Professores de Arauá denunciam descaso com a Educação

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No município os direitos dos educadores são desrespeitados e as escolas estão em condições precárias Professores de Arauá procuraram o sindicato para denunciar as péssimas condições da estrutura física das escolas do município, a falta de transporte adequado para os alunos e o desrespeito dos direitos dos professores que estão garantidos em lei.

A situação das escolas é crítica tanto na rede municipal quanto estadual. No povoado Limoeiro há um prédio que já foi uma escola da rede estadual, mas que desde o governo Albano Franco, está abandonado. Com exceção de uma sala de aula que é usada pelo município como anexo de uma escola que tem sua sede no povoado Tabuleiro.

A falta de cuidado da prefeitura com as escolas do município é visível nos povoados Travessão, Casa Caiada, Bolandeira, Carnaíba, Progresso, Poços e na escola que funciona na Fazendo Buril. Todas estas unidades de ensino precisam urgentemente de reformas, pois não oferecem condições para alunos, professores e servidores no processo de ensino e aprendizagem. Nenhuma oferece refeitório e em grande parte das vezes a merenda é produzida em locais inadequados. Além disso as salas estão superlotadas, isso quando uma sala não é dividida em duas como acontece no povoado Tabuleiro.

Local onde é feita a merenda na Escola Municipal Maria de Lourdes Souza Silveira
Ônibus superlotado leva estudantes para os povoados

A situação do transporte escolar é tão dramática quanto da estrutura física das escolas. Os ônibus LBE 0204 que passa pelos povoados Olhos D´Água, Eugência, Piçarreira, Riacho do Marco, Sucupira e Sapé e KFN 5036 que transporta os alunos dos povoados Palmeirinha, Poços e Progresso estão superlotados, colocando em risco a vida de todos que se utilizam do veículo. “Há dias em que andam 100, 120 estudantes em cada ônibus. Não podemos admitir um descaso desse com crianças e adolescentes que precisam do transporte para poder estudar”, apontou um dos coordenadora do SINTESE da região Sul, Lourival Alves da Silva Neto.

O sindicato apresentou denúncia ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar do município para que estes órgãos fiscalizadores tomem as providências necessárias, antes que algo de grave aconteça. Após as denúncias a situação já foi resolvida, pois os povoados Riacho do Marco e Piçarreira fazem parte da cidade de Santa Luzia do Itanhy.

Direitos dos Educadores
Os professores da rede municipal de Arauá não contam com ajuda de custo para local de difícil acesso, licença prêmio, entre outros. Todos estes direitos são conquistas históricas dos educadores e estão garantidos pelo Plano de Carreira e pelo Estatuto do Magistério.

O SINTESE já fez diversas solicitações, através de ofícios, para audiências com o secretário de Educação, Jailton Nascimento Santos e o prefeito do município, José Ranulfo dos Santos mas nenhum dos dois atendem às solicitações dos educadores. O sindicato garante que está aberto para as negociações e tem soluções para os problemas na área educacional. “Não dá para permitir que a Educação continue sendo administrada dessa maneira em nosso município, pois toda sociedade de Arauá será penalizada por isso. Os professores só exigem que a lei seja cumprida”, finalizou Lourival.

Professora é persequida
Outra faceta da prefeitura municipal de Arauá foi com a professora Adriana Alexandre dos Santos. A educadora, que participa do movimento sindical no município, teceu críticas sobre o salário-base dos professores de Arauá que é um dos menores de Sergipe. Dias depois a educadora recebeu um ofício da secretaria de administração dando conta que seu salário sofreria um corte de 20%.

Veja aqui o ofício

Apesar de se utilizar do Estatuto do Servidor a prefeitura não pode punir a professora com corte salarial. A assessoria jurídica do sindicato foi acionada e entrará com uma ação judicial contra a prefeitura. “Uma atitude como esta remonta aos tempos da ditadura quando as pessoas não podiam expressar suas opiniões”, apontou o diretor de Comunicação do SINTESE, Roberto Silva.

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