Professores da Rede Estadual fazem dois dias de paralisação

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No documento que informa ao governo do Estado a decisão dos professores o SINTESE solicita audiência com o governador tendo em vista que na assembléia de segunda será colocada em pauta a continuidade da paralisação. Nos dias 17 e 18 (quinta e sexta-feira) não haverá aula nas escolas da rede estadual. Essa foi a decisão dos professores na assembléia realizada na tarde da segunda-feira, 14, no auditório do Instituto Histórico e Geográfico.

Durante os dois dias de paralisação os educadores fazem atos públicos em frente a Secretaria de Estado da Educação – SEED (dia 17) e no calçadão da João Pessoa, em frente a Caixa Econômica Federal no dia 18. Na segunda, dia 21, os professores realizam nova assembléia às 9h no Instituto Histórico e Geográfico para avaliar o movimento. No documento que informa ao governo do Estado a decisão dos professores o SINTESE solicita audiência com o governador tendo em vista que na assembléia de segunda será colocada em pauta a continuidade da paralisação.

A paralisação é em virtude da falta de uma política educacional consistente e também pelo governo não reconsiderar o índice de reajuste salarial de 2,96% oferecido aos servidores. “O governo Marcelo Déda não tem dado prioridade a Educação e pior, tem dado continuidade a política excludente e perversa do governo anterior. Além disso, o índice anunciado não condiz com o discurso de valorização do servidor público”, apontou o presidente do SINTESE, Joel Almeida.

O sindicato, através do Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômicos – Dieese apresentou dados dando conta de que o índice apresentado pelo governo é incompatível com o crescimento da receita estadual, bem como com os impactos da folha de pagamento em relação a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF.

A indignação dos professores se dá também pelo fato do Poder Executivo ter incluído nas despesas de folha de pagamento os servidores aposentados da Assembléia Legislativa, Ministério Público, Tribunal de Contas, entre outros, para que os poderes Legislativo e Judiciário possam cumprir a LRF. “É inadmissível que a maioria dos servidores públicos estaduais tenha seu reajuste salarial comprometido em nome de instâncias que não cumpriram o que diz a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Audiência na SEED
A última reunião entre a comissão de negociação do SINTESE e a secretaria de Educação aconteceu também nesta segunda-feira. O sindicato foi debater com o secretário de Educação, José Fernandes Lima, o documento enviado pela SEED respondendo os 17 pontos da pauta de reivindicação dos professores. O sindicato foi esclarecer diversos pontos e obter respostas concretas.

Foi uma reunião tensa, onde a SEED esclareceu alguns pontos, mas o sindicato avalia que no geral há uma morosidade em resolver os graves problemas que o ensino da rede pública estadual está enfrentando.

Um dos fatos que chamou a atenção no documento é sobre os pacotes educacionais “Alfa e Beto”, “Se Liga” e “Acelera”. De acordo com a SEED eles vão continuar sendo implantados porque “a secretaria não dispõe de uma proposta de correção de fluxo capaz de ocupar o espaço deixado pelos programas. Até que seja formulada uma proposta alternativa… os programas “Alfa e Beto”, “Se Liga” e “Acelera”. devem continuar. Para o sindicato isso comprova a falta de compromisso do governo Marcelo Déda em implementar as mudanças pregadas na campanha eleitoral.

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