiconductor), Kemet, Flextronics, Jabil, Solectron, e San-mina; entre os parques industriais onde essas fábricas estão situadas encontram-se: Bangpa-in, Navanakorn, Hi-Tech, Rojana, Gateway Business Park, Zona de Processamento para Exportação Cavite. A matéria completa está na página do Instituto do Observatório Social (08.02.2007)

Os direitos dos trabalhadores nos EUA
Está na pauta de votações do Congresso estadunidense um Projeto de Lei de grande interesse para os trabalhadores. Trata-se do “Employee Free Choice Act” (Ato de Livre Escolha do Empregado), ou seja, uma Lei que vai garantir a liberdade de escolher a associação ou o sindicato onde desejam se associar ou, ainda, a possibilidade de criar novos sindicatos. Se aprovado, tornará mais justo o processo de escolha de um sindicato, pois estabelece penalidades por violação dos direitos dos empregados quando tentam criar um sindicato e permite que eles autorizem por escrito a representação sindical. As estatís-ticas do governo americano mostram que as mulheres e homens trabalhadores sindicalizados ganham 30% a mais que os que não têm sindicato, e são mais beneficiados por seguro de saúde e planos de aposentadoria. Cerca de 60 milhões de trabalhadores estadunidenses dizem que se filiariam a um sindicato, se pudessem, segundo pesquisa realizada por Peter D. Hart Research Associates em dezembro de 2006. Mas quando tentam criar um sindicato os empregadores respondem com intimidação, assédio e retaliação; 55% dos empregadores do setor privado ameaçam fechar total ou parcialmente o negócio se o sindicato vencer a eleição e 25% despe-dem pelo menos um trabalhador durante as campanhas de organização.

Wal-Mart enfrenta processo por discriminação sexual, nos EUA
Mais uma vez, a maior cadeia de lojas do mundo – Wal-Mart – é lembrada por sua política discriminatória. Além de manter uma cláusula no con-trato de trabalho de seus funcionários que proibe que estes participem de sindicatos, a gigantesca empresa costuma cometer outros crimes contra o trabalhador. Agora está sendo processada, por sete trabalhadoras que denunciaram a discriminação sexual, impedindo que mulheres possam ter promoções ou aumentos salariais. O processo diz que a Wal-Mart privou as mulheres de oportunidades de ascensão nos postos de trabalho e que, em alguns casos, foram vítimas de acédio sexual.

A Wal-Mart responde por diversos processos por homofobia (descriminação com gays, lésbicas e transexu-ais) e até mesmo trabalho infantil. Só em 2002, a empresa respondeu por seis mil ações na justiça por suas práticas sociais. No ano seguinte, foi condenada por forçar seus funcionários a trabalharem horas extras sem pagamento e apoiou financeiramente a campanha do senador republicano, Rick Santorum, conhecido por suas declarações homofóbicas.

Nos EUA, julgamento de um militar
Um tribunal militar dos EUA iniciou o julgamento de Ehren Wata-da, o primeiro oficial estadunidense que se negou a cumprir uma ordem de embarcar para a guerra do Iraque. E as primeiras notícias que chegam de lá já mostram que o julgamento não será imparcial: o juiz militar John Head determinou que não poderão ser utilizados “argumentos políticos” pelo réu e que ele não poderá alegar que “a guerra é ilegítima e imoral”. Watada, 28 anos, pode ser condenado a pena que vai de quatro a seis anos de prisão por recusar-se a embarcar com a “Brigada Stryker”, para o Iraque. No único momento em que foi autorizado a falar, Watada disse que “a guerra do Iraque é moralmente incorreta” e que é “uma horrível ruptu-ra das leis estadunidenses”.

Anistia Internacional intercede por Ehren Watada
A AI está preparando um documento e um pro-cesso internacional para o caso de Eheren Watada ser condenado nos EUA. A organização já preparou uma defesa em que considera watada “preso de consciência”, solicitando sua imediata libertação. A Anistia Interna-cional tem agido assim em outros processos: Camilo Mejía foi condenado a um ano de prisão por se negar a ir para a guerra, Abdullah Webster negou-se a ir para a guerra por razões religiosas e Kevin Benderman foi con-denado a 15 meses de prisão por se recusar a voltar para o Iraque. Todos estão em liberdade, defendidos pela Anistia Internacional como “presos de consciência”.

Pentágono admite 11 baixas em um só dia
A guerra do Iraque está se transformando em um novo golpe nas pretensões estadunidenses. Como aconteceu no Vietnam, o exército do “Tio Sam” parece estar en-volvido em um conflito difícil de sair vitorioso, apesar das armas altamente tecnológicas e mais modernas pos-síveis. Mas a resistência da guerrilha iraquiana está minando as forças e causando muitas baixas entre os esta-dunidenses. A semana que se encerra parece ter sido um “pesadelo” para Bush: além de perder dois helicópte-ros, que a imprensa correu para dizer que foi “acidente”, o Pentágono foi obrigado a reconhecer que 11 solda-dos foram mortos em um só dia pela resistência (08/02 – quinta-feira).