Salários tiveram reajustes acima da inflação

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Os trabalhadores brasileiros tiveram resultados positivos nas negociações salariais do primeiro semestre do ano. Os trabalhadores brasileiros tiveram resultados positivos nas negociações salariais do primeiro semestre do ano. Segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira pelo Dieese dentre as 280 negociações analisadas, cerca de 90% resultaram em aumentos iguais ou superiores inflação medida pelo INPC. Os acordos e convenções coletivas foram mais favoráveis que os registrados em 2006, quando o percentual de reajuste salarial acima da inflação foi de 82%. Segundo técnicos do Dieese, resultados melhores em negociações entre patrões e empregados estão relacionados com controle da inflação e com o crescimento da economia do país, ainda que em níveis abaixo do esperado. De acordo com o Dieese, os trabalhadores da indústria foram os que tiveram as melhores negociações salariais no semestre. Em 93% foram garantidos reajustes acima da inflação, com até 3% de ganho real nos salários. No comércio, 85% dos reajustes ultrapassaram a taxa de inflação. No setor de serviços, o percentual foi de 82%. De acordo com o supervisor do Dieese, as regiões Norte e Nordeste tiveram acordos influenciados positivamente pelo aumento do salário mínimo nacional.

Salários maiores e mais vagas
O mercado de trabalho na indústria ficou praticamente estável de maio para junho, com ligeiro recuo de 0,1% nas contratações, depois de cinco meses crescendo. Em relação a junho do ano passado, houve avanço de 2,1%, e o setor fecha o primeiro semestre com alta de 1,6% nas contratações. Também houve aumento da renda do trabalhador industrial, de 0,2% em junho em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a expansão foi maior: 4,6%. Com o resultado de junho, o setor fechou o primeiro semestre deste ano acumulando alta também de 4,6% nos gastos com os trabalhadores. Os dados foram divulgados durante a semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes).

A imposição contra os direitos históricos
As empresas indianas que estão agora se instalando no Brasil e outras estrangeiras que por aqui já estavam estão forçando a flexibilização dos direitos trabalhistas e burlando a legislação. Estão, por contra própria, “flexibilizando” a CLT. Estão adotando a prática de fazer o registro em carteira de trabalho, mas só o lançamento de uma parte do salário mensal do funcionário – cerca de um terço. O restante é pago em cotas, sem incidência de impostos para as empregadoras ou de descontos para os funcionários. Para evitar o alto volume de encargos, muitas companhias estão optando por contratar com um valor mínimo registrado em carteira e o restante em cotas ou bonificações. Teoricamente, o trabalhador fica com os benefícios da carteira assinada – como 13º salário, férias remuneradas e depósito de FGTS – mas recebe um salário líquido maior já que tem menos descontos. A Previdência Social é a grande prejudicada e isto facilita os discursos liberais pela privatização da previdência.

Plebiscito sobre a Vale
A menos de um mês para o início da votação do Plebiscito Popular pela nulidade do leilão da Companhia Vale do Rio Doce, que será realizado entre os dias 1º e 7 de setembro, as mobilizações estão se intensificando no país. A Secretaria do Comitê Nacional de Campanha já enviou mais de 500 DVDs com o vídeo sobre o leilão da Vale para solicitantes. Além disso, o vídeo está disponibilizado no site de compartilhamento gratuito de vídeos “Youtube” e pode ser pego por todos os interessados. Cerca de 280 mil jornais também já foram reproduzidos. Esse número pode ser ainda maior, pois a Secretaria Nacional não tem contabilidade sobre as reproduções estaduais. Os cursos de formação estaduais mobilizam em média entre 100 e 200 pessoas na discussão de temas como: dívida externa, energia e reforma da previdência. Em alguns estados como São Paulo e Minas Gerais o número de participantes é ainda maior.

