SINTUFS vai à rua dialogar com a população sobre o atual estágio da greve

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Com a participação de cerca de 100 pessoas, no auditório da Reitoria, o SINTUFS (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Sergipe) promoveu nesta terça, 14, mais uma Assembléia de Greve da categoria técnico-administrativa da UFS. Com a participação de cerca de 100 pessoas, no auditório da Reitoria, o SINTUFS (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Sergipe) promoveu nesta terça, 14, mais uma Assembléia de Greve da categoria técnico-administrativa da UFS. Foram prestados informes locais e nacionais, realizado o confronto entre a proposta do governo (apresentada no dia 07) e a contra-proposta da categoria (exposta nod ia 09) e aprovados encaminhamentos.

Após os informes, foi lido o relatório da reunião envolvendo os representantes da FASUBRA (Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras) e a bancada governamental (representação dos ministérios do Planejamento e da Educação), ocorrida no dia 09, quando da apresentação da contra-proposta dos técnicos administrativos. A seguir, através de Gentil Melo (diretor financeiro do SINTUFS e membro do Comando Local de Greve), fez-se a explanação da contra-proposta da categoria confrontando-a com a proposta do governo. Passando-se à intervenção do plenário, ainda ficou patente a insatisfação quanto ao descaso do governo Lula com o segmento técnico-administrativo das niversidades, considerando-se que percebe os menores piso e teto do serviço público federal, a ausência de definição de política salarial para o conjunto dos servidores públicos, a manutenção, pelo atual governo Lula, da política de priorização das “carreiras típicas de Estado”, característica do governo FHC, conduzida por Bresser Pereira.

Foram aprovados, durante a Assembléia, os seguintes encaminhamentos: 1. Ato público na rua João Pessoa, imediação da Caixa Econômica Federal, onde a categoria relatará por que continua em greve, expondo o seu atual estágio; distribuição de Carta Aberta à População que trata da questão dos hospitais universitários e colheita de assinaturas (abaixo-assinado) contra a transformação dos HUs em fundação estatal. 2. Assembléia Geral no dia 21 de agosto, no auditório da Reitoria, para avaliar a provável resposta do governo à contra-proposta da categoria e os conseqüentes encaminhamentos; discussão e aprovação de pauta interna de reivindicações a ser apresentada à Reitoria da UFS; 3. Convite ao professor Josué Modesto, reitor da UFS, para participar da Assembléia no dia 21, a fim de expor suas considerações a respeito do atual estágio da greve e responder aos questionamentos da categoria pertinentes a este momento.

No 79º dia em greve (iniciada no dia 28 de maio), os técnicos administrativos das universidades brasileiras reivindicam, conforme o eixo específico, entre outros, o aprimoramento da carreira instituída pela Lei 11,091/2005, com recursos para a reestruturação, evolução da tabela salarial e resolução do Vencimento Básico Complementar (VBC)´; recursos para o plano de saúde suplementar; defesa dos hospitais universitários – contra o modelo fundação estatal.

Quanto ao denominado eixo geral, a corporação técnico-administrativa reivindica a negociação coletiva no serviço público, autonomia e liberdade de organização sindical – contra a restrição ao direito de greve; defesa dos serviços públicos – contra o Projeto de Lei Complementar 01/2007 que restringe investimentos no serviço público e limita o salário dos servidores.

No último dia 07, o Governo Federal, através da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, propôs a extensão de plano de saúde para todos os servidores técnico-administrativos; a reestruturação da tabela remuneratória, por etapas (anos 2008, 2009 e 2010), com vigência nos meses de julho, consistindo em aumento sobre a situação atual, nos valores de 5,37% (inicial na Classe A – piso geral), em julho/2008, a 89,87% (final da Classe E – teto), em 2010; manutenção do Vencimento Básico Complementar.

Já no dia 09, após análise da proposta governamental, a FASUBRA contrapropôs o aprimoramento da reestruturação da tabela elevando os pisos das classes A, B, C, D e E, uniformizando-os com os pisos do Plano Geral do Poder Executivo (PGPE), o que consiste em aumentos sobra a situação atual de 9,89% (inicial na Classe A – piso geral) a 89,28% (final na Classe E – teto geral), em 2010, com efeitos financeiros a partir de janeiro de 2008.

Considerando-se o vencimento básico, o atual piso salarial da categoria é de R$ 701, 98 e o teto consiste em R$ 2.691,51. Portanto, os menores piso e teto do funcionalismo público federal.

A partir de hoje, 14, a FASUBRA e suas entidades de base estarão apresentando aos parlamentares federais, estaduais e municipais um documento onde relata o atual estágio da greve e solicita apoio na intermediação com o Governo Federal.