SINTESE denuncia autoritarismo na demissão de professora em Moita Bonita

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Na avaliação do sindicato, a professora foi demitida em represália ao movimento sindical no município. Nunca nos 30 anos de história do SINTESE uma dirigente sindical foi demitida por participar do movimento. O sindicato enviou ofício a Procuradoria Geral de Justiça e da República, Tribunal de Contas, Ministério da Educação, Comissão Nacional do Fundeb, Ordem dos Advogados do Brasil, Comissões de Educação da Câmara e do Senado Federal, União dos Dirigentes Municipais de Educação, entre outros denunciando a atitude autoritária da prefeita Grazielle Costa em demitir a professora do ensino fundamental Adineide Barreto Lima.

Numas das passagens do documento o SINTESE demonstra seu repúdio a ação da prefeita “Somente a certeza da impunidade, justifica o comportamento de significativa parcela de gestores públicos que se utilizam do cargo ocupado – cuja remuneração é custeada com os impostos pagos pela população – para agir com autoritarismo, reprimir a organização dos trabalhadores, tirar proveito através de práticas corruptas, escusas, agindo enfim, na contramão da democracia, negando o Estado de Direito dos Cidadãos… A prefeita do município de Moita Bonita, Graziele Costa é um exemplo típico desse modelo abominável de festão pública”

. Na avaliação do sindicato, a professora foi demitida em represália ao movimento sindical no município. Nunca nos 30 anos de história do SINTESE uma dirigente sindical foi demitida por participar do movimento. Há ainda mais um agravante a professora é presidente do Conselho Municipal do Fundeb e segundo o art 24, parágrafo 8, inciso IV, alínea a da lei 11.494/2007 que regulamenta o fundo a professora só poderia ser demitida por uma causa justa, o que no entendimento do sindicato não ocorreu. “A atitude da prefeita é um desrespeito a fiscalização exercida pela sociedade nos gastos dos recursos públicos”, apontou o vice-presidente do sindicato, Carlos Sérgio Lobão.

Paralisação da rede estadual não é descartada

A falta de compromisso do governo estadual com a pauta de reivindicação do magistério é o principal assunto a ser discutido na assembléia geral da categoria no dia 03, quarta-feira, no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. “Temos percorrido escolas e a atitude do governo tem gerado revolta nos professores”, disse o diretor de Comunicação do SINTESE, Roberto Silva.

Laudo comprova agressão

A professora Maria Jivanilde dos Santos recebeu nesta sexta o resultado do exame de corpo de delito. A conclusão do laudo é que a professora foi vítima de agressão e tem “um eritema na região lateral do pescoço”. O laudo do Instituto Médico Legal comprova que a professora sofreu agressão da juíza da Comarca de Divina Pastora.

SINTESE se reúne com Kércio Pinto

Na última quinta-feira, três professoras foram vítimas de assalto próximo ao CAIC Armando Rollemberg no Conjunto Jardim em Nossa Senhora do Socorro. O assalto ocorreu por volta das 13h e às 17h o presidente do SINTESE, Joel Almeida foi recebido, com uma comissão de professoras da escola, pelo secretário de Segurança Pública, Kércio Pinto.

Joel colocou para o secretário os problemas de segurança que os professores da região tem vivido e que apesar da delegacia se encontrar a 100 metros do CAIC as educadoras não puderam prestar queixa por só haver um policial.

O secretário informou que participaria de uma reunião com o prefeito de Nossa Senhora do Socorro e os comandantes da Polícia Militar e do Batalhão Escolar para definir um plano de segurança para a região.