Mais informações sobre a Vale
A empresa “doada” pelo governo FHC: a) possui 11% das reservas mundiais estimadas de bauxita; b) é o mais importante investidor do setor de logística no Brasil, responsável por 16% da movimentação de cargas do país, 65% da movimentação portuária de granéis sólidos e 39% da movimentação do comércio exterior nacional; c) possui a maior malha ferroviária do país; d) consome 5% da energia elétrica do Brasil; e) possui atividades na América, Europa, África, Ásia e Oceania; f) atua em 14 Estados brasileiros: Pará, Tocantins, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amazonas; g) possui concessões, por tempo ilimitado, para realizar pesquisas e explorar o subsolo em 23 milhões de hectares do território brasileiro; h) possui boa parte das reservas de nióbio, matéria-prima da indústria aeroespacial. O Brasil é o maior detentor global do minério. (Fonte: Jornal Brasil de Fato Especial)

Que grande negócio!
A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) sempre foi lucrativa. Os números indicam que, antes da privatização, seus dividendos giravam em torno de R$ 1 bilhão. Ou seja: em apenas três anos depois da privatização, seus novos controladores conseguiram recuperar o dinheiro investido na aquisição (R$ 3,3 bilhões) e ainda tiveram uma sobra de R$ 1,1 bilhão. Que “mamata”! E ainda tem gente preocupada com “dólares na cueca”. Entre 1998 e 2000, os lucros da Vale totalizaram R$ 4,413 bilhões. Entre 1998 e o primeiro semestre de 2007 os lucros da Vale somaram R$ 50,456 bilhões, sem contar a inflação. Considerando que, antes da privatização, a União possuía cerca de 20% do capital total da empresa, isso significa que o Estado brasileiro deixou de arrecadar R$ 10,091 bilhões apenas com os lucros da Companhia.

Quem perdeu?
Se a privatização não tivesse sido feita, veja o que o governo poderia fazer com os R$ 10,091 bilhões a que teria direito: a) 167 hospitais – similares ao de Cidade Tiradentes, com capacidade para atender 25 mil pessoas por mês; b) 202 mil casas populares – moradia de baixo custo orçada em R$ 50 mil; c) 1.627.580 assentamentos rurais – de acordo com o Plano Nacional de Reforma Agrária; d) 68 universidades – orçamento da Universidade Federal do ABC (região metropolitana de São Paulo), que atenderá a 17 mil alunos e empregará 272 professores. (Fonte: Luís Brasilino, Brasil de Fato Especial)

Mulher e Desigualdade
Dentro da programação da “Chamada Global para a Ação contra a Pobreza – Aliança pela Igualdade”, começou na sexta-feira (17) a mostra de cinema internacional com o tema “Mulher e Desigualdade”. Com produções da América Latina, Israel, Palestina, Índia e África, a mostra de filmes abordará o tema em suas diferentes dimensões: pobreza, discriminação, poder, sexualidade, prostituição, migração, entre outros. Até o dia 30, o debate sobre “A mulher e os desafios da emancipação” estará em pauta nas atividades do evento e servirá de inspiração para atividades de cunho político e cultural, também em Fortaleza (no mês de outubro) e em Lima, no Peru (novembro).

Mulheres em luta
A discriminação e a exclusão das mulheres é um tema que já vem sendo debatido pelos movimentos sociais e está sendo tratado com maior seriedade, tanto pelos setores ligados ao Estado, quanto por organizações da sociedade civil. Mas, apesar desses avanços, as mulheres continuam a ser a parcela da população mais atingida pela pobreza. Hoje elas representam 70% das pessoas que vivem em extrema pobreza no mundo e 65% dos analfabetos, segundo dados da ONU. E essa feminização da pobreza é o foco da Chamada Global para a Ação contra a Pobreza (GCAP*) na América Latina e Caribe que, na edição deste ano, trouxe atividades com o tema “A Mulher e os Desafios da Emancipação”.

Segundo dados, de 2006, do Observatório da Cidadania, a renda das mulheres representa de 30% a 60% da renda dos homens. No Brasil, números de 2003 apontam que a renda das mulheres equivale a 43% da renda dos homens. A versão brasiliense da Chamada Global vai até 30 de agosto e terá ao mesmo tempo dois outros eventos: a 2ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres e a Marcha das Margaridas. Com a expectativa da presença de três mil mulheres, o Centro de Convenções de Brasília abriga a 2ª conferência entre os dias 17 a 20 de agosto para discutir a presença e a participação das mulheres na política. Já a Marcha das Margaridas, que será realizada dia 22 e pretende levar quatro mil agricultoras à Esplanada dos Ministérios.

