Capela chega ao quinto dia de paralisação

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“Os professores pararam as aulas porque não agüentam mais a falta de compromisso do prefeito Sukita, queremos salários dignos, condições de trabalho, isso somado vai dar ao povo de Capela uma educação de qualidade social”, disse a professora Denilza de Oliveira Santos, da comissão de negociação do SINTESE no município. Os educadores da rede municipal de Capela completam nesta sexta-feira, o quinto dia de paralisação. Durante a manhã os professores realizarão assembléia para definir se continuam o movimento de paralisação. “Os professores pararam as aulas porque não agüentam mais a falta de compromisso do prefeito Sukita, queremos salários dignos, condições de trabalho, isso somado vai dar ao povo de Capela uma educação de qualidade social”, disse a professora Denilza de Oliveira Santos, da comissão de negociação do SINTESE no município.

Os motivos para mais esta interrupção das atividades escolares continuam os mesmos: a falta de legislação para regulamentar a carreira dos professores, o descumprimento do Estatuto do Magistério, a insuficiência de material didático e a falta de transparência com o gasto dos recursos da Educação. O prefeito Manoel Messias, o Sukita, ainda humilha os professores quando os acusa de estarem fazendo cursos de pós-graduação para ter um salário maior.

Há três anos que os educadores tentam resolver com o prefeito Manoel Messias, o Sukita, a situação do Plano de Carreira do Magistério, mas até agora ele só acena com promessas, mas nada de ações concretas. Em diversas reuniões que já contaram com a presença do deputado federal Iran Barbosa e membros do Ministério Público, a prefeitura se comprometeu a cumprir o que diz a lei em relação a prestação de contas dos gastos do recursos da Educação, mas até agora nada aconteceu.

As escolas estão com péssimas condições de infra-estrutura prejudicando o processo de ensino e aprendizagem. Exemplo disso é o lugar onde funciona o anexo da Escola Municipal Antônio Ferreira. Os alunos da pré-escola estão tendo aulas em uma casa de pequenas dimensões, onde não há espaço para refeitório e há somente um banheiro para uso de todos os alunos e professores.

Salários defasados

O salário base de um professor em início de carreira em Capela é de R$270 e a prefeitura não acena com uma proposta de reajuste, apesar do SINTESE ter apresentado ano a ano propostas que podem ser executadas dentro do orçamento do município. “A intenção do sindicato não é fazer com que a prefeitura descumpra qualquer legislação, só estamos exigindo o que diz a lei”, frisou Morgan Prado Menezes, também do departamento de Base Municipal.

O Plano de Carreira é outro ponto onde há conflito entre a prefeitura e os educadores. Os professores discordam da proposta de plano executada pela administração municipal, apelidado de “plano da morte” a proposta exclui direitos históricos da categoria como: titulação, mudança de nível, entre outros.

Visita do MEC

A política educacional em Capela está tão caótica que o município recebeu recentemente a visita de técnicos do Ministério da Educação para ajudar na implementação de ações permanentes visando a melhoria do ensino. De acordo com dados do MEC o índice de analfabetismo supera os 40%. Outra exigência da equipe diz respeito também a legislação que rege a carreira do professor. Conforme informações dos representantes do SINTESE no município o MEC deu um prazo até o final do ano para que o Plano de Carreira seja aprovado e implantado na rede municipal.