CUT realiza o 2º Carnaval da Resistência, no Centro

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Em seu segundo ano, ato foi a forma encontrada por representantes de cerca de 60 sindicatos para cobrar das autoridades posicionamentos mais firmes no que diz respeito aos direitos dos trabalhadores. Texto: Edjane Oliveira – Fantasiados com máscaras, colares havaianos, narizes de palhaço e empunhado faixas, os foliões do bloco Zoião fizeram entrar no clima de Carnaval quem esteve ontem, pela manhã, no centro comercial de Aracaju. Pelo segundo ano consecutivo, a realização do 2º Carnaval da Resistência foi a forma encontrada por representantes de cerca de 60 sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) para denunciar e cobrar das autoridades posicionamentos mais firmes no que diz respeito aos direitos dos trabalhadores.

Nem mesmo em meio à folia animada por parte da banda de frevo do Zé Pereira, de Neópolis, os professores estaduais, através do Sintese, esqueceram de cobrar apuração imediata da questão relativa às toneladas de carne que não chegaram às escolas estaduais para a merenda dos alunos. As máscaras utilizadas pelos foliões cobravam não só essa apuração como uma auditoria nas contas do governo do Estado.

Já os representantes do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto de Sergipe (Sindisan) abordaram durante o evento a questão da transposição do São Francisco, enquanto os 15 sindicatos municipais presentes ao Carnaval da Resistência trataram do estudo que estão elaborando sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o que nele vai desfavorecer o trabalhador.

Carnaval de denúncia
O 2º Carnaval da Resistência concentrou os trabalhadores na praça Fausto Cardoso, de onde saíram pelos calçadões do Centro até o ponto de dispersão, em frente à Gerência do INSS. De acordo com a secretária de Formação da CUT, Ângela Maria de Melo, o local foi escolhido para que alguns sindicatos denunciassem os casos de doenças profissionais que vêm acontecendo e as dificuldades do trabalhador em obter licença, tendo em vista a dificuldade que existe em se definir o que seja doença profissional.

Segundo a sindicalista, a festa que animou não só os trabalhadores que “brincaram” no bloco quanto quem trabalhava no comércio é uma forma deles se divertirem e ao mesmo tempo aproveitarem a sexta-feira que antecede o Carnaval para marcar como dia de resistência e luta de classe dos trabalhadores em Sergipe.

Segundo Ângela, o nome escolhido para o bloco, Zoião, é para mostrar aos governantes e administradores públicos que os trabalhadores estão de olhos abertos. “É um nome irreverente, mas que serve para mostrar que estamos de olhos bem abertos e mesmo nesse tempo de Carnaval estamos atentos às questões que digam respeito ao trabalhador”, completou.

fonte: Jornal do Cidade

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