No segundo dia de paralisação professores fazem ato no centro de Aracaju

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O ato no centro comercial foi para mostrar a população sergipana os motivos que levaram o magistério estadual a paralisar as atividades por dois dias. Com mais de 90% dos professores aderindo a paralisação o SINTESE realizou manifestação no Calçadão da João Pessoa. O ato no centro comercial foi para mostrar a população sergipana os motivos que levaram o magistério estadual a paralisar as atividades por dois dias.

Como sempre faz nos atos públicos o SINTESE interagiu com o público e fez uma enquete com os seguintes temas: “o que você achou do reajuste de 2,96%?” e “você acha que houve mudança na Educação?”. “Nosso objetivo é saber da população sergipana o que estão achando da Educação neste novo governo”, explicou o diretor de Comunicação, Roberto Silva.

Além da reunião com o secretário de Educação, ocorrida no dia 17, os professores não tiveram resposta do governo sobre a audiência solicitada no dia 14 e nem a possibilidade de revisão do índice de reajuste salarial de 2,96%. Nesta segunda, dia 21, às 9h, os educadores realizam nova assembléia para definir os rumos da paralisação. De acordo com o sindicato a possibilidade de greve por tempo indeterminado não está descartada. “Os educadores estão angustiados e insatisfeitos com a morosidade do governo em relação a política educacional”, sentenciou Joel.

A transparência no gasto dos recursos da Educação também é questionada pelo sindicato. Mais uma vez a SEED negou o acesso a folha de pagamento com a argumentação de impedimentos legais. O sindicato refuta esse argumento, pois em muitos municípios o acesso a folha de pagamento é feita muitas vezes via Tribunal de Contas do Estado. “Se fosse algo que realmente tivesse um impedimento legal o TCE não teria enviado folhas de pagamento de diversos municípios”, aponta Roberto.

Declarações
O SINTESE também lamentou as declarações do governador Marcelo Déda de que os servidores deveriam entender que a população do sertão e do agreste precisa de obras e de que agia ao invés de fazer ameaças com possibilidade de, inclusive, acionar a justiça.“O sindicato entende que Sergipe precisa de obras, mas o governador deve compreender também que são os servidores públicos que atendem a população dessas regiões nos hospitais, escolas e dão segurança e é preciso que eles também sejam valorizados”, afirmou Joel.

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