O Bradesco nosso de cada dia

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O bancário, de um modo geral é, dentre os trabalhadores brasileiros, os que proporcionalmente, ganham miséria. Laerte Braga – O Banco Brasileiro de Descontos (BRADESCO), apresentou um lucro de 6,3 bilhões de reais no exercício de 2006, contra 5,51 bilhões no exercício do ano de 2005. Um crescimento da ordem de quase 20% de um ano para outro.

Isso significa que o banco lucrou 719 178,08 reais por hora, levando em conta o dia de 24 horas. Ou seja, para além do chamado expediente. Imagino a quantidade de pastas e decoradores que devem ornar os “negócios” e “transações” do banco ao longo de cada exercício e quantos diretores não existirão ali, aparecidos e exibidos no sucesso fantástico do mundo do dinheiro.

O bancário, de um modo geral é, dentre os trabalhadores brasileiros, os que proporcionalmente, ganham miséria. Isso até pelas responsabilidades que tem. Um banco cobra um centavo que falte num caixa, mesmo que seja, digamos, erro de máquina. Quando entram na sua conta e tiram o seu dinheiro, o banco diz que a culpa não é dele.

“A juíza Sandra Nara Bernardo Silva da 10ª Vara do Trabalho de Brasília condenou o Banco do Brasil S/A a indenizar em mais de R$ 1 milhão uma funcionária aposentada por invalidez em função de um AVCI (acidente vascular cerebral isquêmico).

De acordo com informações do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas, a doença ocorreu 14 dias após a funcionária, de 33 anos, ter dado à luz. A perícia médica acusou como causa básica do infarto cerebral o puerpério e, como secundária, o estresse a que ela foi submetida no banco.

Gerente de divisão, a funcionária deveria entregar avaliações de desempenho de 10 funcionários de sua equipe. Como o parto foi involuntariamente antecipado, restou uma avaliação pendente. Ao retornar do hospital, a funcionária passou a receber telefonemas de sua chefia, cobrando a entrega da última avaliação, considerada de árdua solução.

Segundo as testemunhas, a pressão a que foi submetida a gerente para a conclusão do trabalho, feita poucos dias após o parto, a levava a crises de choro constantes, até ser encontrada inerte na cama, sem poder se locomover. Por isso, a juíza considerou comprovada a responsabilidade do Banco do Brasil no acidente de trabalho.

Ao analisar os fatos e depoimentos, a juíza concluiu que o banco, por meio de seus prepostos, não respeitou o princípio fundamental da dignidade da pessoa humana. “A autora não resistiu ao bombardeio e sofreu um acidente violento, físico, mental e irreversível em virtude do comportamento patronal que deu causa ao estresse durante o puerpério.” – (Última Instância, 12FEV2007)

E depois dizem que Beira-mar é esperto. Pé de chinelo perto desses caras. Criminoso de quinta categoria diante de qualquer banqueiro.

O que o banco chama de crescimento da taxa de serviços, inclui, evidente, a extorsão sobre clientes nas tais tarifas cobradas até para que a pessoa possa respirar dentro de uma agência. O faturamento com essas tarifas foi da ordem de 8,5 bilhões de reais, contra 7,3 bilhões em 2005.

A expectativa dos diretores, lógico, os decoradores devem estar em polvorosa, podem perder os ganhos no Natal, época de encher de luzes e trocar presentes, é que com a tendência de queda nos juros. As carteiras de empréstimos devem aumentar e as tarifas cobradas por serviços prestados a clientes, essas então, vão à estratosfera.

Já, com a queda de juros, as ajudas aos homens das pastinhas, diretores e “educados e respeitosos”, essas devem diminuir.

O Banco Itaú deve divulgar nos próximos dias seus resultados e em seguida os outros. Todos os menores, mais ou menos numa ordem que mostra quem são os donos, quem detém o poder e quem de fato controla o Estado brasileiro.

Os especialistas em robótica, informática, o diaBO a quatro, estão tentando resolver o problema de eventuais orgasmos de William Bonner e Fátima Bernardes no JORNAL NACIONAL, ao anunciarem os lucros do BRADESCO. Há o receio que os controles e chips não sejam suficientes para o mínimo de comedimento, evitando situações desagradáveis. Quanto aos comentários que Miriam Leitão deve fazer sobre o assunto, não há como evitar. É casada com diretor e chip vencido, sem condições de ser renovado.

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