Professores da Rede Estadual fazem ato em frente a SEED

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Os educadores vão à sede do órgão para exigir transparência e mudanças na política educacional do Estado. A paralisação dos professores da rede estadual começa com um ato em frente a Secretaria de Estado da Educação a partir das 7h. Os educadores vão à sede do órgão para exigir transparência e mudanças na política educacional do Estado.

Eles vão também solicitar a folha de pagamento dos servidores da Educação. Em todas as audiências com o atual secretário, José Fernandes Lima, o SINTESE pediu a folha de pagamento, na última reunião, realizada dia 14, o sindicato fez a solicitação por ofício. Outra reivindicação da categoria é com relação ao tratamento que os professores têm dentro da SEED. O sindicato tem recebido diversas reclamações de educadores que são destratados, só por estarem a procura de seus direitos.

O SINTESE entende que necessita consultar as folhas para analisar os dados preliminares oferecidos pela SEED que dão conta de que a média salarial dos servidores da Educação é de R$1,6 mil. O sindicato contesta a informação e contra argumenta com o seguinte: a média salarial dos professores de nível médio (já com as vantagens e gratificações), gira em torno de R$600. Os de nível superior têm média de R$900 e quem está no serviço básico como vigilantes, merendeiras, entre outros ganham salário mínino. “Os valores divulgados pela secretaria não condizem com a realidade do funcionalismo da Educação”, destacou o presidente do SINTESE, Joel Almeida.

A paralisação prossegue nesta sexta-feira, dessa vez com uma manifestação em frente a Caixa Econômica Federal, no calçadão da João Pessoa. Os professores paralisaram as atividades em virtude a falta de uma política educacional consistente e pelo governo não reconsiderar o índice de reajuste salarial de 2,96% oferecido aos servidores.

Na segunda, dia 21, os educadores realizam nova assembléia para avaliar o movimento às 9h no Instituto Histórico e Geográfico. Na última segunda-feira, 14, o sindicato enviou ofício ao governador solicitando audiência. Se não houver avanço nas negociações do governo a possibilidade de greve por tempo indeterminado não está descartada.

Audiência na SEED
A última reunião entre a comissão de negociação do SINTESE e a secretaria de Educação o sindicato foi o documento enviado pela SEED respondendo os 17 pontos da pauta de reivindicação dos professores. Foi uma reunião tensa, onde a SEED esclareceu alguns pontos, mas o sindicato avalia que no geral há uma morosidade em resolver os graves problemas que o ensino da rede pública estadual está enfrentando.

Um dos fatos que chamou a atenção no documento é sobre os pacotes educacionais “Alfa e Beto”, “Se Liga” e “Acelera”. De acordo com a SEED eles vão continuar sendo implantados porque “a secretaria não dispõe de uma proposta de correção de fluxo capaz de ocupar o espaço deixado pelos programas. Até que seja formulada uma proposta alternativa… os programas “Alfa e Beto”, “Se Liga” e “Acelera”. devem continuar. Para o sindicato isso comprova a falta de compromisso do governo Marcelo Déda em implementar as mudanças pregadas na campanha eleitoral.

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