Dia 29 tem paralisação nacional dos professores do Brasil

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Em todo o país, no próximo dia 29, professores da rede estadual e municipal estarão mobilizados, em greve, como resposta às reivindicações não atendidas em relação ao piso salarial da categoria que dignifique os trabalhadores em Educação. Em todo o país, no próximo dia 29, professores da rede estadual e municipal estarão mobilizados, em greve, como resposta às reivindicações não atendidas em relação ao piso salarial da categoria que dignifique os trabalhadores em Educação.

Para a movimentação nacional, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – Cnte – está preparando protestos e aulas públicas que ocorrerão durante todo o dia, tanto em âmbito estadual quanto municipal.

Já na agenda dos educadores do Estado de Sergipe, mais especificamente, que terá Aracaju como palco para sua paralisação, está o debate sobre o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE – e Piso Salarial Nacional do Magistério Público – Psnp. O debate acontecerá a partir das 14h, no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, no centro. Em seguida, haverá uma passeata pelo centro da cidade.

Sobre o Piso Salarial

No entendimento do SINTESE e da Cnte, o piso salarial nacional não pode ser considerado o único instrumento de valorização, mas deve estar vinculado à carreira dos profissionais do magistério.

O valor de R$ 850,00 para a jornada de 40 horas proposto pelo Governo Federal não corresponde às expectativas e às necessidades dos educadores brasileiros e não traduz o salto necessário para melhoria da qualidade do ensino.

A Cnte defende um piso salarial de R$ 1.050,00 para nível médio e de R$ 1.575,00 para nível superior, a partir de estudos do Dieese. No nosso entendimento, o piso salarial defendido pela Cnte poderá ser um passo importante na valorização dos profissionais da Educação.

Não cumprimento do Governo de Sergipe da Pauta de Reivindicação

O não cumprimento do Governo do Estado de Sergipe à Pauta de Reivindicação do SINTESE está deixando os educadores a ver navios. Desde junho de 2007, logo após duas semanas de paralisação dos professores da rede estadual, a direção do SINTESE foi recebida apenas uma vez pelo secretário de Educação, José Fernandes Lima, para dar encaminhamento da pauta da reivindicação acordada com o Governo do Estado. Mesmo assim, a pauta de reivindicação até o momento não foi cumprida pela Secretaria de Estado da Educação. Nela estão contidos os seguintes itens:

*Gestão Democrática- até o momento foi promovido um único fórum de debate e não houve mais reunião da comissão composta para tratar deste assunto. A direção do SINTESE vê com muita preocupação esta postura da Seed, pois pelo documento do governo, a lei da gestão democrática deverá ser enviada à Assembléia Legislativa até dezembro de 2007.

* Progressão Vertical- apesar de o SINTESE ter enviado minuta do retorno da automaticidade da PV e o governador Marcelo Déda ter assinado decreto quando da vinda do ministro da Educação, Fernando Haddad, a Aracaju, até o momento o projeto de lei não chegou na AL.

* Gratificação de Interiorização- as sucessivas reuniões marcadas e desmarcadas que tratariam da interiorização dos professores que atuam no interior do Estado tem penalizado os educadores, pois o Estado continua negando o direito legítimo dos docentes.

* Proid- apesar de estar previsto no orçamento, segundo o secretário de Educação, R$ 2 milhões de reais para garantir computadores para os professores, até o momento, somente 339 dos 2 mil educadores tiveram acesso à máquinas.

Diante deste descumprimento do Governo do Estado da pauta de negociação, a direção do SINTESE não descarta a possibilidade de outras paralisações além da do dia 29 de agosto, para que o governo cumpra com o que foi acordado com a categoria.