Prefeito de Pedrinhas atrasa salários em represália a paralisação dos professores

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Os educadores suspeitam que em represália o prefeito José Kleber Fonseca suspendeu o pagamento e há informações que só vai liberar no dia 10. Os professores da rede municipal de Pedrinhas decidiram em assembléia realizada semana passada paralisar as atividades nesta quinta e sexta-feira (02 e 03). Os educadores suspeitam que em represália o prefeito José Kleber Fonseca suspendeu o pagamento e há informações que só vai liberar no dia 10.

A exemplo de outros municípios o motivo da paralisação é falta de condições de trabalho, não abertura de diálogo por parte da prefeitura, irregularidades na folha de pagamento e mau uso dos recursos vinculados a Educação. As escolas estão com problemas estruturais e não atendem a legislação. A lei diz que as escolas devem ser muradas, visando a segurança dos alunos, funcionários, professores e também do patrimônio público. Mas a Escola Paroquisa Batista Nascimento está sem muro contrariando a lei o colocando em risco a segurança de todos.

Estatutários 2,98% – Comissionados 50%
Com relação ao reajuste salarial a prefeitura apresentou proposta de 2,98% para o Magistério e extensiva aos demais servidores, mas estudos feitos pela assessoria do SINTESE demonstram que o reajuste pode ser maior, a proposta dos educadores é de 18,04%. Um fato interessante é que no mesmo projeto que limitava o reajuste dos servidores estatutários em menos de 3% apresentava um índice de reajuste de quase 50% para os servidores em cargos comissionados. “O sindicato repudia a ação, pois se pode dar reajuste de 50% uma classe de servidores porque não balançar os percentuais”, questiona o diretor do Departamento de Base Municipal do SINTESE, Morgan Prado Menezes.

Os estudos feitos pelo SINTESE na folha de pagamento revelaram também que o município está utilizando recursos do Fundeb para pagamento de secretários de escolas e todos os professores da rede infantil. O prefeito inclusive foi informado sobre isso, mas respondeu aos professores que só regulariza sob ordem judicial.

Conselho do Fundeb
Apesar dos professores já terem feito eleição e enviado os nomes dos representantes do magistério para o Conselho do Fundeb a prefeitura ainda se pronunciou sobre o assunto, ou seja, o município está sem conselho. A conseqüência é que não há fiscalização por parte da sociedade de como a prefeitura está utilizando os recursos.