Grito dos Excluídos 2007

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O lema deste ano é “Isto não Vale! Queremos participação no destino da Nação” Paralelo as comemorações da “Independência do Brasil” acontece o Grito dos Excluídos 2007. O lema deste ano é “Isto não Vale! Queremos participação no destino da Nação”.

O Grito dos Excluídos é um movimento nasceu em 1995 como uma grande manifestação popular para denunciar todas as situações de exclusão social e pensar possíveis saídas e alternativas. Em 1996, ganhou apoio da Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB). Hoje, é realizado por várias instituições, movimentos sociais e lideranças comunitárias. O movimento expandiu e já acontece em vários países da América Latina.

Segundo o presidente estadual da CUT, Antônio Carlos Góis, é mais um grito coletivo, símbolo da luta contra a injustiça e a exclusão social. É a reafirmação da capacidade, da força e a responsabilidade dos trabalhadores como construtores de uma Nação Livre e soberana e tem o objetivo de denunciar a exclusão social causada por um modelo econômico injusto, concentrador e excludente; questionar toda forma de dominação e dependência; anunciar valores e caminhos para a construção de uma sociedade onde a justiça e a igualdade seja uma realidade.

“A dívida social relativa à terra, saúde, educação, moradia, marginalização e violência, discriminação, emprego e renda, meio ambiente e defesa da soberania são os eixos centrais dessa luta por um país verdadeiramente independente. Livre dos ditames do capital financeiro”. Afirmou Góis.

Em Aracaju a manifestação do Grito dos Excluído acontecerá no dia 6 de setembro, às 9 horas na Praça General Valadão, onde será obcordado a construção e um projeto popular e soberano para o Brasil, as privatizações neoliberais, a transposição do rio São Francisco. O Grito dos Excluídos se estende por o país em meio a realização do Plebiscito Popular no período de 1º a 9 de setembro, onde a população brasileira deverá se manifestar sobre: a anulação do leilão da venda da Vale do Rio Doce; a questão da energia (pela qual as famílias brasileiras pagam oito vezes mais caro do que as empresas); o não pagamento das dívidas externa e interna que inviabilizam investimentos sociais mais sérios; e a proposta de Reforma da Previdência, que retiraria vários direitos adquiridos.

Em Sergipe, os organizadores decidiram incluir na consulta à população também o tema sobre a transposição do rio São Francisco.