Governo não soluciona problemas para funcionamento correto em escolas e autoritarismo permanece

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Sem reformas, fechadas, e sem direção nomeada, muitas escolas não dispõem de condição mínima para estar em funcionamento. Passados oito meses desde que assumiu o poder estadual, o novo governo de Sergipe ainda não se ateve para dar um basta à precariedade de infra-estrutura que o sistema educacional apresentada em inúmeras escolas públicas da capital, Aracaju.

Sem reformas, fechadas, e sem direção nomeada, muitas escolas não dispõem de condição mínima para estar em funcionamento. Em outros casos, não menos graves, atitudes de preconceito e discriminação, bem como perseguição e autoritarismo agravam a relação entre quem está à frente da direção e quem trabalha e estuda nestas escolas.

Gestão autoritária e conflitos com a comunidade

O caso da Escola Estadual Olímpia Bittencourt, localizada no bairro Santos Dumont, têm deixado professores e alunos indignados, a ponto de paralisarem suas atividades na próxima sexta-feira, 17.

Trata-se da conduta repulsiva utilizada pela diretora Maria Inez Gomes Braga. Além de agredir verbalmente funcionários, professores e alunos, no pátio da escola, inclusive na presença dos pais, Maria Inez Gomez Braga ameaça a todos.

Chamar as pessoas de ‘ladras’ e ‘canalhas’ parece ser a coisa mais natural e sem importância do mundo para ela. Nem mesmo perante a presença dos pais dos alunos a diretora controla seus atos, fazendo comentários maldosos a respeito do quadro funcional da escola.

Caso o Secretário de Educação, José Fernandes de Lima, não tome providências diante das denúncias feitas pelo corpo docente escolar e pelo Sindicato dos Professores do Estado de Sergipe – SINTESE -, a greve será apenas uma entre as muitas conseqüências do descaso que ocorre até agora frente a tal situação.

Este não é um caso isolado na capital sergipana. O que acontece na Escola Olímpia Bittencourt se repete nas escolas Poeta Garcia Rosa, 17 de Março e Senador Leite Neto. Em carta de repúdio às ações autoritárias da diretora da Escola Poeta Garcia Rosa, Terezinha Oliveira Santos, e que será enviada ao governador Marcelo Déda, através do SINTESE, professores comprovam que a diretora fere os princípios e diretrizes da legislação educacional, sustentando uma postura profissional autoritária, intolerante e impositiva.

Prédios em total abandono e descaso

Não é segredo que boa parte da população infantil e jovem ainda não freqüenta a escola. Os argumentos variam desde situação financeira desprivilegiada até falta de instrução sobre a importância da Educação para a formação cidadã e o futuro dos povos.

Assim, ainda mais revoltante que não termos nossos jovens nas salas de aula, é ver que aqueles que se esforçam em permanecer nestes locais, que buscam qualificação, e muitas vezes não alcançam seus objetivos por puro descaso governamental.

A situação da Escola Normal Rui Barbosa, por exemplo, é gravíssima. Há dois anos que o SINTESE vem reivindicando que o prédio necessita de reforma urgente. Até hoje, nada foi realizado e as atividades escolares não foram reiniciadas. Além disto, a escola sequer possui uma direção nomeada para atuar ali.

Também em situação caótica, com falta de reparos e estrutura apropriada para os alunos desenvolverem seus conhecimentos encontra-se a Escola Djenal Tavares de Queiroz. Com o prédio fechado, as atividades estão sendo realizadas numa locação na rua Siriri, que não tem absolutamente nada a ver com a escola.

Sem direção não tem Educação

Conforme ocorre na Escola Normal Rui Barbosa, também no Benedito Oliveira, no Conjunto Orlando Dantas, alunos estudam sem que a haja uma diretoria nomeada, capacitada para desenvolver as competências que o colégio necessita para se formatar enquanto meio de aprendizagem e produção de conhecimento.

Jogados à mercê da sorte, alunos contam com a boa vontade dos poucos professores que ali trabalham, através de esforços extremos que realizam no intuito de dar um mínimo sentido de organização estrutural da instituição. É lógico que a tentativa é válida, mas jamais deverá ser encarada como medida de solução.