Magistério Estadual faz assembléia dia 03 e não descarta paralisação

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O SINTESE realiza nesta quarta-feira, dia 03, às 15h, assembléia geral extraordinária no Instituto Histórico e Geográfico. O principal assunto é a revolta dos professores da rede estadual com a falta de cumprimento dos pontos da pauta de reivindicação acordados no final do mês de maio. O SINTESE realiza nesta quarta-feira, dia 03, às 15h, assembléia geral extraordinária no Instituto Histórico e Geográfico. O principal assunto é a revolta dos professores da rede estadual com a falta de cumprimento dos pontos da pauta de reivindicação acordados no final do mês de maio. Para a direção do SINTESE a possibilidade de paralisação por tempo determinado não está descartada. “Temos visitados escolas na capital e interior e sentimos que a categoria está muito insatisfeita com a falta de compromisso do governo estadual. Se os professores decidirem por paralisação o SINTESE vai encaminhar”, disse o presidente do SINTESE, Joel Almeida.

Para o sindicato há uma flagrante morosidade do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Educação, para o cumprimento das propostas acordadas durante a paralisação dos professores ocorrida no mês de maio. O governo do estado assinou um documento se comprometendo a garantir a gratificação por interiorização, a volta da automaticidade da progressão vertical, o PROID e a discussão da gestão democrática. “Os professores entenderam que num cenário onde o reajuste salarial ficou em 2,96% a atitude de encaminhar os outros pontos foi muito positiva, mas a demora em operacionalizar as ações está causando muita revolta”, apontou Joel.

A revolta dos professores se deve a: a SEED só realizou um debate sobre Gestão Democrática (no mês de agosto) e desde então não houveram outras reuniões para discutir a gestão. No documento a SEED se compromete a enviar o projeto de lei até o mês de dezembro. E os projetos da gratificação por interiorização e da progressão vertical automática não foram, até o momento, para a Assembléia Legislativa. O PROID só contemplou 300 professores este ano, ainda faltam 2500, mas a cessão dos computadores depende de liberação de recursos da Secretaria da Fazenda. Segundo o secretário de Educação, José Fernandes apesar de ter sido colocado no orçamento, não há dinheiro para isso para completar o programa.

Propaganda enganosa
Outro fato que gera indignação na categoria são as propagandas da SEED, em outdoors, jornais e boletins a SEED engana não só os professores, mas toda a sociedade sergipana ao dizer que as reivindicações do magistério estadual foram atendidas. O projeto de lei sobre o retorno da progressão vertical foi assinado no dia em que Sergipe assinou o termo de adesão ao Plano de Desenvolvimento da Educação, na presença do ministro Fernando Haddad e mais de mil pessoas no hotel Parque dos Coqueiros. Inclusive no discurso de apresentação o próprio governador Marcelo Déda destacou que aquele projeto era fruto da luta dos professores. “Consideramos a propaganda apresentada pela SEED enganosa, pois nada do que está escrito foi cumprido”, ressaltou o diretor de Comunicação do SINTESE, Roberto Silva.