Inaugurado o Parlamento do Mercosul

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A inauguração oficial do parlamento do Mercosul, numa cerimônia em Montevideo, Uruguai, aumentou as esperanças de uma integração para a América do Sul. A inauguração oficial do parlamento do Mercosul, numa cerimônia em Montevideo, Uruguai, aumentou as esperanças de uma integração para a América do Sul. Por enquanto, o novo organismo ainda é um espaço para analisar assuntos comuns sem um poder efetivo de decisão. O órgão parlamentar regional do Mercosul poderá promover o intercâmbio e a cooperação, inclusive discutir normas comuns. A primeira bancada brasileira no Mercosul é composta pelos seguintes parlamentares titulares: Senadores – Sérgio Zambiasi (PTB-RS), Pedro Simon (PMDB-RS), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), Efraim Morais (DEM-PB), Romeu Tuma (DEM-SP), Marisa Serrano (PSDB-MS), Aloizio Mercadante (PT-SP), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Inácio Arruda (PCdoB-CE). Deputados – Cezar Schirmer (PMDB-RS), Doutor Rosinha (PT-PR), George Hilton (PP-MG), Max Rosenmann (PMDB-PR), Cláudio Diaz (PSDB-RS), Geraldo Resende (PPS-MS), Germano Bonow (DEM-RS), Beto Albuquerque (PSB-RS) e José Paulo Tóffano (PV-SP).

Cinco mil sindicatos não filiados a Centrais
Dados da atualização do cadastro dos sindicatos no Minis-tério do Trabalho e Emprego divulgados nesta semana mostram que 4.484 sindicatos não são filiados a nenhuma central sindical. Para as centrais, as filiações são instrumento importante de mobilização e força política. De tempos em tempos elas ganham novos filiados e também perdem outros. Recentemente, por exemplo, o sindicato dos Comerciários (SP) deixou a Força Sindical, que em compensação deu às boas-vindas ao Sindicato dos Estivadores do Porto de Santos, novo filiado. A própria Central Única dos Trabalhadores (CUT), circula nos bastidores, passa por um ‘crise’ com a alguns sindicatos sócios, como é o caso dos metroviários (SP). A maior central ainda é a CUT, com 3.489 sindicatos e uma base de 22 milhões de representados. A Força Sindical aparece em seguida, com 1.800 filiados entre sindicatos e federações e 16 milhões de trabalhadores na base. Em terceiro lugar no ranking está a Nova Central Sindical de Trabalhadores que tem hoje 852 sindicatos filiados e uma base de representação que chega a cerca de oito milhões.

CUT tem proposta para zerar déficit da Previdência
A CUT apresentou um estudo demonstrando que é possível cobrir o déficit da Previdência sem tirar nenhum direito do trabalhador. O estudo conclui que a fórmula para resgatar a Previdência é incluir os trabalhadores que atualmente estão fora do sistema. Segundo a CUT, a inclusão deles ajudará a retomar o crescimento econômico, e não o contrário. O estudo também tenta demonstrar que não passa de mito a afirmação de que o sistema é generoso demais ou de que os brasileiros se aposentam mais cedo do que em outros países. “A alegação de que o brasileiro em geral aposenta-se cedo é mentira. A idade média de aposentadoria no Brasil é de 60,8 anos, maior que na Argentina, Bélgica, China, Costa Rica, França e Itália, por exemplo”, diz a CUT.

Cesta básica fica mais barata
Em abril, apenas quatro das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese apresentaram alta nos preços da cesta básica: Porto Alegre (3,19%), Belém (1,31%), Salvador (0,52%) e Aracaju (0,45%). Nas outras capitais houve retração de preços. As retrações mais significativas para a cesta básica ocorreram em Belo Horizonte (-7,46%), Rio de Janeiro (5,74%), Curitiba (-5,55%), João Pessoa (-4,91%) e Recife (-4,40%). Os dados foram publicados na segunda-feira (7) por meio da Pesquisa Nacional da Cesta Básica.

