Professores fazem manifestação em frente a SEED

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Com faixas e palavras de ordem os professores exigiram mudanças na política educacional e transparência. Os professores conversaram com o secretário de Educação, que negou acesso a folha de pagamento e seguiram em passeata para o Palácio de Despachos, solicitando ao governador em exercício uma audiência com Marcelo Déda. O primeiro dia de paralisação dos professores da rede estadual foi marcado com uma manifestação em frente ao prédio da Secretaria Estadual de Educação. Com faixas e palavras de ordem os professores exigiram mudanças na política educacional e transparência. Os professores conversaram com o secretário de Educação, que negou acesso a folha de pagamento e seguiram em passeata para o Palácio de Despachos, solicitando ao governador em exercício uma audiência com Marcelo Déda.

Os professores ocuparam o prédio e uma comissão conversou com o secretário de Educação, José Fernandes Lima, que recebeu o sindicato, mas negou novamente a folha de pagamento com a argumentação de que, segundo a Procuradoria Geral do Estado seria ilegal fornecer tais dados. “Não concordamos com essa postura da PGE, afinal os salários dos servidores é pago com dinheiro público e é necessário a sociedade saber como ele é gasto”, apontou Roberto Silva, diretor de Comunicação do SINTESE.


Professores fazem ato em frente a SEED
Secretário de Educação nega mais uma vez folha ao SINTESE

Ter acesso a folha de pagamento é reivindicação antiga do sindicato, que tomou mais força com os dados apresentados pelo secretário José Fernandes Lima de que a média salarial dos servidores da Educação é de R$1,6 mil. De acordo com o sindicato os dados estão equivocados. A média salarial dos professores com nível médio (já com as vantagens e gratificações) gira em torno de R$600. Já os com nível superior têm média de R$900 e quem está no serviço básico como vigilantes, merendeiras, entre outros ganham salário mínimo. “Lamentamos que a SEED não esteja disposta a mostrar os dados da folha de pagamento. A cessão da folha com certeza seria um grande passo para a transparência no uso dos recursos da Educação”, destacou Joel.

Declarações
O SINTESE também lamentou as declarações do governador Marcelo Déda de que os servidores deveriam entender que a população do sertão e do agreste precisa de obras e de que agia ao invés de fazer ameaças com possibilidade de, inclusive, acionar a justiça.“O sindicato entende que Sergipe precisa de obras, mas o governador deve compreender também que são os servidores públicos que atendem a população dessas regiões nos hospitais, escolas e dão segurança e é preciso que eles também sejam valorizados”, afirmou Joel.
Nesta sexta os professores realizam manifestação em frente a Caixa Econômica Federal no Calçadão da João Pessoa. Segunda, dia 21, a partir das 9h no Instituto Histórico e Geográfico o magistério realiza nova assembléia para avaliar a paralisação e fazer encaminhamentos de luta.


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