Movimentos sociais pressionam por consulta popular no Equador

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Organizações planejam uma semana de protestos para apoiar a proposta do presidente Rafael Correa de chamar uma consulta popular para decidir sobre uma Assembléia Constituinte Movimentos sociais, indígenas e políticos iniciam hoje uma semana de protestos no Equador com o intuito de defender a realização de uma consulta popular que pede a instalação de uma Assembléia Constituinte. Humberto Cholango, presidente da Confederação dos Povos de Nacionalidade Quechua (Ecarunari), declarou que os indígenas realizarão marchas de protesto em diversas províncias para defender o direito do povo à mudança.

O indígena apoiou a atitude do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), que na semana passada destituiu 57 deputados, mas afirmou que a Ecuarunari radicalizará suas ações se esse órgão firmar um acordo com o Congresso para facilitar o retorno dos legisladores sancionados. “O povo está cansado dessa partidocracia, cujos congressistas legislam de costas ao povo e só respondem aos interesses de seus partidos políticos”, sublinha.

Cholango assinalou que serão realizadas marchas em várias províncias e, na quinta-feira (15), haverá uma grande concentração na capital, que avançará até a sede do anfiteatro equatoriano. Além dos Ecuarurani, movimentos sociais e políticos se somarão a esses protestos em defesa do referendo do próximo 15 de abril e da instalação da Constituinte.

O Comuna, formado por vários grupos sociais, chamou a população para que, neste próximo fim de semana, apóie o presidente do país, Rafael Correa, e saia às ruas para conseguir a vitória do “sim” no plebiscito. Depois de criticar as organizações de direita e meios de imprensa nacionais, qualificados como “vendidos” aos grupos do poder, Correa pediu ao povo para “demonstrar às máfias políticas destituídas pelo TSE que não há ponto de retorno, que não vamos suportar mais abusos, mas em forma pacífica”.

O dignatário defendeu manter uma “resistência pacífica” contra quem se opõe à consulta popular para instalar uma Assembléia com plenos poderes. Os 57 parlamentares, do bloco majoritário de direita, foram suspensos por quererem frear a realização do referendo ao aprovar a destituição do presidente do órgão eleitoral, Jorge Acosta.

Quatro dos sete membros do TSE resolveram não apoiar a decisão do Congresso e recordaram que essa instância constitui a máxima autoridade do país durante o atual processo eleitoral. (Prensa Latina)

fonte: Brasil de Fato

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