SINTESE cobra auditoria nas contas da Educação

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A cobrança do sindicato veio a partir da conclusão do relatório da sindicância sobre a merenda escolar. O SINTESE cobrou do secretário estadual de Educação, José Fernandes Lima, a realização de uma auditoria nas contas da Educação, incluindo também as escolas. A cobrança do sindicato veio a partir da conclusão do relatório da sindicância sobre a merenda escolar. Apesar de na reunião da sexta-feira, dia 02, não ter sido entregue ao sindicato cópia do resultado o secretário adiantou que a indicação do relatório é para que seja aberto um inquérito administrativo.

Para o sindicato já existem dados suficientes para que seja realizada uma auditoria nas contas da SEED. “Denúncias de superfaturamento, desvio de 123 toneladas de carne, parecer do CAE reprovando as contas e o resultado da sindicância já são motivos suficientes para a SEED abrir uma auditoria nas contas da Educação. O Estado precisa mostrar para a sociedade uma mudança de postura. Os culpados devem ser punidos sejam eles servidores efetivos ou não”, sentenciou Joel Almeida, presidente do SINTESE.

Escolas sem diretores
Além da merenda foram destacados também: gestão democrática, ensino médio regular noturno, data base do magistério, entre outros assuntos. O SINTESE voltou a tocar no ponto da falta de diretores em 14 escolas da rede estadual. As escolas não podem ficar sem os diretores, pois legalmente os coordenadores não podem assumir a responsabilidade pelas questões administrativas. “Oficialmente os coordenadores não respondem por questões administrativas, mas sim pelas de ordem pedagógica”, apontou Carlos Sérgio Lobão, vice-presidente do SINTESE. O secretário comentou que já começou a nomear os responsáveis pelas Diretorias Regionais de Educação – DRE’s e que esta semana começará a oficializar os novos diretores com preferência para as 14 escolas que estão sem direção.

Gestão democrática
A situação dos diretores levou o sindicato a propor o debate sobre Gestão Democrática. O SINTESE avalia que o processo de indicação política dos diretores é péssimo para o sistema educacional do estado. “O uso das direções como instrumento político é ruim. É preciso que a secretaria avance na criação dos Conselhos Escolares e prossiga no processo de gestão democrática até culminar na eleição de diretores. O SINTESE tem propostas e está disposto a discuti-las”, apontou Carlos Sérgio.

Ensino Médio
A situação do ensino médio noturno em Sergipe também foi destacada na reunião. A política do governo anterior de substituição do ensino médio regular noturno por Educação de Jovens e Adultos – EJA causou vários problemas: queda de matrícula que teve como conseqüência a sobra de professores; uma redução da qualidade de ensino, pois os alunos vêem os temas condensados, criando uma deficiência no aprendizado e também na perda de recursos para o Estado. “Com a política de transformar o ensino médio regular noturno em EJA a gestão anterior cortou em 55% a capacidade do Estado de captar recursos do Fundeb”, apontou Joel. Isso porque nas ponderações para a distribuição dos recursos do Fundeb o ensino médio regular tem coeficiente de 1,10 e o EJA tem de 0,70.

Data base
Na próxima quinta-feira, às 15h, o SINTESE realiza a primeira assembléia da rede estadual e nos pontos de pauta está a aprovação da pauta de reivindicação e a aprovação do percentual de revisão salarial. Na audiência os representantes do SINTESE questionaram o secretário José Fernandes Lima se a SEED já havia discutido a questão com o governador ou com o secretário da Fazenda. Lima disse que nada foi discutido sobre o assunto, pois ele ainda não tem informações concretas sobre as despesas da secretaria.

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