Prefeito de Neópolis ameaça professores

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O SINTESE denuncia que o prefeito de Neópolis, José Teixeira Alves Filho, ameaçou professores de corte de ponto e de não disponibilizar a reposição das aulas caso eles paralisem as atividades na próxima semana O SINTESE denuncia que o prefeito de Neópolis, José Teixeira Alves Filho, ameaçou professores de corte de ponto e de não disponibilizar a reposição das aulas caso eles paralisem as atividades na próxima semana. A ameaça veio após a ocupação da prefeitura feita pelos professores no último dia 18. Os educadores decidiram em assembléia que se o prefeito não os receber nesta sexta-feira, vão paralisar as atividades dias 23 e 24 (segunda e terça).

Os atos públicos promovidos pelos educadores são fruto do desrespeito da prefeitura ao Plano de Carreira e Remuneração do Magistério. Além disso, os educadores estão sem revisão salarial e a prefeitura não apresenta a prestação de contas dos recursos vinculados a Educação.

Direitos desrespeitados
Apesar da Comissão Permanente de Gestão de Carreira ter sido instalada, a prefeitura se utiliza de manobras para atrapalhar o funcionamento da mesma. A conseqüência disso é que diversos processos estão parados e os professores perdendo direitos adquiridos por lei.

Revisão salarial
O magistério tem como data base o mês de maio e até agora a prefeitura não abriu a discussão para a revisão salarial deste ano. Soma-se a isso a falta de uma política educacional consistente e que procure resolver os problemas de evasão escolar e repetência.

Transparência
A falta de transparência nos gastos da Educação é outra das denúncias. Os conselhos do Fundeb, merenda e municipal da Educação têm seu funcionamento prejudicado por ações da prefeitura. Por causa disso escolas que participam do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) estão sem recursos porque não houve prestação de contas ano passado. Devido a irregularidades na prestação de contas em 2006, ano passado o recurso para a merenda escola diminuiu, prejudicando os alunos. As irregularidades impedem também que o município participe de programas e projetos do Ministério da Educação.