Paralisação continua e professores fazem vigília no Palácio de Despachos

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A continuidade da paralisação foi definida após a votação dos projetos de lei que instituem o reajuste salarial de 2,96% e o cronograma de três anos para a devolução do Funaserp. Os professores da rede estadual decidiram em assembléia, realizada no Instituto Histórico e Geográfico, continuar a paralisação até a quarta-feira, 30, e fazer vigília em frente ao Palácio de Despachos para que o governador Marcelo Déda encaminhe documento oficializando o início da Comissão Permanente de Negociação.

A continuidade da paralisação foi definida após a votação dos projetos de lei que instituem o reajuste salarial de 2,96% e o cronograma de três anos para a devolução do Funaserp. Durante a sessão desta terça-feira, os professores ocuparam as galerias da Assembléia Legislativa tentando convencer os deputados a votarem contra o projeto e que fosse instituído um novo canal de negociação para avançar no índice de reajuste salarial.

Antes da sessão os diretores do SINTESE conversaram com diversos deputados para que além de encaminharem voto contra aos projetos, a Assembléia Legislativa solicitasse ao governador que respondesse o ofício enviado dia 25 de maio pedindo a oficialidade da Comissão Permanente de Negociação. “Esperávamos que o governo pudesse ter facilitado a negociação com os servidores públicos. Ao não responder sobre o prazo específico do início dos trabalhos da comissão, o governo perdeu uma oportunidade de destensionar a discussão, não só com os professores, mas com todos os servidores públicos estaduais”, apontou o presidente do SINTESE, Joel Almeida.

Na reunião com o SINTESE ocorrida no dia 21, no Palácio dos Despachos, o governador garantiu para o mês de junho a instituição da comissão para discutir com os sindicatos que representam os servidores públicos a remodelação dos planos de carreira e também a construção de uma política de recuperação das perdas salariais, que no caso dos professores variam entre 21% e 49%. No entender do sindicato o problema é que isso não foi colocado no papel. “Temos como prática histórica de negociação solicitar dos governos seja estadual ou municipais que tudo que for acordado em reunião seja colocado por escrito”, destaca o vice-presidente Carlos Sérgio Lobão.

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