Prefeito de Umbaúba chama a polícia para intidimidar professores

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Os professores fizeram, na quinta, um café da manhã de protesto em frente a prefeitura, mas o prefeito José Silveira Guimarães , para espanto dos educadores, chamou a polícia para “resguardar” o local A paralisação em Umbaúba começou ontem (dia 02) e prosseguiu nesta sexta. Os professores fizeram, na quinta, um café da manhã de protesto em frente a prefeitura, mas o prefeito José Silveira Guimarães , para espanto dos educadores, chamou a polícia para “resguardar” o local.

O sindicato repudia a ação do prefeito, pois todas as manifestações e atos públicos promovidos pelo SINTESE são pacíficas. “O interessante é que para melhorar a segurança das escolas e da população de nossa cidade o prefeito não pede aumento do efetivo policial, mas para intimidar os professores sim”, disse uma das coordenadoras da sub-sede sul do SINTESE, Ginalva da Cruz.

O prefeito alega que não há motivos para a paralisação, pois utiliza 68% dos recursos do Fundeb, mas não explicou aos professores e nem a população de Umbaúba porque falta merenda nas escolas, os ônibus estão superlotados, colocando em risco a vida de e porque nega o acesso da folha de pagamento ao SINTESE. Além disso, não posicionou sobre o pagamento do retroativo da revisão salarial de 2006 para os professores da Educação Infantil e também sobre a retirada da titulação do projeto do novo Estatuto do Magistério. Outra preocupação do magistério municipal é com a transparência nos gastos dos recursos da Educação.

Professores de Campo do Brito ocupam prefeitura
Os professores de Campo do Brito ocuparam o prédio da prefeitura nesta sexta-feira. Eles pretendem que o prefeito os receba e adiante as negociações da revisão salarial que deveria ter sido feita em maio, como diz o Plano de Carreira da Categoria. Além disso, os professores querem transparência no gasto do dinheiro público. Há algumas semanas o prefeito agiu em represália e a maioria dos membros do Conselho do Fundeb pediu renúncia, com isso não há como fazer a fiscalização dos recursos recebidos pelo município.

Pedrinhas
Mesmo com a paralisação de dois dias os prefeito José Kléber Fonseca não recebeu os professores. Eles decidiram em assembléia retornar às aulas na segunda-feira, dia 06, mas na quinta, dia 09, voltam a paralisar as aulas até a sexta. No mesmo dia realizam assembléia para definir se dão continuidade à paralisação. Na terça-feira, dia 07 os educadores se reúnem com o Ministério Público.

Com relação ao não pagamento dos salários, a prefeitura ainda não pagou o salário de julho a todos o magistério. Somente os professores da Educação Infantil receberam os salários.

Ribeirópolis
Os professores decidiram em assembléia nesta sexta que paralisam novamente nos dias 08, 09 e 10. Na programação estão atos em frente a prefeitura, Câmara de Vereadores, visitas as escolas e passeata pelas ruas da cidade. Os professores reivindicam melhores condições de trabalho, transparência nos recursos da Educação e atendimento das necessidades básicas da Educação Infantil e Ensino Fundamental. O município tem gasto recursos no Ensino Médio e inclusive há denúncias de que o município tem negado matrículas de alunos para o ensino fundamental.

Itaporanga
A rede municipal de Itaporanga também paralisa as atividades na próxima semana. Em assembléia realizada dia 02 os educadores decidiram suspender as aulas nos dias 09 e 10. No dia 11 haverá uma passeata que sairá da praça da rodoviária às 8h e percorrerá as ruas da cidade.

Os motivos que levaram o magistério da rede municipal de Itaporanga a paralisar: descompromisso dos gestores municipais com a elaboração do Plano de Carreira e do Estatuto do Magistério; revisão salarial; precárias condições de transporte dos professores e descumprimento da lei federal em relação a aplicabilidade dos conselhos do Fundeb e da alimentação escolar. Apesar do SINTESE ter eleito seus representantes nos conselhos e apresentado à prefeita Maria das Graças, ela sem justificativa, não aceitou as indicações do sindicato e fez uma eleição para indicar pessoas ligadas a ela para inclusive falar em nome do magistério.

A conseqüência disso é que os recursos do Fundeb não estão sendo utilizados da forma como diz a lei. De acordo com informações conseguidas através do governo federal e do Banco do Brasil o município não tem cumprido a lei do Fundeb, ou seja, não tem gasto o mínimo de 60% dos recursos para pagamento dos salários dos educadores, isso já está gerando uma sobra de dinheiro que em abril girava em torno de R$500 mil.