Pochmann propõe reforma do Estado
O país precisa fazer uma reforma do Estado e ganhar capaci-dade de acompanhar as políticas públicas, como a construção de infra-estrutura e a expansão do atendimento educacional e de saúde, defendeu o novo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, ao tomar posse na principal instituição da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, comandada pelo filósofo Roberto Mangabeira Unger. “Não há razões técnicas que possam justificar a existência de um Estado raquítico”, disse ele. “Atualmente o corpo de funcionários públicos não chega a constituir 8% do total da população ocupada, enquanto em 1980 ultrapassava 12%”, comentou, dizendo que nos EUA essa proporção chega a 18% e na Europa é de 25%. Nos países escandinavos, “modelo de democracia com Justiça social e competitividade avançada”, esse índice é de 40%, lembrou. Pochmann lembrou o acidente com as obras do metrô de São Paulo, para argumentar que faltam engenheiros para acompanhar com qualidade as obras previstas nos planos oficiais e professores e escolas para atender a objetivos de inclusão de jovens nas escolas. (Entrevista no jornal Valor Econômico)

Exploração sexual infanto-juvenil
As rodovias federais brasileiras têm 1.819 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes. É o que mostra um estudo divulgado nesta quarta-feira, fruto de uma parceria da Polícia Rodoviária Federal com a Organização Internacional do Trabalho. Um ponto vulnerável significa um local em que pode haver exploração, como postos de gasolina, hotéis, boates, restaurantes e estacionamentos para caminhões. Em cada ponto, pode haver mais de um estabelecimento que favorece a prática do crime. Com 476 trechos destacados, a região Sudeste é a mais vulnerável. E Minas Gerais, com 290 pontos, é o Estado que mais favorece a exploração sexual infanto-juvenil.

Crime ambiental
O Ministério Público Estadual (MPE) da BAhia denunciou à Justiça na última sexta-feira, a empresa Veracel Celulose S/A por crime ambiental na região de Eunápolis, no sul do Estado. A ação foi encaminhada após o recebimento de parecer do Ibama que constatou o uso irregular do herbicida scout-na, cujo princípio ativo é o glifosato, em 31,6 hectares de área de reflorestamento mantida pela empresa em cumprimento ao Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Centro de Recursos Ambientais (CRA). De acordo com a denúncia, o agrotóxico só poderia ser utilizado em plantações de eucalipto ou pinho, mas estaria afetando espécies da Mata Atlântica nativa utilizadas, além de contaminar nascentes e margens de córregos na região. (Fonte: Atlântica News)

A história secreta da rede globo
Dizer que a Globo foi criada com o apoio da CIA para dar sustenta-ção e apoio ao golpe militar de 1964 é mais do que um exercício de retórica, posto que, às custas desse apoio, a Globo enriqueceu trocando notícias favoráveis aos ditadores por anúncios que garantiam a sobrevi-vência da Globo e da ditadura militar. Leia aqui: A SÍNTESE DO IMPÉRIO GLOBO DE CRIMES do escritor Roméro da Costa Machado, para o Fazendo Média.

Base de Manta tem dias contados
“Cortem minhas mãos se eu renovar o acordo para o uso da base de Manta”, disse Rafael Correa, presidente do Equador, durante uma recente entrevista na TeleSUR/EFE. Ele reafirmou sua determinação de não renovar o acordo para uso da base pelos estadunidenses que vence em 2009. Em seu programa de rádio, ele disse que “se eu continuar presidente da República, em 2009, o acordo estará suspenso”. Ele reafirmou que “a soberania do Equador não está a venda” e disse que é um absurdo dizer que a retirada da base poderia aumentar o tráfico de drogas na região.

Indígenas são protagonistas de um novo socialismo
Em sua visita recente ao departamento de Cochabamba, Bolívia, onde assinou acordos para construção de uma nova termelétrica, o presidente da Venezuela afirmou que “os indígenas têm um papel protagônico na construção de um novo Socialismo”. Hugo Chávez disse que “já é hora de uma revolução para inverter a lógica maldita do capitalismo e dar aos nossos povos a maior felicidade possível. Os povos indígenas da América precisam nos ensinar como é que vamos construir este socialismo.”

Mobilização contra TLC
A Frente Nacional pela Defesa dos Direitos Econômicos e Sociais (Frenadeso) convocou na última quinta-feira (16) a sociedade panamenha a participar da Grande Mobilização contra o Tratado de Livre Comércio (TLC) assinado com os EUA. A mobilização serviu também para exigir a renúncia ou destituição de todas as autoridades responsáveis pelas políticas contra o povo panamenho e os organizadores denunciam a elevação do custo de vida (preços dos alimentos, passagem, telefone, luz, água, etc.) e a falta de serviços de saúde.