Jornalista que denunciou abuso sexual é assassinado
O jornalista Luiz Carlos Barbon, 37, foi assassi-nado no sábado (5) à noite em Porto Ferreira (SP), com dois tiros. Ele trabalhava no “Jornal do Porto”, e era conhecido por fazer denúncias contra políticos locais. Foi Barbon quem primeiro denunciou em 2003 o caso de vereadores que foram acusados de explorar sexualmente adolescentes. Segundo testemunhas, dois homens vestidos com roupas pretas e encapuzados chegaram ao bar em uma moto. Um deles desceu, se aproximou do jornalista e disparou dois tiros à queima roupa. Ele foi atingido na perna e no abdômen. Levado ao Pronto Socorro Municipal, não resistiu aos ferimentos.

DRT do Maranhão resgata 74 trabalhadores escravizados
O Grupo Móvel de Fiscalização de Combate ao Trabalho Escravo da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) no Maranhão resgatou, na última sexta-feira (4), 74 trabalhadores em condições análogas à de escravidão. O resgate ocorreu nos municípios de Alto Alegre, na Fazenda Outeiro (mais conhecida como “Macedão”); de São Mateus, na Fazenda Ana Carla; e em São Luis Gonzaga, na Fazenda Soberana. No local, foram encontrados um adolescente de 14 anos e um empregado com febre muito alta, apresentando características de malária, o qual se encontrava em um barraco isolado dos demais, sem qualquer tipo de assistência ou medicação. Ele foi levado para a sua residência pelos fiscais e lá recebeu os primeiros socorros. As condições de trabalho nesses locais eram péssimas, sem água potável, com alimentação precária, sem equipamento de proteção individual e nenhuma condição de higiene.

11 trabalhadores resgatado em fazenda da Queiroz Galvão
O grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego libertou 11 trabalhadores que se encontravam em condições degradantes na fazenda de gado Agropecuária Rio Arataú S/A, localizada em Novo Repartimento (PA). Em nota divulgada pelo MTE, a situação dos trabalhadores é classificada como análoga à de escravos. A fazenda, que ocupa 48 mil hectares e possui rebanho composto por mais de 12 mil animais, faz parte do grupo Queiroz Galvão, conglomerado brasileiro multinacional que, além da agropecuária, atua também na exploração de petróleo e gás, siderurgia, transportes urbanos, concessões de serviços públicos e na área financeira. Os trabalhadores vivendo sob barracos de palha e lona preta, sem acesso a água potável e instalações sanitárias, mas empresa nega que tenha empregado esse tipo de mão-de-obra.

Escravos do Aço
Em junho de 2004, a reportagem Escravos do Aço, publicada pelo Instituto Observatório Social, mostrou que siderúrgicas brasileiras se beneficiavam com o trabalho escravo em carvoarias no Norte do país. Empresas controladas pelos grupos Queiroz Galvão e Gerdau foram acusadas pelo Ministério Público Federal de se beneficiarem da escravidão para produzir ferro gusa. O ferro era comprado pela Nucor Corporation, uma das maiores fabricantes de aço dos Estados Unidos. Essa corporação usa o ferro gusa para produzir insumos que abastecem a maioria das indústrias automotivas americanas. Carros norte-americanos, de diversas marcas, saem da linha de produção montados com aços especiais que tiveram trabalhadores escravizados no primeiro elo da cadeia produtiva. Uma reportagem publicada em novembro de 2006 pela agência de notícias Bloomberg voltou ao tema ao denunciar que o aço utilizado na indústria automobilística e em outras indústrias estadunidenses era feito com trabalho escravo de brasileiros. (Repórter Brasil, com informações do Observatório Social)

Jornada de Luta
No dia 23 de maio, diversos movimentos sociais, entre sindicatos, associações, movi-mentos populares e estudantil realizarão uma grande Jornada de Luta em defesa dos direitos sociais dos trabalhadores do campo e da cidade. Em todos os estados os trabalhadores devem realizar atos contras as reformas da previdência, trabalhista e sindical. Na pauta, reivindicações que vão desde a luta por reforma agrária; emprego; moradia; educação e saúde pública; garantia de direito de greve; democratização da comunicação, até questões mais especificas como anulação do leilão da privatização da Vale do Rio Doce. Participam do movimento: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), Intersindical, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE), Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), Assembléia Popular, União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Via Campesina, Marcha Mundial de Mulheres, Pastorais Sociais, Coordenação da Associações de Moradores (Conam) e Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

