SINTESE denuncia abuso de contratos nas redes estadual e municipais

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Professores da rede estadual e de redes municipais denunciam que vários contratos estão sendo firmados em detrimento dos educadores que prestaram concurso público. A busca dos servidores pelo termo de renúncia do processo judicial do Funaserp tem rendido diversas denúncias no sindicato. Professores da rede estadual e de redes municipais denunciam que vários contratos estão sendo firmados em detrimento dos educadores que prestaram concurso público.

Um grupo de professores de Educação Física inclusive protocolou denúncia no Ministério Público Estadual para que estes contratos sejam investigados. No documento protocolado no MP eles questionam o porquê de tantos contratos em diversas áreas do ensino público se há professores que fizeram o concurso e estão esperando somente a convocação. “Durante todos esses anos sentimos uma falta de vontade do Estado em chamar os professores excedentes, pois há demanda e existem professores, porque não chamá-los”, questiona o professor de Educação Física, Sérgio José Lima Filho, ele faz parte do grupo que foram no MP.

E não é somente em Educação Física que há contratos, em outras áreas como Biologia, Pedagogia, Matemática. A área administrativa também tem sido alvo de contratos, principalmente após a anulação do concurso feito pela Secretaria de Estado da Administração.

Além da rede estadual há casos graves de farta utilização da modalidade contrato para suprir a carência de professores nos municípios de Canhoba e Maruim. “O SINTESE defende que a lei seja cumprida e que se existem professores concursados eles devem ser chamados e não fazer contratos que em muitos casos servem de arma de barganha política”, disse o vice-presidente, Carlos Sérgio Lobão.

Convocação de 187 professores
Apesar da convocação de 187 professores feita pelo governo estadual ainda há uma demanda muito grande de professores nas escolas da rede estadual tanto da capital quanto do interior. O sindicato vê a convocação positivamente e espera que seja feita com transparência, pois não há informação por parte da Secretaria de Estado da Educação da real necessidade de educadores e quais as disciplinas mais problemáticas. Os dados que o sindicato tem são passados pelos próprios filiados que procuram o SINTESE.

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