Professores de Porto da Folha definem nova postura em assembléia

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Foi realizada hoje, 20, a assembléia que definiu novas medidas para serem adotadas pelos professores do município de Porto da Folha, em Sergipe, visto que o prefeito não está cumprindo com sua palavra em inúmeras pendências da Educação. Foi realizada hoje, 20, a assembléia que definiu novas medidas para serem adotadas pelos professores do município de Porto da Folha, em Sergipe, visto que o prefeito não está cumprindo com sua palavra em inúmeras pendências da Educação. A categoria decidiu paralisar suas atividades de 27 a 31 de agosto, em protesto ao descaso dado à situação. Em documento assinado ainda no primeiro semestre, o prefeito se comprometera com: pagamento do salário será realizado até o quinto dia útil dom mês subseqüente a partir de maio/2007; pagamento das férias do mês de janeiro será realizado em julho e pagamento do mês de julho até dezembro/2007; envio das emendas à Lei nº 180/2002 (Plano de Carreira) à Câmara Municipal de Vereadores em 5 de junho de 2007; e ajuda de custo para os professores que se deslocam da sede para o interior estar em estudo/discussão para posterior decisão. Até o momento, somente um ponto dos cinco acima citados foi cumprido.

GARARU

Em audiência com o SINTESE e lideranças da Educação Municipal de Gararu, na quarta-feira, 15, o promotor de Justiça da Comarca de Itabi, Maurício Gusmão Magalhães, disse que não pode resolver os problemas de pagamento de professores pendentes. O único comprometimento que o promotor teve foi em averiguar questões sobre a implantação dos conselhos municipais da Merenda Escolar e do Fundeb. Os pontos que afligem o Magistério local são: atraso na data do pagamento dos professores, pois até o momento o salário referente ao mês de julho/07 não foi pago; a merenda escolar não chegou às escolas da rede municipal de junho/05 a janeiro/06; de fevereiro a junho/06, na gestão do prefeito Helder, tinha merenda normalmente, mas desde que o prefeito José Cardoso assumiu (julho/06 a junho/07), voltou a faltar merenda escolar; que a merenda chegou à escola durante o recesso escolar de junho/07, mas atualmente não está sendo fornecida a merenda escolar; apesar de existir o CAE – Conselho da Merenda Escolar – no município, o mesmo encontra-se irregular, pois o representante dos professores não foi eleito em assembléia da categoria; a irregularidade no referido Conselho torna ainda mais difícil a fiscalização da aplicação dos recursos da merenda escolar; Gararu não possui Conselho do Fundeb, visto que o projeto de Lei para criação deste Conselho encontra-se em tramitação na Câmara Municipal desde março de 2007, e com a demora na aprovação da criação do referido Conselho, a fiscalização na aplicação dos recursos fica prejudicada; o material didático pedagógico para a realização das tarefas diárias nas escolas municipais (giz, papel etc) é precário, e quando chega à unidade escolar, é insuficiente; a falta de material escolar sempre ocorreu no município de Gararu.

ITAPORANGA D’AJUDA

Na próxima semana, os professores da rede municipal que atuam em Itaporanga realizarão protesto de quinta a segunda. Na noite do dia 23, acontecerá uma via crucis pelas principais ruas da cidade. Na sexta e no sábado, 24 e 25, respectivamente, serão feitas enquetes em locais públicos e alternativos para que os cidadãos falem o que pensam sobre a atual gestão administrativa no município. Já na segunda-feira, 27, após assembléia, acontecerá um movimento em frente à prefeitura municipal para obter uma resposta do Executivo local.

A paralisação dos educadores está acontecendo com tamanha força por motivos muito simples. Desde 2004 a categoria reivindica pela reformulação do Plano de Carreira e Estatuto, sem obter resultados.

Quando Maria das Graças assumiu o Executivo Municipal, em 2005, estava a par da situação. A prefeita, inclusive, antes de eleita, participou de passeatas organizadas por professores, apoiando e defendendo a sua luta. Agora, comogestora, fecha os olhos.

Entre as atitudes reprováveis da prefeita está também o favorecimento a alguns profissionais do município. Por exemplo, a secretária de Educação, Maria Renilza recebe salário proporcional ao nível de investimento que fez. Já outros com pós-graduação, não recebem o salário que lhes compete.

Entre os absurdos provocados pela Administração Municipal, está também a atitude da prefeita em relação à sobra do Fundeb. Maria das Graças criou uma atmosfera em torno da sobra do Fundeb, como e estivesse doando generosamente aos professores R$ 3.500, quando na verdade, os professores querem que seus salários sejam justos durante o período letivo, pra que não sejam utilizadas as falsas sobras para manipulação do pensamento da comunidade.

Com conhecimento da situação, o Ministério Público estabeleceu prazo até final de agosto para a prefeita municipal se explicar sobre as possíveis irregularidades que estão ocorrendo em sua gestão.