Ainda a guerrilha do Araguaia
O governo federal prepara uma nova investigação na tentativa de locali-zar restos mortais de militantes da guerrilha do Araguaia, segundo informou ontem o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi. O ministro sugeriu uma participação mais efetiva do setor de inteligência da Polícia Federal (PF) na coleta de informações que possam ajudar a encontrar as ossadas ou descobrir o destino dado aos corpos de cerca de 60 militantes desaparecidos. Após três anos e meio de trabalho, uma comissão interministerial encerrou seus trabalhos, mas não obteve sucesso na localização dos restos mortais de nenhum desaparecido na Guerrilha do Araguaia, organizada pelo PCdoB no final dos anos 60 e década de 70. No relatório, as Forças Armadas informaram que toda a documentação oficial referente à guerrilha foi destruída em diferentes “momentos históricos”.

Discriminação no mercado de trabalho, diz OIT
Novas formas de discriminação têm surgido no mercado de trabalho, indica um relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho), divulgado nesta quinta-feira (10). Além das dificuldades crescentes enfrentadas por pessoas mais jovens e os idosos, predisposições genéticas e o estilo de vida das pessoas –como fumantes e obesos– também começaram a pesar na disputa de uma vaga. O estudo tem como objetivo analisar a discriminação no mercado de trabalho e mostra que as formas tradicionais de discriminação, como sexo, raça e religião continuam presentes no mercado de trabalho. O relatório cita como exemplo a União Européia, em que a diferença dos rendimentos brutos por hora entre homens e mulheres continua sendo em média de 15%. Apesar disso, o relatório mostra que as taxas de participação feminina na força de trabalho já chegam a 56,6%, o que contribuiu para diminuir a desigualdade em relação a esse indicador. O relatório apresenta diversos exemplos de discriminação baseada em raça ou religião, origem social ou casta, assim como aquelas a que são submetidos indígenas e migrantes. Além disso, alerta sobre as conseqüências da discriminação contra trabalhadores jovens e mais velhos, assim como a que está baseada na orientação sexual, Aids ou deficiência.

EUA tem pressa nos Tratados de Livre Comércio
O subsecretário do Comércio dos EUA, Franklin L. Lavin, declarou na Cidade do México, que o fechamento dos Tratado de Livre Comércio (TLC) com o Perú, Panamá e Colômbia é uma prioridade dos EUA. Segundo ele, os EUA estão preocupado em expandir os benefícios dos TLCs para outras nações da América Latina.

Toyota lucra US$ 13,815 bilhões
A empresa que recentemente ganhou o título de maior fabricante automotivo do mundo, a Toyota, anunciou que teve lucro de US$ 13,815 bilhões em 2006. O valor representa 19,8% a mais que no ano anterior. No primeiro trimestre deste ano, a montadora japonesa superou a americana GM em número de vendas. O lucro líquido da empresa foi 8,9% maior no primeiro trimestre de 2007 que no mesmo período do ano anterior.

A crise se aprofunda
A Ford Motor Co. divulgou que vai fechar mais uma de suas fábricas nos EUA. Agora em Cleveland, no estado de Ohio. O fechamento vai deixar 1,1 mil funcionários sem emprego. A fábrica foi inaugurada em 1952 e produz peças para motores de caminhonetes e caminhões. Esta é a 16a fábrica fechada pela empresa que continua com graves problemas: um prejuízo recorde de US$ 12,7 bilhões em 2006.

Bush: recorde de impopularidade
Uma pesquisa feita pela “Newsweek” mostra que a popularidade de Bush despencou não só para o menor patamar desde 2001, quando assumiu a Casa Branca, mas igualou o recorde de impopularidade entre todos os presidentes estadunidenses: apenas 28% dos entrevistados aprovam o governo Bush. Cerca de 62% condenam a condução da Guerra do Iraque.