Professores de Capela em greve por tempo indeterminado

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De acordo com o sindicato a tática do prefeito em desqualificar a luta dos professores em Capela traz prejuízos não só aos professores, mas a toda população de Capela. Os educadores da rede municipal de Capela entram em greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira, 25. Eles esperam que dessa vez o prefeito Manoel Messias, o Sukita, deixe de lado os ataques ao magistério, através dos meios de comunicação, e cumpra o acordo feito com os professores nas poucas reuniões em que conversou com a categoria.

De acordo com o sindicato a tática do prefeito em desqualificar a luta dos professores em Capela traz prejuízos não só aos professores, mas a toda população de Capela. “A atitude mais sensata do prefeito seria a de viabilizar o cumprimento dos acordos feitos com os professores, pois o que o magistério quer é somente o cumprimento da lei”, disse um dos diretores do Departamento de Base Municipal do SINTESE, Francisco José dos Santos.

A falta de atenção do prefeito às propostas dos professores tem gerado revolta na categoria. A falta de um Plano de Carreira que contemple as conquistas históricas da categoria, a proposta de plano do prefeito retira direitos como: titulação e mudança de nível. Para o SINTESE o plano elaborado pela prefeitura não incentiva o trabalhador da Educação a se qualificar e buscar melhorias no processo de ensino e aprendizagem, além do mais o prefeito humilha os professores ao declarar que os professores estão buscando qualificação em busca somente de um salário maior.

Desde o início da administração de Sukita, Capela enfrenta problemas no setor educacional. Os conselhos fiscalizadores não funcionam porque o município não fornece aos conselheiros os documentos para que seja feita o acompanhamento do gasto dos recursos vinculados a Educação.

Soma-se a isso as péssimas condições das escolas, exemplo disso é o lugar onde funciona o anexo da Escola Municipal Antônio Ferreira. Os alunos da pré-escola estão tendo aulas em uma casa de pequenas dimensões, onde não há espaço para refeitório e há somente um banheiro para uso de todos os alunos e professores.

Capela inclusive recebeu, no mês de agosto, a visita de técnicos do MEC. Em reunião, com a presença dos professores, Ministério Público, alunos e outros representantes da sociedade organizada, acordou com a prefeitura que uma comissão (formada por professores e técnicos do prefeitura) para elaboração de um novo Plano de Carreira e do Estatuto do Magistério.

Os professores indicaram representantes e para a surpresa da categoria o prefeito, ao invés de cumprir sua parte no acordo, enviou para a Câmara um projeto igual ao elaborado em 2005 com a supressão dos direitos. “Já se passaram trinta dias e ao invés de negociar com a categoria o prefeito age autoritariamente”, completou Francisco.