Professores de Aquidabã em greve por tempo indeterminado

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Nesta segunda-feira, dia 07, os educadores da rede municipal de Aquidabã paralisam as atividades por tempo indeterminado. Os professores exigem que a prefeitura resolva os problemas da Educação Na próxima segunda-feira, dia 07, os educadores da rede municipal de Aquidabã paralisam as atividades por tempo indeterminado. A decisão foi tomada na assembléia do último dia 02. Os professores estão indignados com a forma como o prefeito Eurico de Souza Filho está administrando a Educação no município. Não há prestação de contas, escolas funcionando em casas de taipa, professores tendo seus direitos desrespeitados. Essa é a realidade da Educação em Aquidabã.

O resultado da falta de política pública na educação do município apareceu no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Segundo o estudo a cidade tem o quarto pior ensino fundamental de todo o Brasil. Numa pontuação que vai de 0 a 10 Aquidabã teve média 1,0. Outro dado grave é que a cidade apresenta um índice de analfabetismo de 38% entre jovens de 10 e 15 anos.

Casas de taipa

Essa não é a primeira vez que Aquidabã figura nos noticiários sergipanos e nacionais. No mês de março o SINTESE denunciou que as escolas municipais Quintino Alves Dória e Jackson de Figueiredo funcionavam em casas de taipa, sendo que a segunda ainda tinha aparência de um bar. “O sindicato já entrou em contato com a secretaria de Educação, prefeitura e Ministério Público, mas até agora pouca coisa foi resolvida”, disse José Vanderlei Santos Silva, delegado sindical.

Após as denúncias os alunos da Quintino Alves Dória foram transferidos para outro prédio, mas ao invés de resolver o problema, criou outro. O atual prédio não tem estrutura para receber um número elevado de alunos e a “solução” foi dividir as salas em duas.

Há muito tempo que o SINTESE vem denunciando problemas no encaminhamento da Educação no município. Os professores vêm sofrendo com o descumprimento do Plano de Carreira e Remuneração e do Estatuto do Magistério. O plano foi aprovado ano passado, mas até agora o prefeito não sancionou. O resultado é que os educadores não têm acesso a direitos históricos da categoria como licença-prêmio, titulação, mudança de nível, entre outros.

Onde foi parar o dinheiro?

A falta de prestação de contas em relação aos recursos da Educação é outra constante em Aquidabã. Os conselhos que deveriam fiscalizar não têm acesso aos documentos e ficam de mãos atadas. Os professores só sabem o valor de quanto chega porque esses dados são disponibilizados pelos governos Federal e Estadual.

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