O trabalho doméstico é a principal fonte de emprego
O trabalho doméstico é a principal fonte de emprego para as mulheres na América Latina e no Caribe e, apesar de estar contemplado na maior parte das legislações existentes, foi regulamentado sem reconhecer direitos fundamentais. Segundo o relatório da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL), durante a X Conferência Regional sobre a Mulher, as normas atuais não protegem as mulheres e as deixam vulneráveis em questões como jornada de trabalho, salários, discriminação e exclusão.

ONG beneficente rompe com os EUA
A “CARE International”, uma das maiores e mais atuantes ONGs beneficentes do planeta, acaba de anunciar oficialmente seu rompimento com o governo dos EUA e que não quer mais receber alguns milhões de dólares em ajuda alimentar. Segundo os dirigentes da “CARE”, os métodos usados pelos estadunidenses estão causando mais mal do que bem. O governo dos EUA, ao doar toneladas de grãos, exige que o alimento seja vendido no mercado local do país a ser ajudado e, só depois, o dinheiro arrecadado na venda seja usado para ações beneficentes. Segundo a “CARE”, o programa é “ineficiente porque consiste em enviar alimentos para quem pode pagar e não para os que realmente necessitam.”

A pobreza mundial aumentou nos últimos 15 anos
Longe de diminuir, a pobreza no mundo está aumentando. A afirmação foi feita por Jan Pronk, ex-chefe da missão da ONU no Sudão, durante a XXVIII Reunião do Conselho da Anistia Internacional. Segundo os dados levantados e apresentados por Pronk, nos últimos 15 anos a brecha entre os ricos e os pobres no planeta aumentou consideravelmente. Durante a década de 90, uma pessoa da classe alta ganhava 30 vezes mais do que uma pobre. Atualmente este índice já chega a 130 vezes.

Carlos Slim: o homem mais rico do mundo!
O magnata de 67 anos controla mais de 200 empresas nos setores de telecomunicações, cigarros, construção civil, mineradoras, bicicletas, refrigerantes, companhias aéreas, hotéis, ferrovias, bancos e gráficas. Sua fortuna representa 7% da produção econômica anual do país e cresceu mais rapidamente do que qualquer outra no mundo durante os últimos dois anos (de US$ 40 bilhões para US$ 60 bilhões). Slim controla os telefones do México. A sua Teléfonos de México SAB – dona da brasileira Embratel – e sua afiliada de telefonia celular Telcel têm 92% de todas as linhas fixas e 73% dos celulares. Sua outra empresa, a América Móvil SAB, é a dona da Claro no Brasil.

A nova disputa pelo Ártico
A matéria está nas páginas da BBC Internacional (internet) e mostra que os cientistas acreditam que sob o gelo do Ártico pode haver importantes reservas de petróleo e gás. Depois da Rússia e do Canadá, que já enviaram expedições para a região e disputam sua posse, agora é a Dinamarca que reclama a soberania sobre o território. No último domingo, segundo as informações divulgadas, uma expedição dinamarquesa partiu para o Pólo Norte com o objetivo de fazer reconhecimento e levantar dados geológicos que demonstrem que a cadeia submarina de montanhas conhecida como Lomonosov está conectada com a Groenlândia, território da Dinamarca.

País sediará encontro sobre energia renovável
Autoridades mundiais em energias renováveis estarão reunidas em Florianópolis de 28 a 30 de novembro para discutir as alternativas de energia para o século 21, no evento batizado de Eco Power Conference 2007. Embalado por forte investimento em tecnologia, o mercado mundial das energias limpas movimenta US$ 55 bi (2006), sendo que só em energia eólica esse valor fica em US$ 22 bi. Nos Estados Unidos, o programa Bioclean Energy tem como meta até 2025 que 25% da demanda deverá ser suprida por energias renováveis.

Fontes Renováveis
A capacidade de geração de energia eólica no mundo cresceu 26% em 2006, puxada pela Alemanha, Espanha e Estados Unidos, que respondem por 60% da produção. Um estudo recente do WWI informa que a capacidade mundial de produzir energia a partir do vento superou 74.200 MW com investimentos de US$ 22 bilhões. O mercado dos fabricantes de equipamentos cresceu 74% nos últimos dois anos. A tendência do setor tem sido migrar dos países europeus e da América do Norte para a Ásia. Em 2006, a Índia ficou em terceiro entre os que mais instalaram aerogeradores; a China assumiu o quinto posto, com crescimento de 170% em relação ao ano anterior.

Alemanha: 14% da energia produzida será proveniente de fontes renováveis
A Alemanha acaba de anunciar que produzirá 14% de sua energia a partir de fontes renováveis ainda este ano, ultrapassando sua própria meta com antecedência de três anos. “A energia renovável é um sucesso que não apenas persiste, mas está se fortalecendo”, disse Sigmar Gabriel, ministro do Meio Ambiente alemão. No país, a energia gerada pelo vento, pela água, pelo sol e por biomassa, respondeu por 10,4% da geração total em 2005 e por 12% em 2006.

Crise hipotecária dos EUA traz risco de colapso
Nos últimos dias, os bancos centrais da União Européia, EUA, Japão, Canadá, Suíça e Austrália injetaram mais de 300 bilhões de dólares em seus sistemas financeiros para dar liquidez e tranqüilizar os mercados, evitando fuga em massa de investimentos. A causa do problema que atingiu as principais bolsas de valores do mundo é a difícil situação do mercado imobiliário estadunidense e esta é a primeira vez, depois do 11 de setembro, que o governo dos EUA precisa enviar mensagens acalmando os mercados internacionais. Como já comentamos no Informativo, o índice de endividamento das famílias estadunidenses é muito alto. A crise do setor imobiliário aconteceu porque as famílias que contraíram créditos hipotecários de alto risco estão com dificuldades de pagar as dívidas depois do aumento das taxas de juros.

Estadunidenses ignoram a América Latina
Os estadunidenses conhecem muito pouco a realidade política latino-americana e estão muito longe de conhecer o que acontece na região, segundo uma pesquisa publicada recentemente. O estudo foi feito pelo grupo Zogby International e pelo Centro de Estudos Diálogo Interamericano e revelou que menos de 10% dos entrevistados sabia o nome do presidente do Brasil, por exemplo. No caso do México, país vizinho, o número de pessoas que conhecia o nome do presidente (Felipe Calderón) chegou a 20%, mas a grande maioria apontou o país como o principal aliado dos EUA na região.

Mais complicação?
Curiosamente, apesar de suas críticas acirradas, Michael Moore ainda não havia se pronunciado sobre as incoerências da versão oficial sobre o 11 de setembro. No seu filme Fahrenheit 911 ele aborda os laços entre a família Bush e Bin Laden, através da Carlyle Group e faz muitas críticas sobre as políticas tomadas pelo governo depois do 11 de setembro e as guerras no Oriente Médio. Mas agora ele parece estar voltando sua atenção para outro lado e declarou recentemente que “depois do filme Fahrenheit 911, conversei com um grande número de bombeiros que me confirmaram ter ouvido explosões antes da queda das torres e que há muito para descobrir nesta história.” Moore agora está pedindo a reabertura das investigações e se diz muito preocupado com a ausência de imagens sobre o atentado ao Pentágono, apesar de haver centenas de equipamentos de segurança e câmaras que filmam permanentemente uma das instituições mais vigiadas do mundo. Diz ele: “Olhem, eu filmei o Pentágono antes de 11 de setembro. Há centenas de câmaras instaladas nos edifícios e até nas árvores. Teriam podido filmar a chegada daquele avião de cem ângulos diferentes. Como é que não se pode ver o impacto do princípio ao fim? Eu quero ver as centenas de vídeos que existem.”

Suicídios no Exército dos EUA atingem maior marca
O número de suicídios dentro do Exército dos EUA alcançou seu nível mais alto desde a Guerra do Golfo, revelou na quinta-feira o Pentágono. O Exército registrou 99 casos confirmados de suicídio em 2006, 12 a mais do que no ano anterior. Segundo o Exército, os suicídios foram motivados por relacionamentos malsucedidos, “problemas operacionais/ocupacionais” e problemas legais e financeiros. No ano passado, 30 dos 99 suicídios confirmados aconteceram em zonas de guerra, segundo os dados, e houve também 948 tentativas de suicídio. Neste ano, até agora, 44 soldados tiraram a própria vida, entre os quais 17 estacionados ou no Iraque ou no Afeganistão. Mas um outro fator agrava o problema: no último dia 15 (quarta-feira), o número de soldados mortos no Iraque desde o início da guerra (2003) superou 3.700.